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Encontrado 2 registros

  1. Lucs

    CrossCode (Steam/Switch)

    QUEM QUISER TESTAR O JOGO, TEM UM BETA NO SITE. Ele foi desenvolvido em HTML5, então pode ser rodado até no Browser. Se já é difícil se destacar entre os jogos AAA, imagina entre os Indies. O marketing quase nulo da maioria fica totalmente a cargo do boca a boca dos jogadores, então, se quiser sair da bolha, vc vai ter que garimpar. Nesse bolo, entra Cross Code... CrossCode foi desenvolvido pela Radical Fish Games e publicado pela Deck 13. Esse é o primeiro jogo da empresa, que começou o desenvolvimento em 2012 e depois teve uma campanha no Indiegogo bem sucedida para o financiamento do projeto. Em fevereiro de 2015, ele entrou em early access e foi lançado oficialmente em setembro de 2018 na Steam. Seu port para Switch deve acontecer em 2019. A primeira vista, CrossCode é só mais um Indie Action JRPG, como já vimos em Hyper Light Drifter, Stories, Omensight e até mesmo a série Ys. Enquanto jogava, era notável a competência e acabamento impecável em todos os pontos do jogo, do gameplay até os gráficos. Mas será que CrossCode é só mais um jogo competente na grande lista de jogos competentes que temos por aí? Com certeza NÃO! A começar pelos gráficos, a opção aqui foi o 2d, mas por ñ se tratar de um metroidvania, a visão é top-down. Geralmente, esse tipo de câmera acaba por ñ mostrar os detalhes nas animações dos sprites do jogo. Felizmente, aqui é diferente. Seja na corrida básica ou na grande variedade de movimentos dos personagens, a fluidez e naturalidade estão impecáveis. Os cenários também ñ deixam a desejar, muito bem detalhadas e coloridas. A variedade é enorme: florestas, bases futuristas, cidades chuvosas no melhor estilo noir, tem de tudo. Os diálogos seguem uma estrutura bem simples, com as artworks no canto dos balões e de vez em quando alguma movimentação dos bonecos no fundo. Alguns podem achar estranho o estilo, um misto de HQ europeia (os caras são franceses) com anime, mas é capaz de ser o jogo onde os bonecos tem mais variedade de artworks para demonstrar sentimento. O design dos bonecos também é bem diferentão, o que pode ajudar na “esquisitice” do estilo de desenho. Já que falei dos diálogos posso entrar no enredo. O jogo se passa dentro de um MMO bem diferente do comum. Sendo mais específico, ele se passa numa lua de um planeta do sistema planetário existente no universo do jogo. Essa lua foi terraformada, esse MMO utiliza uma tecnologia maluca (explicada brevemente em logs com exemplos legais durante o jogo) que mistura o mundo real com materialização de coisas digitais. Você controla Lea, um avatar que perdeu a memória e não consegue deslogar, então, ela sai em busca do que está acontecendo. Um detalhe legal é que por causa de um problema na sincronização do personagem dela, ela não consegue falar no jogo, mas Sergey, um dos amigos dela e programador, consegue sanar um pouco desse problema e adiciona algumas palavras básicas pra ela tentar se comunicar (aos poucos ele vai adicionando algumas mais). Como sua personagem está longe de ser aquele corpo vazio estilo Chrono, isso dá um toque bem interessante nas interações da Lea com o mundo ao seu redor. O ritmo é bem lento, até a metade do jogo as poucas respostas que eram dadas seguiram para mais perguntas e mistérios na trama. A interação entre os personagens é bem legal, se aproveitaram bem desse universo de MMO e tropes que se encaixam bem nessa do personagem adotar duas personalidades, dentro do jogo e no mundo real (apesar de não haver interação com o mundo real do jogo). Até onde fui (estou no Cap 7) o enredo cumpre bem seu papel mas pode incomodar alguns. Ainda bem que temos o Gameplay. E que Gameplay! Já cansei de falar que a coisa mais importante pra mim em qualquer jogo é o gameplay. Nesse caso, CrossCode é a melhor coisa que eu podia querer. Começando pelos combates, o jogo você controla apenas seu personagem principal, enquanto seus aliados (no máximo 2) são controlados pela AI que dão bastante conta do recado. Os criadores comentaram que escolheram assim para poder dar o máximo de complexidade, equilíbrio e opções ao jogador. Eles não estavam brincando. Lea tem 5 movimentos: ataque melee e ranged, esquiva, defesa e skill. O ataque melee consiste em um combo de 3 hits que podem ser cancelados na esquiva ou skill em qualquer um dos hits. O ataque ranged é controlado pelo analógico direito (estou jogando num controle de XONE) funcionando como uma mira, aí é só