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Rodrigo

O que vocês estão assistindo, homúnculos?

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220px-Ichithekillerposter.jpg

 

Imaginem um filme tão violento, gráfico,  explícito e original em mostrar mil e uma maneira de torturar, espancar e matar pessoas q faz até God of War 3 parecer uma história fofinha e positiva em comparação.  Esse é Ichi The Killer. 

Eu li por aí q isso era originalmente um mangá de Hideo Yamamoto,  mas nunca li. Pessoalmente,  acho q animes e mangás tendem a ter uma liberdade maior pra apresentar conteúdo controverso e exagerado, pois sendo um desenho, não costuma ficar tão chocante qto em live action.  É por isso q vemos aí um Afrosamurai sendo exibido normalmente na TV enquanto um filme desses é banido de vários países. 

Bom, a minha primeira grande surpresa com esse filme foi descobrir q

o tal Ichi The Killer não é o rapaz loiro q aparece na capa, mas sim um homem assustado e traumatizado q é manipulado por outro personagem para matar.


Eu acho q a força desse filme e o q o torna realmente memorável é q ele poderia se limitar a contar uma história banal como desculpa pros banhos de sangue e show de violência sadomasoquista explícita,  mas ele na verdade acaba usando tudo o q acontece como uma forma dr refletir sobre o vazio de sentido q afeta a vida de muitas pessoas e como traumas podem levar a enormes tragédias.  Boa parte dos personagens é movida por um impulso de tentar encontrar algo q lhes preencha o vazio interior e muitas vezes eles se acostumam à sua própria desgraça e ruína emocional, não conseguindo se sentir realizados ao fugir da rotina e encarar a realidade sobre si mesmos de frente. Tem vários exemplos disso ao longo do filme,  mas um particularmente marcante é o da prostituta q é espancada brutalmente pelo cliente e pede ajuda ao Ichi depois de uma surra. Ele promete matar o homem q a espanca, mas qdo finalmente o faz, ela meio q enlouquece,  pois não vê sentido em viver sem ser agredida. 

Aliás, o próprio final do filme é um exemplo ainda melhor disso,  mas vou parar por aqui pra não estragar o filme pra vcs. :lol:

Bom, achei particularmente impressionante a revelação q ocorre lá para o meio do filme,  aquilo cria uma súbita empatia com o Ichi e o drama q ele está vivendo. O final considero perfeito,  não explica demais as coisas, apenas deixa a cargo do espectador entender o q motivou os personagens àquele fim. 

Agora, estou me coçando pra comentar de uma das coisas mais WTF q acontecem na história e q, por incrível q pareça, me fez rir demais mesmo num filme com intencoes dramaticas como esse.  Não posso entrar em detalhes,  mas apenas lembrem-se do Goro de Mortal Kombat. Vão entender qdo chegarem lá.  :shifty:

Por fim, resta falar da violência. Bom, ela é praticamente a protagonista do filme e está presente em todas as formas e estilos possíveis. Numa cena, alguém corta a ponta da própria língua e a visão é praticamente insuportável. Na outra, um homem pendurado por ganchos recebe um banho de óleo quente e tem o rosto perfurado por várias agulhas. Em outro momento, vemos uma sala inteira lotada de intestinos, braços, pedaços de cérebro e por aí vai. É Takashi Miike, afinal. 

Eu diria q algumas cenas foram BEM difíceis de assistir, mas depois de um tempo tornou-se corriqueiro e parou de me afetar muito. Acho q por ter visto Imprint antes, meio q já estava preparado pras cenas de tortura e baldes de sangue. 

E bom, eu gostei bastante e acho o segundo melhor filme do Miike, mas não recomendo a pessoas mais sensíveis e especialmente não recomendo a mulheres, já q o grau de abuso e violência contra a mulher neste filme é absolutamente chocante e pode afetar alguém mais sensível em relação a isso. 

