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  1. Cecil

    Breath of Fire 4 - Humildemente um ótimo jogo

    Breath of Fire 4 é o segundo jogo da série lançado no PS1, pela Capcom, no ano de 2000, que traz mais uma vez a história de Ryu e Nina. A história se passa em dois continentes, chamados no jogo de east e west, que são separados por um gigantesco pântano. Ambos estavam em uma longa guerra, que cessou após um acordo de trégua. No continente oeste está localizado o Fou Empire, e no leste uma aliança entre pequenos países, chamada de Aliança. Nesse contexto tem o ponto de início da jornada: Elina é a princesa de um dos países do leste, e após uma longa viagem de visitas aos locais atingidos pela guerra, ela desaparece se deixar vestígios, próximo a linha de frente. Com receio de provocar uma tensão entre os dois continentes, a Aliança decide não apoiar a busca pela princesa. Desta forma, resta a Nina, sua irmã, e Cray, partirem em uma busca não oficial. No caminho, Nina misteriosamente encontra Ryu desacordado no deserto. Aparentemente sem saber seu rumo, Nina sugere que ele a acompanhe até a cidade mais próxima, e é desta forma que suas histórias se entrelaçam. Entretanto, não é só a história de Ryu e Nina, e o lado da Aliança que acompanhamos. Também acompanhamos o outro lado da história, controlando Fou-Lu, o antagonista do jogo. A jogabilidade de um RPG tem atenção majoritariamente no sistema de combate, e nesse ponto BoF4 se destaca. Trata-se de um sistema clássico de turnos, porém com algumas características que normalmente não encontrávamos em outros jogos do gênero na época. Por exemplo, a party completa possui 6 personagens, e é possível utilizar todos dentro da mesma batalha. Há uma linha de frente com três personagens, que são os ativos em cada turno. Os três restantes ficam de fora do turno, mas podem ser trocados no próximo sem ônus algum. E os três da retaguarda a cada turno recuperam um pouco da energia. explico: Temos HP e AP. AP são gastos no uso de magias e skills, e são esses os pontos recuperados a cada turno em que o personagem fica de fora do combate. Os pontos recuperados variam de personagem para personagem, baseados na quantia de CP que possuem. Se o CP da Nina, por exemplo, for 7, ela recuperará 7 pontos de AP a cada turno em standby. Entretanto, não é possível recuperar para uma batalha seguinte. Se a Nina tem 100 de AP, e gastar 12 em uma magia, ficando com 88, ela poderá voltar a ter 100 dentro da batalha, mas na próxima luta, começara com 88. Obviamente é possível recuperar com itens, mas não há abundância deles na maior parte do jogo. Essa característica entra na estratégia das lutas, principalmente em dungeons longas e batalhas contra chefes. Outra característica interessante é a possibilidade de trocar qualquer equipamento durante a batalha. Com isso é possível obter vantagens ou corrigir desvantagens de características elementais de equipamentos ou personagens. Aliás, aproveito para falar sobre os elementos, que são 4: Wind, earth, water e fire. Dos seis personagens, 4 tem seu próprio elemento específico, com exceção do Ryu, que pode controlar todos os elementos através das transformações em dragão e o Ershin, que pode utilizar magias de todos os elementos. A Nina utiliza magias Wind e cura, Scias utiliza Water e cura, Cray utiliza earth e magias de status, e a Ursula utiliza fire e status. Com a combinação de elementos, é possível criar combos, que acabam sendo a dinâmica das batalhas. Você passara grande parte das batalhas utilizando combos, de variadas formas, seja com magias ou skills melee. Desta forma, as batalhas dificilmente se tornam cansativas. E até nesse aspecto os desenvolvedores pensaram. Nas batalhas triviais, é possível ativar um modo de ataque automático, que termina com o combate mais rapidamente se sem ficar apertando botões. Ainda sobre as skills, é possível aprender com os inimigos, ou então com os Masters. Durante a jornada, aparecerão alguns NPCs que podem tornar-se mestres. Em troca de ensinar determinada skill, o jogador deve atingir certo objetivo, que varia