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Sonymaster

Os computadores que viraram videogames.

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Uma prática relativamente comum entre as empresas na 3° geração (esbarrando até na 5° geração), era a consolização de computadores, ou seja, eles pegavam seus computadores já prontos e os colocava numa carcaça de videogame e embalavam com um controle no lugar do teclado, e claro, eram dedicados apenas para jogar e não outras coisas mais que os computadores faziam, então parecia uma boa alternativa para as empresas e consumidores terem um produto mais barato de algo já consolidado (no caso, os computadores), mas será que deu certo? Confiram comigo os videogames surgidos de computadores
 
Empresa: Daewoo
Ano de lançamento: 1985 (Zemmix) e 1986 (Zemmix V)
 
De todos os computadores da década de 80, o MSX (na verdade o padrão MSX) era o mais bem quisto entre os jogadores, então nada mais justo que o MSX fosse consolizado, coube então à uma empresa sul-coreana (a Daewoo) a se lançar na empreitada e lançar em 1985 a versão console do MSX 1, denominado Zemmix.
 
console-zemmixa.jpg
 
Infelizmente para os aficcionados pelo MSX ao redor do mundo, o Zemmix foi fabricado e distribuído apenas na Coréia do Sul e fica difícil precisar se o mesmo foi um sucesso ou não, justamente por ter sido um produto local de um mercado obscuro (ainda mais pra época), informações sobre o comportamento do Zemmix nas vendas e contra quem ele concorria tornam-se escassas.
 
De uma forma ou de outra, o Zemmix (contando com todoas as suas versões) teve uma vida bem longeva, com exatos 10 anos de existência, o que é muito bom se levarmos em consideração que era um console local, de certo que parte dessas versões eram apenas troca de cores (a original foi a branca e rosa da foto), mas teve uma versão que realmente mudou o design do console de aparência frágil pra algo mais radical, o chamado Zemmix V de 1986,mas mudança pra valer ocorreu quando novas versões do MSX foram lançadas e a Daewoo seguiu a onda consolizando todas elas, como vemos abaixo:
 
Daewoo Super V
Ano de lançamento: 1990
Geração: 4° geração
 
Com o MSX 2 já estabelecido e apresentando jogos que deixavam a concorrência dos consoles com inveja, a Daewoo não pensou duas vezes e, em 1990, lançou a versão consolizada do MSX 2, denominada Zemmix Super V, novamente o fato de ser um produto local torna imprecisa sua avaliação geral de mercado, mas por ser um MSX 2.
 
A9c8i.jpg
 
Fica claro que sua posição é dentro da 4° geração ao lado dos consoles de 16-Bits, mas não sei ele, o Super V, chegou a concorrer contra o Super Famicom e cia, sabe-se no entanto que sua gameteca não devia em nada aos consoles mais conhecidos, inclusive contando com clássicos absolutos como Metal Gear (o verdadeiro original, e não a versão do NES) e diversos outros jogassos que antes só se podiam encontrar num computador MSX, mas não acabou, tem mais Zemmix vindo aí.
 
Daewoo Zemmix Turbo
Ano de lançamento: 1991
Geração: 4° geração
 
Seguindo a evolução do MSX, em 1991 a Daewoo lança a versão definitiva do Zemmix, o Zemmix Turbo, versão consolizada do MSX 2+, então mesmo pertencendo a mesma geração de sua irmão mais velho (o Super V), o Zemmix Turbo era compatível com jogos do MSX 2+ que poderia reproduzir até 12.268 cores, contra 512 cores de seu antecessor.
 
Daewoo_CPG-120_Zemmix_Turbo.jpg
 
Enfim, a Daewoo realmente surpreendeu, o que me faz pensar: Se ela tivesse lançado a família Zemmix globalmente?
 
É um caso a se pensar, no mais, alguns jogos do MSX que se pode jogar num Zemmix.
 
Atari XE Game System (XEGS)
Empresa: Atari
Ano de lançamento: 1987
Geração: 3° geração
 
Lançado em 1987 para desbancar o NES, o Atari XE Game System, mais popularmente conhecido como XEGS, é a versão consolizada do computador 65XE de 1985, pertencente a família de computadores de 8-Bit da Atari, sendo compatível com todos eles.
 
