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[PS3] Resident Evil: Operation Raccoon City

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Comprei, zerei e vim fazer um breve review. Não farei spoilers. Esse é um review apenas da parte offline do jogo.

 

O enredo do jogo é hipotético, porém se passaria no meio dos acontecimentos de RE2 e RE3. Raccoon City está no meio do apocalipse zumbi e a Umbrella manda uma unidade de mercenários para lá destruir as provas que ligam a catástrofe à empresa. Você controla um destes mercenários.

 

resident-evil-operation-raccoon-city.jpg

Mais do mesmo... Ou não... Mas a certeza é uma só: quem sabe?

 

Existem seis mercenários para se escolher e entre cada missão você pode trocar entre um e outro. Ao todo a sua unidade (que se chama Wolfpack) conta com quatro mercenários (você mais três bots), todos à sua escolha. A especialidade de cada um é diferente - você pode escolher ter na sua equipe um médico, um cientista, um assault, etc.

 

Quando alguem da sua equipe morre, você pode revivê-lo chegando perto e segurando X. Você pode fazer isso quantas vezes quiser, então na prática a única pessoa com quem se preocupar é sempre você mesmo.

 

Desde RE5 todos choram pelo rumo que a série tomou, abandonando totalmente o gênero survival horror que a série possuia até RE: Code Veronica. RE: Operation Raccon City só aumenta esse choro. Basicamente é um shooter de zumbis no enredo RE que cairia muito bem em arcades se eles ainda existissem.

 

Os controles deixam a desejar. A RAT0Sência que se tem, por exemplo, em Uncharted para se colocar atrás de pilares para evitar tiros não se tem em RE: Operation Raccon City. Muitas vezes, explorando o ambiente, você apenas quer chegar perto de uma parede para investigá-la e acaba a usando como trincheira sem querer. Mas na verdade não há muito o que investigar e explorar. Não existem itens, puzzles, chaves, nada disso. O jogo é linear como um Call of Duty e talvez a maior diversão para os fãs da série seja revisitar locais passados em RE2 e RE3, e eventualmente encontrar seus personagens em um contexto imaginário fora da série. É possível trocar de arma quando são encontradas no mapa, mas é ai os controles viram uma tortura peniana: quando um companheiro morre e você vai revivê-lo, sempre ao lado do corpo está a arma dele, então em muitos casos você acaba pegando a arma do chão sem querer E PORQUE VOCÊ IRIA QUERER A ARMA DO SEU COMPANHEIRO MORTO PRA COMEÇO DE CONVERSA, SE VOCÊ PODE SER ELE DEPOIS DE CADA MISSÃO? Ai você vai, troca a arma de novo (pega a sua e deixa a do companheiro morto no chão), vai revivê-lo e.............. PEGA A ARMA DO PUTO DE NOVO PORQUE O BOTÃO DE PEGAR A ARMA É O MESMO DE REVIVER.

 

O inventário não existe mais: só se pode carregar uma arma primária (fuzil ou algo assim), uma pistola, três granadas de cada tipo (incendiária, HE ou de impacto), um anti-viral spray e um green spray. Se você passar por um green spray sendo que você já tiver um no inventário, chore: você precisará usar o que tem logo pra não deixar o outro para trás. As green erbs encontradas no caminho também só podem ser utilizadas na hora - não podem ser carregadas. Eventualmente quando você é atacado por um zumbi você é contaminado pelo t-virus. Ai entra o anti-viral spray. Uma vez infectado, a sua energia vai diminuindo gradativamente até que você vira zumbi e game over. Os seus bots também podem virar zumbis. Se isso acontecer você terá que matá-los, mas logo em seguida você pode revivê-los rapidamente segurando X e eles voltam ao normal (facepalm total).

 

Os inimigos são variados. Além dos zumbis e BOWs (incluindo tyrants) estão os spec ops enviados pelo governo. Então existem partes do jogo onde você troca tiros com os spec ops como Call of Duty, e existem momentos em que simplesmente você fuzila zumbis como Left 4 Dead. E falando em Left 4 Dead, os zumbis de RE: Operation Raccon City são rápidos, e isso dá uma melhorada no meio dessa zona toda que se passa. Uma outra novidade é que às vezes quando se é atacado você começa a sangrar e isso atrai uma horda de zumbis sanguinários atrás de você. Munição não é problema. Geralmente em locais onde tenham muitos inimigos também tem caixas de munição - quase nunca é necessário fugir. Na verdade é até mais divertido ficar e meter bala em tudo que se mexa. Basicamente é um jogo de ação, mas que não convence como um jogo da série RE.