apertar o botão de ataque que ela atira, podendo ser fraco e auto-fire se segurado o botão ou se vc esperar a mira focar (o jogo faz um barulho e a mira vai juntando duas linhas até focar) vc solta um tiro mais forte. A esquiva não tem mistério, ela faz um movimento de giro na direção pressionada. A defesa é um escudo que diminui o dano e pode ser usado com reflect ou outros buffs se feito no timing correto. Por último, temos as skills. Existem três níveis de skills, cada um com um custo da sua barra de skill. Essa barra enche pelo menos 1 estoque sozinha e os outros vc enche batendo nos inimigos. Para usar a skill vc aperta o botão e segura dependendo do nível da skill que quiser usar. Se você apertar parado, vc usa a skill melee, se você usar enquanto mira, você usa a skill ranged, Se usar durante a esquiva ou a defesa, vc usa a skill respectiva daquele movimento. Só aí já temos bastante opções.... mas ainda tem mais. Ao longo do jogo, vc vai passar por dungeons onde você vai aprender um elemento novo. Cada elemento tem suas respectivas skills para cada movimento, com níveis de força e mais detalhes na animação. Os elementos são trocados através dos 4 digitais do controle (só assim para ativar o que foi habilitado na Skill Tree) e se usados por muito tempo fazem seu boneco entrar em overload e aí é preciso esperar um pouco pra poder usar de novo. Ok, tem bastante coisa pra você usar na batalha? Mas e a customização? Bem, você tem uma skill Tree básica onde se aprende habilidades novas, aumentar stats além do que se ganha com LV e ativar diferentes buffs. Para cada elementos novo, uma nova Skill Tree é liberada com seus buffs, stats e skills specíficas. A lista de equipamentos também é bem grande com stats e buffs variados. Não há aquela progressão linear, você escolhe o que quer usar de acordo com o que você prefere: mais HP, mais defesa, mais ataque, buffs específicos daquele equip, etc. E pode esperar que o jogo vai exigir que você use tudo isso. Os inimigos batem forte, causam status e possuem fraquezas, então você vai se ver batendo, esquivando, trocando de elemento a todo momento. Lembra quando falei dos dois tipos de ataque ranged? Então, o rapid fire é bom para encher barras de status ou quebrar defesas, enquanto o ataque concentrado é ótimo para tontear o inimigo quando ele estiver piscando vermelho, pronto para dar um ataque mais forte. A cereja do bolo do combate são os chefes, do mesmo nível de criatividade e dificuldade de um YS. Não é só de batalha que se vive um action, né? Sem exageros, CrossCode tem um dos melhores e mais bem feitos mapas de todos os jogos 2D. Os mapas foram muito bem pensados de forma que tudo é organicamente ligado. Você tem baús por todo canto e para alcançá-los, você precisa explorar as diferentes alturas e saídas para encontrar o caminho que vai te levar até eles. As dungeons são um prato cheio pra quem curte puzzle. A variedade é absurda e tudo foi feito de forma que você vai progredindo na criatividade e uso dos movimentos que o jogo oferece. Os elementos também tem um papel importante aqui. Um exemplo é quando você precisa congelar algo com o poder de gelo ou criar um ar parar girar hélices usando o fogo para explodir bolas de água. Devo dizer que os dungeons elementais são tão grandes que eu até dava uma cansada, mas não posso de jeito nenhum falar que era repetitivas. Esse video explica direitinho sobre o game design, vale conferir pra entender melhor A trilha sonora cumpre seu papel. Pendendo mais pro estilo ambiente/atmosférico, ela é bem variada e eu que não curto muito OSTs assim até agora não me vi tirando o som do jogo. As variação instrumental é bem grande, o que ajuda bastante na hora de criar o clima de cada lugar através da música. Os destaques pessoais ficam para a música de um personagem recorrente na sua aventura e a segunda música de batalha normal. Parece que estou rasgando cera e exagerando demais na qualidade de CrossCode por ter 2 coisas que amo em videogames, gráficos 2D pixel art e gameplay foda, mas juro que não estou mentindo. Todos os detalhes foram trabalhados com muita qualidade (e de acordo com os updates dos desenvolvedores, mais coisa ainda está por vir), quem curte o gênero Action/RPG tem a obrigação de jogar A espera 6 anos, com toda certeza, valeu a pena.
  2. ragecom

    [PC/PS4] Mother Russia Bleeds

    Ignorei totalmente esse jogo na E3. Vi um vídeo aqui agora e gostei pra caralho. Beat 'em up promissor com um jeito de Hotline Miami.
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