Mas pra quem não se incomodar e/ou for capaz de passar por cima dessas exposições extremamente gráficas de violência, encontrará aí um filme com um sentido muito humano e capaz de lhe fazer refletir sobre as misérias da condição humana como poucos. 

P.S.: O Akikahara é muito rox, ele quase q sozinho já faz valer o filme.

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myblueberrynights1.jpg

 

Apesar das aparências, isto é um filme de Wong Kar-Wai, o mesmo de In the Mood For Love, Days of Being Wild, Ashes of Time, 2046, etc. Mas é tecnicamente um filme oriental, já q é uma co-produção chinesa e francesa.

Mas desta vez a história se passa nos Estados Unidos, tem um monte de nomes pop de Hollywood como Judy Law, Natalie Portman e Rachel Weiss e ainda é protagonizado pela cantora Norah Jones.

Bom... E presta? Ahn, sim, é um bom filme, tem algumas características típicas dos romances do Kar-Wai como contar o destino de diversas pessoas procurando o amor (e não só o(a) protagonista), foco em situações triviais q dizem muito sobre os personagens (como pequenas conversas num bar toda noite), separação e reencontro, etc.

Bom, digamos q eu curti boa parte da história, principalmente o começo e a subtrama sobre o policial Arnie e sua ex-esposa, mas achei q a subtrama de Natalie Portman como jogadora em cassinos quase queima o filme pra mim.

É q uma das minhas razões pra gostar tanto de cinema oriental é a naturalidade e humanidade q os personagens geralmente passam, vc não se sente olhando pra um estereótipo, mas sim pra pessoas reais com seus dilemas. E My Blueberry Nights não só é um filme mais comercial do q os anteriores de Kar-Wai, mas tbm soa falso como quase tudo q saiu de Hollywood nos últimos 20 anos. Quer dizer, ele é bem melhor do q a média de lá justamente por trazer diálogos sensíveis e originais, a maior parte das situações é mais crível do q boa parte dos filmes estadunidenses atuais, mas...infelizmente parece q os atores de lá se engessaram num estilo teatral, tentando ser estilosos (no caso principalmente a personagem de Natalie Portman, mas a própria Norah Jones tbm soa falsa em vários momentos, talvez por inexperiência na atuação) e isso me irrita profundamente. Eu não conseguia acreditar

na dor da jogadora de poker qdo seu pai morreu

de tão artificial q a atuação ficou. 


Se In The Mood For Love exagerava no intelectualismo e cenas lentas demais onde vc via a personagem de Maggie Cheung descer as escadas pra pegar leite ou cortar a carne vagarosamente no prato, por outro lado My Blueberry Nights descamba pro outro extremo, é comercial demais pra um filme de Kar-Wai e não tem a mesma aura hipnótica de um Days of Being Wild ou 2046.

Não é ruim e até considero acima da média para um romance cheio de atores de Hollywood, mas como filme de Kar-Wai, acho o mais fraco de longe. Ele tenta de certa forma colocar o foco no trivial e em diversas vidas q se entrelaçam por acaso, mas o faz com muito menos inspiração e de forma muito artificial se comparado aos filmes totalmente orientais dele. Prova de q talvez esse estilo mais intimista e lento de Kar-Wai não consiga se encaixar direito no padrão hollywoodiano de atuação.

Enfim, gostei, mas esperava mais, bem mais desse filme.

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tem um povinho elogiando esse filme aí.

 

alguem ja viu?  filme israelense

 

BIG BAD WOLVES

Cadei de ver. Thriller/ vingança com um pouco de humor negro. Filmão.

 

Dropei Battlestar Galatica na 3ª temp. Achei doido mas não faz meu tipo mesmo, tava vendo arrastado, cansativo e lento demais pra mim...