1024px-Atari_XEGS.jpg
 
O XEGS fez parte duma estratégia agressiva (e arriscada) da Atari pós-crash de 1983, que era minar a concorrência em todos os fronts, do lado dos consoles havia a Nintendo, e do lado dos computadores havia a Commodore, no lado dos computadores a Atari fez bem seu dever de casa lançando computadores de sucesso como os da família 8-Bit (de onde surgiria o XEGS) e posteriormente com o ST de 16-Bit, mas no lado dos videogames meteu o pé pelas mãos, o problema foi que, na ansiedade de desbancar os japoneses da Nintendo, a Atari canibalizou seus próprio mercado com diversos sistemas, e durante anos o XEGS dividiu as prateleiras com o 7800 e o 2600 Jr, mas principalmente com o 7800, já que ambos tinham a mesma finalidade de concorrer contra o NES, nessa briga entre irmão, o 7800 levou a melhor por ter um hardware mais moderno, e o pobre XEGS ficou meio que deixado de lado, mas tem sues méritos, pois por exemplo, por vir com teclado, você teria títulos no XEGS que jamais veria num console tradicional, era de certa forma ousado e interessante.
 
Amstrad GX4000
Empresa: Amstrad
Ano de lançamento: 1990
Geração: 3° geração
 
Fora de propósito, é assim que eu posso descrever o GX4000, este videogame é a versão consolizada do Amstrad CPC Plus, uma versão mais moderna do CPC original de 1984, mas porque fora de propósito? 
 
1920px-Amstrad-GX4000-Console-Set.png
 
Vamos aos fatos: Durante toda a sua vida, o computador da Amstrad sempre apanhou dos computadores da Commodore, é um tanto estranho a Amstrad pensar que poderia reverter a situação transformando o CPC Plus num console e encarar um mercado dominado pela Nintendo, e o mais estranho ainda foi fazê-lo em 1990 quando a 3° geração já estava enfraquecendo perante os novos consoles de 16-Bits; resultado da empreitada: O Amstrad GX4000 durou apenas 1 ano.
 
Commodore 64 Game System (64GS)
Empresa: Commodore
Ano de lançamento: 1990
Geração: 3° geração
 
1990 realmente não foi o ano dos computadores consolizados, meses após o lançamento do efêmero GX4000 da Amstrad, a Commodore, logo a Commodore (a algoz dos consoles no crash dos videogames), resolve lançar esta pérola conhecida como 64GS, nada contra o computador que o deu origem, o Commodore 64 de 1982, que é considerados um dos computadores mais influentes da história e dispensa comentários.
 
1920px-C64GS-Console-Set.jpg
 
Mas lançar um console com a mesma tecnologia de 8 anos é pedir pra ser chamado de datado, e o pior, possui uma concepção horrível pelo fato do bendito não possuir teclado e vários jogos pedirem o uso duma tecla específica, agora vai lá e procura tais teclas no joystick dele ironicamente apelidado de "O Aniquilador", bom, isso de fato "aniquilou" as esperanças da empresa de fazer o 64GS ser levado a sério, a Commodore poderia ter dormido sem essa.
 
Fujitsu FM Towns Marty
Empresa: Fujitsu
Ano de lançamento: 1993
Geração: 5° geração
 
Lançado em 1993 exclusivamente para o mercado japonês, o FM Towns Marty (ou carinhosamente Marty) é a versão consolizada do computador FM Towns (sem o Marty no nome) da Fujitsu lançado 4 anos antes, em 1989. Apesar da tecnologia se encaminhando pra datação, o Marty é um videogame de 32-Bit, possuindo então uma capacidade gráfica que nenhum 16-Bit poderia alcançar, colocando-o automaticamente na 5° geração, um dos primeiros dessa geração inclusive.
Sendo um videogame local, a Fujitsu queria que o Marty dominasse a terra do sol nascente como um console de última geração, mas a tarefa não era nada fácil, pra começar, a Fujitsu já era considerada café com leite, pois seu computador que daria origem ao Marty, o FM Towns, sempre apanhou nas vendas entre os computadores de lá, quando o Marty foi lançado no começo de 1993, tinha que encarar o Super Famicom e o PC Engine que já tinham uma base de fãs pra lá de instalada, sobrou no final das contas para o Marty concorrer com computadores novamente, principalmente contra o PC98 da NEC e clones japoneses do Microsoft DOS.
 
