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Sonymaster

O lançamento do Nintendo 64 na revista Gamers

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Estava com saudades das nossas viagens nostálgicas na coluna Old News? Pois é, este velho gamer também estava. E para comemorar o retorno da sua coluna favorita da sexta-feira – pelo menos é a minha –, revisitei o baú de relíquias do Véio para relembrar a reação da redação da revista Gamers ao jogar pela primeira vez no Nintendo 64, quando o console foi lançado, em junho de 1996.

 
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Depois de recuperar a indústria de jogos com o Nintendinho e protagonizar uma das eras de ouro dos videogames com o Super Nintendo, chegava o momento da Nintendo dar continuidade a sua trajetória com um novo e poderoso console, capaz de manter a empresa no topo e honrar o legado construído ao longo da primeira década como desenvolvedora de videogames.
 
A primeira confirmação sobre o sucessor do SNES veio em 1993, com o anúncio do misterioso “Project Reality”, um novo console que prometia mudar a forma como jogamos.
 
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Com apenas rumores circulando nas revistas gringas e muita expectativa dos jogadores, mesmo com o Super Nintendo recebendo excelentes títulos nesse período, em 1995 o Project Reality se tornava cada vez mais real – desculpa o trocadilho –, pois a Nintendo anunciava o “Nintendo Ultra 64”, com direito até a algumas especificações técnicas, como o uso de um processador gráfico projetado pela Silicon Graphics.
 
Mas foi apenas em fevereiro de 1996 que os fãs finalmente receberam a notícia do nome e a aparência final do 64-bit da Nintendo. Daquele momento em diante, o aparelho se chamava Nintendo 64, com lançamento previsto para junho de 1996.
 
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Cercado de muita expectativa, principalmente pela qualidade de seus antecessores, o Nintendo 64 finalmente foi lançado no Japão, no dia 23 de junho de 1996, há exatos 22 anos. O mundo os games parava para acompanhar o surgimento de um console que seria a “casa” de grandes clássicos que mudariam para sempre a forma como os jogos seriam feitos, moldando conceitos e criando novas perspectivas de jogo.
 
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Para responder algumas dessas perguntas, voltamos até julho de 1996, quando a revista Gamers #10 chegou às bancas do Brasil. A edição, que custava apenas R$ 3,80, trazia Liu Kang, Sub-Zero e Shao Kahn na capa, alusão a matéria com todos os golpes de Ultimate Mortal Kombat 3. Além disso, chamadas para Fatal Fury 3. Nights e Fade to Black dividiam espaço com a ilustração.
 
A capa, contudo, ainda reservava um espaço para a grande novidade da revista. Lá no cantinho, quase escondida, estava a chamada que muitos jogadores esperavam ansiosos naquela época:
 
BOMBA! BOMBA! BOMBA! CHEGOU O 64 BITS DA NINTENDO
 
Finalmente o Nintendo 64 era lançado. Até a redação da Gamers não aguentava mais esperar. Logo na abertura do editorial da edição, o texto dizia: “Acabou a espera! Depois de tanto adiamento, depois de anos de expectativa, finalmente o Nintendo 64 foi lançado no japão e começa a chegar no Brasil”.
 
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Com a data de lançamento oficial no Brasil ainda distante, provavelmente a turma da Progamesprecisou utilizar de meios, digamos, obscuros para conseguir o console. Mas, convenhamos, isso era o que mais se fazia quando o assunto era videogame naquela época. O que importa mesmo é que eles conseguiram o console com poucos dias do lançamento japonês. E, como já era de se esperar, “o novo console e os seus jogos são de outro mundo, começando assim uma nova era no mundo dos video games.”
 
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Expectativa era o que não faltava quando o assunto era Nintendo 64 naquela época. Na página nº 16 da Gamer #10, o subtítulo da matéria era: “Acabou a espera”. Ninguém aguentava mais esperar pelo console. Tanto é que no parágrafo inicial do texto, o Fábio Santana (um dos primeiros brasileiros a jogar em um Nintendo 64), contextualizou toda a trajetória de anúncios e adiamentos do console até o seu lançamento em 23 de junho de 1996 no Japão.