Editado por Lucs

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lucy-scarlett-johansson-poster.jpg

 

FACIL UM DOS PIORES FILMES QUE VI ESSE ANO

LUC BESSON MORREU DEPOIS DO QUINTO ELEMENTO 

 

Alias eu nem sabia que esse filme era dele, mas o filme cheira a filmes de ação frances tosco por todos os poros

 

a edição é horrível (filme rodando bem e corta para o morgan freeman/ animais teorizando e explicando cada cena que acontece na tela... ridiculo), os diálogos são toscos (minhas células se comunicam a mil bits por segundo :lolmor:), os efeitos são de quinta e o final... meu amigos é o pingo de bosta após aquele peido mal dado

 

spoiler do final (quem não pretende ver, abra para dar um pouco de risada)

 

 

scarletona desenvolve 100% do seu cerebro, volta no tempo em fast foward, assiste toda a historia do universo e grava tudo num pen drive para os cientistas estudarem :huahua:

 

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Ichi the Killer foi o mangá mais escroto que já li. É daqueles de se sentir realmente sujo por dentro depois de terminar de ler, e nem fodendo que tem essa mensagenzinha profunda. O filme deve ter algo mais light e com uma mensagem de facto, assim como foi com Battle Royale (infinitamente melhor ao mangá).

 

Só de ter um protagonista q fica numa punheta doida depois de matar pessoas e um vilão q é um Coringa sadomasoquista a obra já pula pra níveis de escrotidão absurdos.

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Dropei Battlestar Galatica na 3ª temp. Achei doido mas não faz meu tipo mesmo, tava vendo arrastado, cansativo e lento demais pra mim...

 

ahh, porra. vc viu mais da metade e vai desistir agora?

acabei ontem. do caralho!! Ep final é épico!

 

agora só faltam os filmes (The Plan e Blood And Chrome).

 

Série linda!

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TheRoadHome.jpg

 

Que decepção,  puxa vida. The Road Home tem uma belíssima trilha sonora,  paisagens deslumbrantes e bucólicas, e a musa Zhang Ziyi esbanjando talento pra carregar o filme nas costas, mas mesmo assim a impressão final acaba sendo a de um produto pobre cuja história poderia ser contada em 15 minutos sem muitos prejuízos. 

Assim... Eu não tenho problema com filme q tenta ser poético e minimalista (na verdade gosto muito desse estilo), mas isso não pode ser desculpa pra pouco desenvolvimento do enredo.  

Eu entendo q é um filme de época e ninguém iria fazer o casal se comportar como na atualidade, mas me incomoda qdo o filme trata a história de amor dos protagonistas como algo sublime e inesquecível sendo q nem conversar direito eles conversam, tem no máximo umas trocas de olhares de longe e umas duas visitas dele, sendo q na segunda já é pra dizer q vai embora e só voltará dali a muito tempo.

Eu achei bonita a forma como colocaram a Di pra expressar o seu amor com coisas singelas como ir na escola qdo o professor não está e colocar um papel de parede novo ou qdo ela corre atrás da carroça dele só pra lhe levar os seus bolinhos... Isso tudo é bem bonito e é o q salva o filme,  vc realmente simpatiza com a maneira bonita dela de amar o professor.  Mas o problema é q ficou só nisso.  Faltou mostrar mais diálogos entre eles, explorar melhor a relação. 

Il Mare por exemplo é 99% do tempo sem qualquer contato físico, eles nem se vêem,  conversam por cartas.... E mesmo assim consegue trabalhar muito bem o pq dos dois se apaixonarem.

The Road Home consegue trabalhar menos a relação do casal do q Under the Hawthorne Tree, o q eu pensava ser impossível.  E pra finalizar,  os minutos finais tem umas cenas realmente desnecessárias só pra encher linguiça. 

Achei um potencial desperdiçado pq é um filme bonito,  mas tenta passar a ideia de q vai contar um romance inesquecível e acaba não cumprindo nem 20% do q parecia ser a principio.