entre conseguir uma determinada quantidade de dano, quantidade de hits em um combo, conseguir itens, etc. Há ainda os dragões. Em Breath of Fire 4, tanto Ryu quanto Fou-lu podem se transformar em dragões. São seis transformações, adquiridas durante o jogo. Além das transformações, ainda é possível conseguir evocar dragões. Explico: Há 6 dragões em BoF4 que estão diretamente ligados ao enredo do jogo, são deuses capazes de influenciar diretamente no funcionamento do mundo. Durante a jornada, é possível encontrar cada um deles e adquirir seus poderes. Já as transformações são próprias do Ryu e do Fou-lu, uma vez que eles mesmos também são dragões. A exploração é feita através de um mapa 2D. Temos pontos, que representam as cidades, dungeons ou mini-dungeons. Dentro das cidades e dungeons, a visão isométrica é travada, sendo possível rotacionar a câmera 360 graus, sendo em algumas localidades limitada a 90 graus o totalmente travada. Nessa parte o jogo peca, pois a visão em alguns momentos é bastante prejudicada, chagando a incomodar. Além do mapa mundi 2D, existem alguns outros modos específicos de exploração, que podem ser considerados até como mini-games, como o sandship e o navio, que sã interessantes e divertidos. São três os pontos fortes de Breath of Fire 4. Falei do sistema de batalhas, e agora sobre o visual. Os cenários são 3D, com texturas bastante detalhadas. Mas o que brilha mesmo são os sprites 2D dos personagens. A animação é incrível, absurdamente detalhada. As movimentações são suaves e em enorme quantidade: cabelos, roupas, membros, bocas, tudo. E não somente dos personagens principais, mas dos NPCs e monstros. Nota 10 mesmo, nunca vi nada igual no PS1. Além disso, o design dos personagens é sério, simples, sem exageros comuns hoje em dia. Por fim, a trilha sonora, o terceiro ponto forte. Extremamente bem executada, algumas músicas são fantásticas, como os temas do Fou-Lu. Tem bastante instrumentos orientais, orquestras, uma boa variação de estilos. Um trabalho de grande inspiração. Os personagens são interessantes. Vê-se de cara que não se trata de adolescentes que vão salvar o mundo. Eles estão ali por motivos pessoais, e os acontecimentos vão mudando os rumos de cada um e a dinâmica entre eles. As linhas de diálogo não são de outro mundo, mas são sérias, não há brincadeirinhas como se vê na série Tales of por exemplo, ou dramalhões como em alguns jogos da Square. Há sim alívios cômicos, por exemplo o Marlok e o Khan, que curiosamente são NPCs que estão à parte da história, porém foram colocados na medida certa. O maior destaque dentre os personagens acredito ser o Fou-lu, com seus dramas e poder, o personagem mais interessante do jogo. Trata-se de um personagem muito mais poderoso que todos os outros, que todos os adversários. Entrar na batalha com a certeza da vitória fácil é algo diferente do usual, uma diferente experiência. Apesar dos bons personagens, a história foi de certa forma sub-aproveitada. Os eventos não são tantos, o jogador passa a maior parte do jogo viajando. Há uma dose de backtracking, que as vezes desanima um pouco. Quando chega perto do final do jogo a sensação é de que podia ter acontecido mais alguma coisas. Além disso, a quantia de chefes não é grande também, o que de certa forma sub-utiliza a função das transformações do Ryu. Eu terminei o jogo sem precisar utilizar a maioria. Isso é um pouco frustrante, pois as transformações são muito legais. Não diria que a história é ruim, mas o desenvolvimento certamente foi inadequado. Apesar disso, há algumas cenas muito boas, como acordar do Kaiser e o encontro com a Elina. Dito tudo isso, gostei muito de Breath of Fire 4. A primeira vez que joguei foi na época do lançamento, mas naquele tempo eu não me empolguei e avancei muito pouco. Tive a oportunidade de jogar novamente só agora e vejo que deixei de apreciar um excelente RPG clássico. Breath of Fire 4 tem todos os aspectos que me fazem apreciar o gênero. Para que não jogou e está procurando uma volta às raízes do gênero, recomendo fortemente.
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