Com fotos do console na redação estampando toda a página, os leitores puderam ter uma breve noção dos detalhes do novo videogame, dos seus controles coloridos, das caixas e, claro, dos jogos. Eram os jogos o grande atrativo do console. Como diz o texto, “o console chegou com Mario 64 e Pilowings 64, dois jogos apenas, mas que já mostram do que o console é capaz”.

 
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A espera parecia valer a pena, pois o comentário seguinte do Fabio foi: “jogar estes games é uma experiência maravilhosa, gráficos jamais vistos em nenhum console da atualidade, som de CD, jogabilidade perfeita e diversão que não acaba mais”. A comparação com os consoles da época, era inevitável, até para facilitar a compreensão do leitor. Colocado lado a lado com o PlayStation e o Saturn, no Nintendo 64 “você não vê um pixel, mesmo com zoom no máximo, o que é incrível para os padrões da atualidade”.
 
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Graficamente o Nintendo 64 era realmente impressionante. Até hoje fico babando com a qualidade das texturas de alguns jogos. Mas a redação estava realmente muito empolgada com o console, vendo qualidades únicas, como no som e no controle. “O som é impressionante, uma qualidade de CD em cartuchos de 64 mega. O joystick é super inovador. Sua empunhadura é perfeita em qualquer uma das possibilidades de segurá-lo”.

O som, para um cartucho, realmente impressiona. Lembro como fiquei maravilhado com o “Dolby Digital” do Majora’s Mask quando joguei pela primeira vez, Já o controle, é motivo de reclamação por parte de muitos jogadores, mesmo inovando bastante como a revista disse.

A matéria seguia comentando os detalhes do console, como o diferente botão Z, a entrada para Memory Card no próprio controle, a porta de expansão para memória RAM e até a “saída que ninguém sabe exatamente para que serve, mas que há boatos de que o Disk Drive será acoplado abaixo do aparelho por esta entrada”.

Tanta capacidade, perfeitamente descrita em detalhes nas páginas da matéria, não faria sentido sem jogos. Mas esse não parecia ser o problema, pois, segundo a revista,”A Nintendo já fechou acordo com várias Softhouses de peso e promete que os jogadores não terão falta de bons games”. E, para começo de história, o Nintendo 64 chegou com dois excelentes títulos.

 
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Super Mario 64 e Pilotwings 64 foram os dois primeiros jogos de N64 analisados pela Gamers. E, assim como o console, deixavam claro que o Nintendo 64 seria mais um marco na indústria dos videogames. Ambos receberam notas altíssimas, seguidas de comentários animadores.

Em Mario 64, a Gamers disse que “o game mostra do que o Nintendo 64 é capaz de fazer com a potência do Nintendo 64. Os gráficos são maravilhosos, com um nível jamais visto em nenhum outro console da atualidade”. E para completar, a análise crava: “Super Mario 64 já é um clássico.”

 
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Como vocês leram, o Nintendo 64 foi extremamente aguardado na época, causando alvoroço entre os jogadores da época. Tanta expectativa, como vimos, foi compensada com o lançamento de um console poderoso e cheio de grandes jogos. Infelizmente, algumas decisões da Nintendo atrapalharam a trajetória do Ultra-Console. Mas nem por isso ele deixou de ser especial, levando diversão para todos os que deram uma chance para a sua biblioteca.

Fonte: Jogo Véio

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Quando a nintendo começou o projeto do N64, lembro que anunciaram como "Project Reality". Prometia ser não "uma", mas "A" revolução no mundo dos games.

 

A gamers era uma revista simpática, mas as fotos das telas eram de baixa qualidade e, com o tempo, os jogos acabaram perdendo espaço para os quadrinhos, piadas e sátiras nas páginas dela.

 

Lembro até que tentaram fazer vingar uns quadrinhos independentes com o mascote da revista, o capitão ninja. Alguns eram no tom de comédia do original, com uma coadjuvante chamada "capitinha ninja", mas outros eram sérios, estilo Marvel/DC.

 

Na época em que a guerra das revistas de games começou a pegar fogo, até a SGP apedrejou a Gamers, dizendo que "parecia mais com uma revista em quadrinhos e não falava nada de útil sobre jogos".