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A+Bittersweet+Life+poster.jpeg

 

É um bom filme de ação, me empolgou em diversos momentos (especialmente qdo

Kim Sunwoo se vinga da tortura)

, mas achei q faltou explorar melhor alguns personagens e suas relações, por exemplo, o homem de óculos escuros com quem o presidente Baek fala não é explorado nem um pouco ao longo do filme, a namorada do presidente tbm é pouco detalhada...


Momentos finais do filme foram certamente emocionantes, mas acho meio clichê querer colocar o

anti-herói pra morrer no final. Aliás, nem explicaram direito pq o sujeito q entra na sala mata todo mundo, incluindo o Kim Sunwoo.

 


De qualquer forma, as cenas do filme em geral são bem cool no quesito porradaria e os diálogos são fortes tbm. Mas me intriga um profissional como o protagonista cometer erros bobos como

ser esfaqueado pelo sujeito várias vezes ou sair do cover e ser metralhado do nada.


Simpatizei mais com esse filme pq gostei do protagonista, mas um "I saw the Devil" possui ação de nível até melhor com um protagonista q erra menos.

Gostei, mas podia ser melhor se evitasse alguns erros bobos como os citados.

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shutter2d.jpg

 

Eu me considero um sujeito bem resistente a filmes de terror, tanto q assisto a maioria antes de dormir e não tenho quaisquer problemas de insônia ou pesadelos depois. Com exceção do Imprint de Takashi Miike, q me fez revirar o estômago de tão abjeto e repulsivo, eu ainda estava à espera de um filme oriental do gênero q realmente me deixasse com os nervos à flor a pele. Claro, vários deles têm um bom clima e sustinhos aqui e ali, mas geralmente são mais imersivos por causa da história bem construída q te faz querer saber o q acontece no final. 

Mas Shutter é um legítimo destruidor de nervos, tão tenso e assustador q me fez parar com 32 minutos de filme pq meu coração não agüentava mais e me obrigou a assistir ao resto só hoje de manhã. E digo q mesmo com tudo claro à minha volta, ainda estou com os dedos meio trêmulos enquanto escrevo. :lol:

Com certeza agora ficarei de olho no trabalho dessa dupla Banjong Pisanthanakun e Parkpoom Wongpoom, dois tailandeses com muito potencial. 

Mas indo ao q interessa: sobre o q é Shutter? Bom, ele é um filme sobre um casal q está prestes a se formar e resolve ir fazer uma despedida dos amigos num restaurante, mas ao sair da festa, tendo bebido um pouquinho além da conta, atropelam acidentalmente uma moça e, assustados, resolvem ir embora. Ok, até aí todo mundo deve estar pensando q é só uma história boba e clichê onde o fantasma da moça volta pra assustá-los. E sim vcs estão certos, o enredo não tem qualquer criatividade nesse sentido, mas o q o torna um filme indispensável são as idéias fantásticas de cenas q metem medo e as próprias reviravoltas da história q são bem imprevisíveis. 

Esse filme tem o dom, como pouquíssimos, de te pegar desprevenido de verdade. Acho q perto do final do filme, ele exagera nessas seqüências de susto repentino e acaba banalizando um pouco, além de ter um plot twist final muito ruim q quase estraga a história inteira, mas é um filme q definitivamente vale pela atmosfera tensa e sustos causados. E tudo isso sem abusar de lugares escuros nem nada. Meu coração pulava feito louco em diversas cenas e certamente não o aconselho a pessoas com problemas de coração pq é um forte candidato a matar gente por aí de susto. :lol:

Enfim, é difícil falar de tais cenas sem estragar a experiência, por isso apenas recomendo q vejam o quanto antes aqueles q ainda não viram. É o filme mais assustador q vejo em anos.

A história é clichê em si, mas por outro lado, ótimas atuações do casal principal e da moça q faz o fantasma, eu realmente me importei com o destino deles. Só acho q  plot twist final foi bem ruim

(quem diabos tiraria uma foto de uma mina sendo estuprada em vez de ajudá-la?)

e poderia ter evitado cair no pastelão hollywoodiano perto do final com excesso de sustos clichê, mas digo q pelo menos 3/4 do filme são muito, muito fodas. E o próprio final, apesar do twist ruim, é creepy pra caramba.