 

Os gráficos são muito bons. Os mapas são cheios de detalhes e a animação dos models também é muito boa. Pena que quase não é possível iteragir com o ambiente. Os models são muito bem feitos, mas são poucos. É comum matar, por exemplo, uma zumbi de calça jeans e cabelo castanho e logo em seguida o mesmo model aparecer de novo. Isso quando não aparecem dois ou três models iguais ao mesmo tempo. Para as graphic whores o jogo parecerá bom, mas para quem espera um mínimo de exploração será péssimo.

 

 

gameplay1.jpg

Screenshot. Belos visuais

 

Resumindo... Se você jogar completamente descompromissado com o nome de peso que é Resident Evil, em alguns momentos o jogo será um ótimo shooter de zumbis. Agora, se você é viúva dos anos áureos da série, passe longe. RE: Operation Raccoon City está muito mais próximo de RE5 do que qualquer outro jogo da série.

 

Metacritic: 52/100

Nota Rage: 6,5/10

Editado por ragecom

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Concordo com maior parte da análise. Só não acho que tenha bons gráficos e bons models. A falta de IA dos inimigos humanos é incrivelmente irritante, está um nível abaixo da baixa capacidade de inteligência da série CoD, o que é algo critico.

 

Como shooter de zumbi, principalmente se jogar pra mais de um, é legalzinho.

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Desde RE5 todos choram pelo rumo que a série tomou, abandonando totalmente o gênero survival horror que a série possuia até RE: Code Veronica. RE: Operation Raccon City só aumenta esse choro. Basicamente é um shooter de zumbis no enredo RE que cairia muito bem em arcades se eles ainda existissem.

 

Pois é, uma pena que depois do Resident Evil: Code Veronica, a série RE tomou outro rumo (começando no RE4 e piorando no RE5), deixando de ser um gênero "survival horror", virando um jogo de ação e shooter.

 

Talvez se mudassem o nome, até encaixasse melhor nesses últimos jogos de new generation e fosse melhor aceito pelos críticos e old fans, mas já que a Capcom insiste em continuar usando esse nome só por causa da fama que os primeiros jogos da série conquistou, fazer o que né?

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Pois é, uma pena que depois do Resident Evil: Code Veronica, a série RE tomou outro rumo (começando no RE4 e piorando no RE5), deixando de ser um gênero "survival horror", virando um jogo de ação e shooter.

 

Talvez se mudassem o nome, até encaixasse melhor nesses últimos jogos de new generation e fosse melhor aceito pelos críticos e old fans, mas já que a Capcom insiste em continuar usando esse nome só por causa da fama que os primeiros jogos da série conquistou, fazer o que né?

RE4 e RE5 são muito bons, fala sério.

 

O que não presta são esses spin-offs. Enquanto o jogo tiver dentro da cronologia tá valendo. Ainda não joguei o 6 pra dizer algo, mas tenho gostado da evolução até aqui. 1, 2, 3, CV, 4, 5 perfeitos. Agora vem com esse negócio de Survival, Mercenários, ORC, Chronicles (recontagem), me dá nojo.

Editado por Sailor Paladina

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Ah Leona, qual é... RE5 é muito ruim... Eu estava jogando torcendo pra acabar logo.

 

RE4 é jogão, mas mudou a série completamente. Mas me diverti muito mais jogando RE2 por exemplo.

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Sei lá, RE2 hoje pra mim é só nostalgia. Começo a jogar e me lembro da minha maluquice de zerar 6x na sequencia pra testar o tal macete do Akuma só pra ver meu nomezinho Akuma no lugar do Leon. Eu joguei esse jogo excessivamente na época, mas hoje já não teria a mesma disposição. Já Resident Evil 5 me deu a mesma emoção que tive com Code Veronica. Pelo menos nas partes finais que incluem a Jill e o Wesker. Eu teria adorado jogar o tal Gold version com Chris e Jill juntos. Sem falar que RE5 tem gráficos muito fodas e eu adorei as armas do jogo. Ainda planejo zerar outra vez pegando os achievements da Live.

 

RE2 eu só jogaria de novo a versão DC e olhe lá. Prefiro o 3.

 

RE5 me marcou nos chefes do barco, a Excella, a Jill e o Wesker.

 

RE2 me dá nojo de lembrar que o último chefe é um cu gigante.

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