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44 minutos atrás, Zero Byte disse:

Quando a nintendo começou o projeto do N64, lembro que anunciaram como "Project Reality". Prometia ser não "uma", mas "A" revolução no mundo dos games.

 

A gamers era uma revista simpática, mas as fotos das telas eram de baixa qualidade e, com o tempo, os jogos acabaram perdendo espaço para os quadrinhos, piadas e sátiras nas páginas dela.

 

Lembro até que tentaram fazer vingar uns quadrinhos independentes com o mascote da revista, o capitão ninja. Alguns eram no tom de comédia do original, com uma coadjuvante chamada "capitinha ninja", mas outros eram sérios, estilo Marvel/DC.

 

Na época em que a guerra das revistas de games começou a pegar fogo, até a SGP apedrejou a Gamers, dizendo que "parecia mais com uma revista em quadrinhos e não falava nada de útil sobre jogos".

 

Para falar a verdade eu nunca fui de pegar a Gamers para ler, sempre foi ou Ação Games ou a SuperGamePower, isso porque a Videogames saiu, SuperGame e GamePower tiveram a fusão e como eram conhecidas para mim, fiquei nelas, mas até a parte do PSX eu acho e olhe lá, quando lançou o N64 tinha a própria Nintendo World que era legal a revista falando apenas da Nintendo.

 

Mas eu curtia era mesmo da época dos 8 e 16 bits. 

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1 hora atrás, Sonymaster disse:

 

Para falar a verdade eu nunca fui de pegar a Gamers para ler, sempre foi ou Ação Games ou a SuperGamePower, isso porque a Videogames saiu, SuperGame e GamePower tiveram a fusão e como eram conhecidas para mim, fiquei nelas, mas até a parte do PSX eu acho e olhe lá, quando lançou o N64 tinha a própria Nintendo World que era legal a revista falando apenas da Nintendo.

 

Mas eu curtia era mesmo da época dos 8 e 16 bits. 

 

Eu comprei um monte de revistas de vg naquela época. das melhores às mais vagabundas. Tinha uma dessas que saiu só pra aproveitar o filão - Uma tal de Cinevideo Games - que era uma publicação, na melhor das hipóteses, de fundo de quintal. Era feia, de papel mais fino que as outras e não se aproveitava quase nada dela. As fotos tinham qualidade ruim, muitos textos tinham erros grotescos de digitação (ex: num texto em que devia estar "CADEIA VIETCONGUE", estava "CADELA VIETOONGUE") e eles ainda faziam questão de exibir algumas dessas pérolas ortográficas nas capas (Em uma delas tinha escrito, em letras garrafais BASEBOL (ao invés de baseball ou beisebol). Nem Yu Yu Hakusho escapou do assassinato linguístico e acabou virando "YO YO HASHU".

 

Ainda bem que essa bosta não sobreviveu muito tempo no filão das revistas de vg.

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A Gamers lançou o melhor detonado de FF7 no brasil por isso dou muito credito a essa revista! Se não me engano era uma tradução do guide oficial do FF7 , na época nenhuma revista brasileira lançou algo parecido... tenho até hoje guardada apesar de estar em péssimo estado... é muita nostalgia lembrar dessa época! lembro também em 2001 que a gamers e ação games tinha foruns... lembro que o usuário Raptor foi um dos pioneiros do forum gamers (nem sei se ele posta mais aqui).

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1 hora atrás, Shabazz The Disciple disse:

A Gamers lançou o melhor detonado de FF7 no brasil por isso dou muito credito a essa revista! Se não me engano era uma tradução do guide oficial do FF7 , na época nenhuma revista brasileira lançou algo parecido... tenho até hoje guardada apesar de estar em péssimo estado... é muita nostalgia lembrar dessa época! lembro também em 2001 que a gamers e ação games tinha foruns... lembro que o usuário Raptor foi um dos pioneiros do forum gamers (nem sei se ele posta mais aqui).

 

Pessoal comenta que foi dessa revista e os detonados da Gamers que as demais começaram a lançar detonados separados na revista principal. 

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