Não o considero o masterpiece absoluto por causa desses poucos defeitos q citei, mas é sem dúvida o filme mais assustador q já vi no cinema oriental até hoje e merece ser conferido o qto antes só pelo seu imenso talento em te imergir na história e te pegar desprevenido com uma mistura de tensão forte e sustos muito bem planejados. Imperdível.

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Bom filme, foi um dos primeiros do estilo que vi quando estava na onda de ver filmes asiáticos, junto com One Missed Call e Yeogo Goedam. Acho Art Of The Devil 2 mais divertido, porem.

 

O Plot Twist é bem normal, acho que tu mais é ficou com raiva da atitude do cara (eu também, mandei um "se fudeu" mental pra ele no final).

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Bom filme, foi um dos primeiros do estilo que vi quando estava na onda de ver filmes asiáticos, junto com One Missed Call e Yeogo Goedam. Acho Art Of The Devil 2 mais divertido, porem.

 

O Plot Twist é bem normal, acho que tu mais é ficou com raiva da atitude do cara (eu também, mandei um "se fudeu" mental pra ele no final).

Falo mais pela inverossimilhança da atitude do cara. Achei difícil crer q alguém agiria assim. Mas de qualquer forma, para o propósito de aterrorizar, acho q é o filme asiático q melhor fez isso até agora entre os q eu vi, e valeu muito a pena.

Vou conferir os q vc citou, só One Missed Call q eu fico com pé atrás pq dizem ser o pior filme do Takashi Miike, então não sei se vale a pena. :/

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One Missed Call é legazim, genéricão, talvez. Foi um dos primeiros que vi, e acho a música que toca no cel bem macabra, diferente da versão USA.

 

Difícil é mesmo, mas creio ser possível, de tanta coisa tosca que vemos por aí, e tem a suspensão de descrença que nem precisa ir tão longe pra aceitar isso, pelo bem do plot do filme.

 

Yeogo Goedam é paradão, Art Of The Devil é mais tenso e com bastante gore, bem diferentes mas cumprem bem seu propósito como filme de terror, IMO.

Editado por Lucs

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xemphimso_anh-hung.jpg
 
Olha só, conseguiram fazer um filme do Jet Li q tem MUITA qualidade! :chocado: Aliás, não só isso, mas um filme q é poético, com belíssima fotografia, atuações impecáveis, lutas coreografadas sensacionais, plot não linear e inteligente baseado em flashbacks, em suma, um filme virtualmente perfeito. :-o
Conseguiram rivalizar a qualidade de filmes como "House of Flying Daggers" e "Crouching Tiger, Hidden Dragon" e até superá-la em certos aspectos! E mais, isso veio do criador de The Road Home, q é um bom filme, porém tem alguns problemas de desenvolvimento de personagens. Oh! E pra quem viu o filme depois da trilogia romântica de Wong Kar Wai, vai sentir como se estivesse vendo as amadas do protagonista de

In the Mood for Love e 2046 brigarem pelo amor do personagem principal.

