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Encontrado 2 registros

  1. ragecom

    [Wii] Calling

    O ano era 2010. Eu tinha comprado um Wii no ano anterior e vim da geração PS2. Havia jogado bons survival horrors na geração passada, havia acabado de zerar Shattered Memories (que foi a razão de eu ter comprado um Wii pra começo de conversa) e estava seco por mais. Foi ai que anunciaram Calling. Gimme my fucking money back!!! Não sou muito de terror jap, mas os traillers da época eram impressionantes. Assustador de verdade! Então cai na maior burrice que alguém pode fazer: comprei um jogo totalmente underground na semana de lançamento antes dos reviews sairem. Quando o jogo chegou pelos Correios os reviews já tinham saido... E eu meio que já sabia a merda que eu tinha comprado. Mas quando comecei a jogar, achei incrível! Achei original, a imersão que o Wiimote causa foi algo que eu nunca havia experimentado num survival. Em Calling o Wiimote toca e você o atende como se fosse um telefone, inclusive os fantasmas falam com você ao telefone pelo speaker do Wiimote. Ótima idéia! Durante os 10 primeiros minutos de jogo eu achei que estava jogando o novo Fatal Frame! Tudo parecia incrível e original! A forma como os fantasmas apareciam, a evolução da história... Tudo ia muito bem até que...................... Os 10 primeiros minutos passaram. O jogo queima todos os cartuchos na primeira fase. A partir dai é só merda. É seguir gato para achar saidas, chacoalhar o Wiimote para se livrar de fantasmas como se estivesse jogando Samba de Amigo, correr por corredores sem fim com um mapa praticamente inútil e sendo seguido por fantasmas que você não pode matar e não desgrudam de você de forma alguma, impedindo que você explore o maldito ambiente. Existe uma missão inclusive que você tem que discar um número no telefone para escapar sendo atacado por 3 fantasmas ao mesmo tempo. SÓ QUE CLARO QUE QUANDO ALGUM FANTASMA TE ATACA O TECLADO ZERA E VOCÊ TEM QUE DIGITAR TUDO DE NOVO O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL ANTES QUE ALGUM FANTASMA FILHO DA PUTA TE AGARRE E ZERE A PORRA DO TECLADO DE NOVO. Isso sem contar as inúmeras coisas que você tem que fazer com uma jogabilidade PORCA, praticamente sem mapa, sem saber onde os fantasmas irão aparecer, sem nenhuma pista do que fazer, procurando MILIMETRICAMENTE itens pelo mapa porque eles são MINÚSCULOS e não há NENHUMA INDICAÇÃO de onde eles possam estar, sem porra nenhuma. Muitas vezes você é atacado por um fantasma duas vezes seguidas! Ou seja, você joge do fantasma, o puto aparece na sua frente de novo não te deixando andar nem um passo a fim de explorar o maldito hospital/escola/casa/seja lá qual for o ambiente. Isso sem contar as INÚMERAS VEZES que você está chacoalhando a porra do Wiimote e o filho da puta não desgruda de você, COMO SE O CONTROLE SIMPLESMENTE NÃO FUNCIONASSE E VOCÊ ACABA MORTO DE SUSTO (SIM, É ASSIM QUE O JOGO MEDE A SUA ENERGIA: PELO "SCARE METER") tendo toda a sua energia sugada pela glande. Eu estou esgotando muito esse tema da jogabilidade, mas é algo que só você jogando mesmo pra ter noção do quão ruim aquilo é. Não posso sequer descrever com palavras. Whoa... Sinistro... O jogo beira o injogável. Eu zerei as maiores MERDAS de PS3 contando Wolfenstein, COD 3, Duke Nukem Forevis e Enemy Territory: Quake Wars. Mas Calling é muito, mas muuuuuuuuuuuuuuuuito abaixo desse nível. Eu já joguei muita merda na minha vida mas com certeza Calling foi um dos piores. Pior jogo de Wii fácil. A história não poderia ser mais clichê: pessoas entram num site proibido, recebem ligações telefônicas fantasmagóricas e acordam no meio de um mundo dominado por poltergeists. Sim, consegui contar o enredo do jogo em uma linha e meia. No mais a história se divide em quatro personagens presos neste mundo, cujas histórias forçadamente acabam se entrelaçando, uma vez que os personagens VIAJAM DE UM AMBIENTE PRA OUTRO ATRAVES DA LIGAÇÕES TELEFÔNICAS. Enfim... Sei que quase ninguém comprou ou jogou essa merda. O review é quase um desabafo lol Metacritic: 49/100 Nota Rage: 2/10
  2. ragecom