1920px-FM-Towns-Marty-Console-Set.jpg
 
Outra falha do Marty foi o fato do mesmo não ser compatível com todos os títulos do FM Towns, acabando com a esperança de seus fãs de terem a experiência plena, para tentar contornar o problema, a Fujitsu lançou títulos exclusivos para o console com o selo "Marty", mas isso não adiantou pra tirar o Marty das vendas medíocres, somente em 1994, quando foi lançado o FM Towns Marty 2 (idêntico ao original, porém com um cinza mais escuro) seguido de um corte nos preços, foi quando o Marty finalmente deu uma alavanca nas vendas, mas apesar das vendas estarem ficando cada vez melhores (sobretudo com a ajuda dos sistemas de 16-Bit enfraquecendo), a Fujitsu resolveu aposentar o Marty em 1995, o motivo foi simples: PS1 já era realidade.
 
Apesar dos pesares, o Marty possui uma gameteca decente, e assim como o Amiga CD32 (vejam a seguir), era um console dos primórdios da 5° geração com cara de 4° geração, o Marty fracassou pois, apesar de ser bom, não apresentou nada de novo num mercado cada vez mais cercado de tubarões, já a igualmente novata Sony (responsável pela aposentadoria do Marty), mostrou o que deveria ser feito pela Fujitsu.
 
Commodore Amiga CD32
Empresa: Commodore
Ano de lançamento: 1993
Geração: 5° geração
 
Após o vexame do 64GS, a Commodore precisou dum hiato de uma geração inteira pra acertar a mão e lançar o computador consolizado definitivo, pena que já era tarde demais até para a própria Commodore.
 
1920px-Amiga-CD32-wController-L.jpg
 
Lançado em 1993, o Amida CD32 é proveniente do computador Amiga 1200 lançado apenas um ano antes (1992) e foi um dos primeiros videogames de 32-Bits a aparecer no mercado, o Amiga CD32 pertence aos primórdios da 5° geração (numa época em que a palavra Sony era associada a televisores) e tinha como os principais concorrentes seus contemporâneos de última geração, o Jaguar da velha rival Atari e o impressionante 3DO, basicamente os três estavam numa corrida particular pra ver quem dominaria a 5° geração quando os 16-Bits cessassem, curiosamente dentre os três, o Amiga CD32 era o que mais se aproximava dos 16-bits, do lado do hardware era uma desvantagem, pois o Amiga CD32 se mostrava nitidamente inferior graficamente perante os demais, se mostrando praticamente como um 16-Bit turbinado, do lado da proposta de diversão até que tinha uma vantagem no entanto, sua gameteca é bastante decente prum videogame que viveu tão pouco, contando com títulos hoje old-school com gráficos de prima para a época, contando inclusive com uma versão caseira de Street Fighter II (embora bem inferior a versão do Marty), além de vários título divertidíssimos que só se encontravam em computadores Amiga e outros com estilão 16-Bit com gráficos superiores; Quer uma partidinha de Top Gear 2? No Amiga CD32 tem em sua melhor forma.
 
O que houve de errado então? Em primeiro lugar, o Amiga CD32 falhou junto com o Jaguar e o 3DO em estabelecer a 5° geração, hoje acredita-se que a falhas destes consoles se deram pela prematuridade da 5° geração, pois os 16-Bits entre 1993-1994 estavam alcançando seu auge e consoles como o Amiga CD32 eram admirados e tal, mas muitos não viam AINDA motivos de mudar de geração, é como se um console de 8° geração fosse lançado em pleno auge da 7° geração.
 
Segundo motivo da derrocada do Amiga CD32, e voltando ao primeiro parágrafo, a Commodore faliu em 1994, ou seja, apenas um ano após o lançamento do Amiga CD32 que morreu antes mesmo da 5° geração mostrar a que veio, uma pena.
 
Fonte: Seganet

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Caramba, que curioso.

 

Desses o FM Towns é o mais conhecido.

 

O Amiga 32 é tranqueira demais. Aliás, os porta do Amiga eram péssimos. Sistema mais hypando Everton.

 

Pena o Sharp X68000 não ter versão consolizada.

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Os computadores padrão MSX já eram quase um console se parar pra olhar. Se não todos, a maioria tinha slot de cartucho e entrada de joystick.

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