Na verdade, o único motivo pelo qual não considero Hero o melhor filme do gênero Wuxia (pelo menos entre os q vi) é q as lutas de "Crouching Tiger, Hidden Dragon" são mais exibicionistas e fascinantes, e a narrativa, apesar de mais comercial, me cativou mais nele do q em Hero tbm.
E tudo bem, eu adoro Tony Leung, Maggie Cheung e Zhang Ziyi, mas podiam dar um descanso pra eles só pra variar, né? :P Principalmente o primeiro, pois recentemente fui ver uns 3 filmes diferentes e nos 3 ele estava presente. A China às vezes lembra um pouco a Televisa, sempre reutilizando os mesmos atores e atrizes à exaustão (com a diferença de q os chineses ao menos tem MUITO talento).
Bom, mas voltando ao filme, Hero é uma história sobre um guerreiro q partiu numa jornada para derrotar os 3 maiores inimigos do império (os espadachins Sky, Broken Sword e Flying Snow) e levar as espadas deles como prova de sua vitória ao rei de Qin. Durante quase todo o filme, o protagonista (q não tem nome, portanto é chamado pela alcunha de Nameless) conta ao rei o q aconteceu e como ele supostamente derrotou os 3 espadachins.
E bom, não dá pra dizer muito mais do enredo sem estragar. Mas basta dizer q aqui vcs verão lutas absolutamente fascinantes, com um estilo único e hipnótico, muita poesia visual, paisagens sensacionais e até drama amoroso espadachins, quem diria. :-O E bem feito demais.
Eu só não acho q o Tony Leung se parece com um espadachim, mas a atuação dele é tão foda q faz vc até esquecer q ele tem cara de galã de filme clássico.
Eu meio q adivinhei q

o Nameless queria matar o rei na verdade

, mas isso é apenas uma parte da história, o mais importante é a forma como a narrativa vai sendo reconstruída ao longo do filme, é simplesmente fascinante.

Não tenho muito mais a dizer, apenas vejam um dos melhores filmes orientais já concebidos pelo homem e se encantem.

One Missed Call é legazim, genéricão, talvez. Foi um dos primeiros que vi, e acho a música que toca no cel bem macabra, diferente da versão USA.

 

Difícil é mesmo, mas creio ser possível, de tanta coisa tosca que vemos por aí, e tem a suspensão de descrença que nem precisa ir tão longe pra aceitar isso, pelo bem do plot do filme.

 

Yeogo Goedam é paradão, Art Of The Devil é mais tenso e com bastante gore, bem diferentes mas cumprem bem seu propósito como filme de terror, IMO.

Vlw, baixei a trilogia Art of the Devil e logo mais verei os outros tbm. :)

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Me admira muito vc, que é hypador tradicional de filmes amarelos só ter visto Hero agora.

Bom filme, diga-se de passagem, ou seja, uma rara exceção.


Assista Shinobi, se ainda não tiver visto.

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Me admira muito vc, que é hypador tradicional de filmes amarelos só ter visto Hero agora.

Bom filme, diga-se de passagem, ou seja, uma rara exceção.

Assista Shinobi, se ainda não tiver visto.

Só vi agora pq tenho um certo preconceito com o gênero Wuxia, geralmente evito pq tem muita bomba no meio. Mas me surpreendi muito, grande filme!

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(desisto, tentei colar imagens de todo jeito no forum mas nao vai...)

 

http://www.impawards.com/intl/japan/2013/kaze_tachinu_ver3_xlg.html

 

Vidas ao vento / Wind rises

 

Myazakão >>>> 6 tudo

 

Wind rises é uma mistura linda de realismo com o estilão fantasioso do studio ghibli. Para quem gosta de aviação ainda é um prato cheio (apesar de não ser o foco do filme)

Aposentadoria em grande estilo

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the-shining-original.jpg

 

Impressionante como alguns dos filmes q figuram como "clássicos do terror no cinema americano" na verdade são ótimos suspenses com um ou outro elemento de terror no meio. Esse é o caso de The Shining, de Stanley Kubrick. 