    [PS3] Yakuza 3

    A série Yakuza é uma completa novidade para mim. Passei batido pelos dois jogos da série no PS2, então Yakuza 3 foi o meu primeiro Yakuza. Para não ficar perdido na história, resolvi ler sobre o enredo de Yakuza 1 e 2 antes de jogar o 3, porém, para minha grata surpresa, isso não era nem necessário. Logo no title screen do jogo há a opção de assistir um longo cutscene que resume a história de Yakuza 1 e outro de Yakuza 2. Perfeito! Todo jogo devia ter isso. Mas enfim, vamos a Yakuza 3. Tentarei fazer o mínimo de spoilers. Cover americano do jogo Yakuza 3 pode ser enquadrado como um open world que se passa em dois lugares: Tokio e Okinawa. Como open world, você sente uma certa sensação de liberdade ao jogar, porém não tão intensa como GTA 4, por exemplo: não é possível começar tiroteios do nada, roubar carros, subir em qualquer escada, pular qualquer grade, etc. Porém tanto em Tokio quanto em Okinawa existem uma série de sidequests, pessoas para interagir, e lugares não obrigatórios para visitar: restaurantes, boliche, karaokê, jogos de azar, arcades (em um lugar chamado Club Sega ) e muitas outras coisas. Eventualmente você encontra mulheres e pode levá-las para sair, etc. Muitas vezes em cada um desses locais há um sidequest que lhe recompensará com dinheiro ou experiência ou ambos. Você utiliza a experiência para adquirir novas habilidades em combate. E falando em combate... O combate em Yakuza 3 é simples, porém muito fluente e por isso extremamente agradável de se jogar. É comum estar andando na rua e ser abordado por membros de gangues ou outros yakuzas, mas não é algo como "porra, que merda, vou ter que matar mais desses filhos da puta de novo". É algo que você às vezes atá procura, de tão divertido que é. Durante o combate é possível utilizar diversos objetos como armas. Isso inclui letreiros, cones de sinalização, cadeiras, enfim... Praticamente qualquer coisa. E quando o seu HEAT (medidor de poder no combate) está alto, é possível realizar movimentos especiais com os objetos, como quebrar uma mesa na cabeça de um inimigo e jogá-lo contra uma vidraça ou porrar um extintor de incêndio na nuca de um yakuza até que ele perca a conciência. F-O-D-A. Porradaria estancando O enredo é contagiante e profundo. Você é Kazuma Kiryu, um ex-yakuza que está deixando Tokio para tomar conta de um orfanato em Okinawa. Tudo ia muito bem até que Daigo Dojima (homem que substitui Kazuma como chefe do Tojo Clan) é baleado e encontra-se entre a vida e a morte. Dai começa uma grande disputa interna entre as famílias yakuza pertencentes ao Tojo Clan para decidir qual família dominará o clã. Isso é apenas o início, a história evolui para muito mais do que isso... Kazuma se encontra no meio desta disputa quando Kashiwagi, patriarca da família Kazama, o chama para deixá-lo a par da iminente guerra interna do clã e pede a sua ajuda para restabelecer a ordem. O jogo se passa parte em Tokio, parte em Okinawa. Como Kazuma rege o orfanato em Okinawa, diversas missões são totalmente o oposto do que se esperaria de um jogo chamado "Yakuza". Pelo título, eu parti do presuposto que o jogo estaria muito mais para um GTA no Japão, porém muitas das missões envolvem as crianças do orfanato e completar estas missões nada mais é do que fazer coisas completamente casuais do dia a dia como escolher uma roupa para uma criança, ajudar outra a resolver problemas de bullying na escola, ajudar a fazer o jantar, enfim. Porém isso ajuda bastante a diversificar o jogo e conta a história de uma maneira suave, revelando o lado mais humano de Kazuma. Não é algo chato de se fazer e quebra um pouco as constantes missões que envolvem derrotar gangues em geral. Os gráficos não impressionam principalmente no que tange aos models dos personagens, ainda mais comparados com outros open worlds de hoje em dia. LA Noire é muito mais bonito, por exemplo. Contudo, os ambientes são ricos em detalhes e muito bem feitos. O jogo peca um pouco na quantidade de iteração que é possível ter com o cenário. Existem lojas imensas, com letreiros chamativos, mas que infelizmente não se pode entrar. Um dos belos cenários de Kamurocho Apesar do jogo se passar nos dias de hoje, ele é completamente focado em armas brancas, talvez para tentar focar na cultura japonesa. Fora isso, o jogo encoraja o uso de armas brancas por estas fazerem mais dano do que armas de fogo. Neste sentido o jogo não é nem um pouco comprometido com a realidade, assim como Kazuma cobrir de porrada mais de 20 yakuzas de uma determinada família de uma vez só. Enfim, resumindo... Só tenho elogios a fazer. A história é complexa e cativante, assim como os personagens que envolvem a trama. Os combates são bons e há uma grande quantidade de sidequests que dão vontade de continuar jogando após o fim da história. É com certeza um jogo que vale a pena ser jogado. Metacritic: 80/100 Nota Rage: 8,5/10
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