O filme saiu 5 anos antes de eu nascer e como era venerado como um dos mais assustadores ever, eu estava me preparando pra vê-lo mas sempre esquecia. E bah, não é assustador at all. Lembro q esses dias estava vendo uma lista de 100 melhores filmes de terror feita por uma revista respeitável e fiquei meio intrigado de ver esse filme em 11º lugar e Rosemary's Baby em 3º (enquanto isso, ironicamente, Audition, um filme realmente assustador, estava em 22º). :roll:

Eu não sei se antigamente as pessoas tinham uma outra noção de terror ou se achavam q uma mera tensão psicológica com muito suspense e criancinhas creepy já poderiam colocar o filme nesse gênero, mas o fato é q The Shining quase não tem violência nem medo, e até mostra sangue sim, mas não é de uma forma nem um pouco chocante. Alguém ainda vai dizer "mas o q importa é a intenção, não a eficácia do clima de terror", mas a questão é q nem mesmo a intenção parece ser primariamente a de assustar/meter clima de medo. O filme se pauta por um ritmo de mistério e crescente expectativa pelo q vai acontecer

(e como bom filme à americana, tem q acabar bem).

 


Eu não curti o fato de clocarem um constante som de fundo tenso pq acho q isso deveria ser dosado melhor e colocado só em partes tensas de verdade. Às vezes vc está vendo a mãe do Danny conversando com ele normalmente e lá está aquele som de fundo exagerado como se algum demônio tivesse sido libertado, lol. 

Mas acho q, de forma geral, o filme é bastante imersivo e a atuação de Jack Nicholson está exemplar, acho q com exceção de um momento específico na história, ele realmente convence o espectador de q o Jack está mesmo enlouquecendo por causa da solidão. Mas o momento q achei q não convenceu foi justamente a primeira briga dele com a mulher. O cara estava normalzão até ali, aí do nada dá um overreacting absurdo só pq ela foi procurá-lo enquanto escrevia... :-s

Gostei das cenas com as gêmeas, mas achava q teriam mais aparições e um papel maior no filme, me decepcionei nesse sentido. E o menino e a mãe tbm fizeram belas interpretações, pior q essa mulher q interpreta a esposa do  Jack tem uma expressão de "dona de casa coitadinha" q realmente deu pena. :oops: 

E as conversas do Jack com os fantasmas/entes imaginários/whatever são muito boas.

Um problema nesse filme é q tudo fica meio óbvio depois de um tempo, a tempestade de neve impedindo os policiais de terem contato com o hotel, o telefone sendo destruído... Meio q vc já espera o q vem a seguir e o q salva são os diálogos q realmente mostram a loucura do Jack de forma excelente.

E bom, só pra concluir, é um filme de registro lento e q consegue, apesar de um erro ou outro, mostrar muito bem a transformação psicológica do protagonista e seus familiares q leva as coisas ao ponto q chegaram, mas acho sinceramente q 2 horas e 23 minutos é uma duração exagerada, não precisava disso tudo. 

Enfim, gostei e acho sim um clássico indispensável, mas um tantinho overrated como é de costume com clássicos do cinema ianque.

Editado por Serge Chrono 1

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Amigo, vc está totalmente desnorteado com relação a esse filme ai, primeiro pq ele é baseado numa obra  de Stephen King, ou seja, é terror psicológico, nada de demônios com 40 chifres e aparência repugnante e amedrontadora. São palavras, tensão com palavras e situações.

 

Assista The Mist E 1408.

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Amigo, vc está totalmente desnorteado com relação a esse filme ai, primeiro pq ele é baseado numa obra  de Stephen King, ou seja, é terror psicológico, nada de demônios com 40 chifres e aparência repugnante e amedrontadora. São palavras, tensão com palavras e situações.

 

Assista The Mist E 1408.

A linha entre terror e suspense é bem tênue, mas fazendo uma comparação, até "O Sexto Sentido", q a maioria concorda ser suspense, é mais aterrorizante q The Shining.

Não tem problema vc continuar achando ele um filme de terror, mas se fosse colocá-lo nessa categoria, seria um filme fraco do gênero, já q não caus amedo algum.

Já como suspense, é brilhante ao meu ver, pois realmente te causa uma forte tensão em saber o q vem a seguir.

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The Mist é foda.

1408 é divertido, mas Mysery é bem melhor. Totalmente diferente, mas ainda sim, bem melhor.

Editado por Lucs

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