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Ganimedes

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Sobre Ganimedes

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    Chapa mor

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  1. Ganimedes

    Sobre qualquer coisa que eu decidir dizer no momento.

    Essa estética virtual baseada no algoritmo e na linguagem atribuída compromete a inteligência e a cultura no geral. Você não tem base material para tecer as suas apreciações. Tudo é feito por recorte. E isso não só decai a moral como cria uma espécie de alucinação mental coletiva. É algo para se pensar.
  2. Ganimedes

    Sobre qualquer coisa que eu decidir dizer no momento.

    Que as necessidades serem relativas não quer dizer que sejam arbitrárias. Esse que é o ponto de renovação do argumento. O arbítrio inclui elementos de decisão que não estavam dadas no início, por assim dizer. E esse não estar dado no início comprova a relação entre decisão e necessidade, a decisão comprova uma necessidade já atribuída pelo que costumamos chamar de fatos. A questão é muito simples. Isso quer dizer: a predição pode incluir elementos positivos e seguir um plano preestabelecido, seja por uma religião, por Deus, ou por qualquer coisa que inclua uma necessidade natural positiva. E fim da história.
  3. Ganimedes

    Sobre qualquer coisa que eu decidir dizer no momento.

    Eu começo a me dedicar às ciências, e começo atrair psicopata. Deve ser o meu karma, só pode. Essa história de predizer fenômenos é algo meio dúbio. Nunca temos cem por cento de certeza nas situações reais. Mas agir como se estivéssemos é algo natural na nossa vida. Algo existe de muito estranho nas ciências e na predição dessas mesmas ciências. Não sei se é "magia neopitagórica", mas a predição parece ter sempre uma base negativa. Você excluir certas probabilidades para dirigir a atenção à outras. E acaba dirigindo o curso das coisas. Mas, o negativo que eu quero dizer é justamente o que exclui um elemento que é necessário, de certo modo; o ethos é necessário, e no entanto a predição nas ciências com base na matemática é algo absurdamente dúbio. A recorrência ao modelo é algo realmente natural? Essa talvez seja a minha principal dúvida. Eu teria que formular essa questão de uma maneira em que resposta se tornasse evidente. Como poderia fazê-lo? A predição é negativa, porque exclui probabilidades e quer dirigir o processo. Existiria uma predição positiva que incluísse uma necessidade natural? A ordem natural existe ou não existe? É construída? Todas as necessidades são relativas? Bom, de fato parecem ser.
  4. Ganimedes

    Sobre qualquer coisa que eu decidir dizer no momento.

    A luz é mais rápida que o pensamento. O esthetos da vida, ou seja, o modo como conseguimos dominar esteticamente os fenômenos da existência, não é somente uma questão de arte pela arte, mas de saúde mental. O esthetos da vida é justamente a dignidade da parte mais nobre da inteligência humana. Sem isso, caímos na barbárie, ou nos sentimentos infelizes de uma mente que se rebaixou voluntariamente ao nível infrahumano. Digo dos psicopatas e sociopatas. O esthetos torna o homem nobre, não por ter em si nenhuma consideração virtuosa, mas porque enobrece as suas verdadeiras qualidades, e não somente a razão dos seus próprios instintos. Porém nem toda contemplação é estética. Podemos contemplar as noções da obra mais instintuais, e que não fazem parte da ideia que originou a concepção do próprio autor. Mas a contemplação estética eu creio que pode ter o poder inclusive de operar curas na inteligência humana.
  5. Ganimedes

    Sobre qualquer coisa que eu decidir dizer no momento.

    Porque a gente argumenta? Para esquecer o argumento do adversário. Não é obvio que quem argumenta melhor tem o poder sobre as outras consciências? Mas existe um outro elemento de controle, que não está propriamente na argumentação mas na capacidade de predição. Isso que geralmente se esquece no argumentar. Quem tem mais inteligência, é capaz de predizer um maior número de fenômenos. E quem tem mais linguagem, é capaz de persuadir melhor sobre determinadas predições. Então, de certo modo, segundo essa teoria, que vem de Suhawardi, quem persuade está sujeito, ou melhor, depende de quem prediz. No entanto, a população é mais fácil de ser persuadida o contrário de determinadas predições. O retórico possui verdadeiro poder material de decidir quais tendências serão desenvolvidas no pensamento coletivo, mesmo que não haja verdadeiramente uma boa capacidade de predição. Mesma coisa que as invenções que foram jogadas para debaixo da história da tecnologia. O homem político de certo modo sujeita o homem de ciência ao ponto de impedir que certas tendências se desenvolvam. Inclusive, certas tendências naturais. Quem detém mais inteligência na natureza produz mais existência para a sua espécie. Mas no mundo dos homens é o contrário: quem detém o poder sobre a linguagem é que determina a circulação dos valores. Não é algo estranho? Não é estranho que a linguagem detenha um poder de conferir à realidade social o esquema que lhe aprouver?
  6. Ganimedes

    Sobre qualquer coisa que eu decidir dizer no momento.

    Na verdade, a gente sempre está subsistindo em algumas coisas mesmo que algumas marcas permaneçam vivas dentro de nós. Infelizmente não é através dessas marcas que conseguimos superar outras marcas. Somente o subsistir que faz com que tenhamos um fundamento para as elaborações da vida. Coisas que precisamos pensar, obviamente.
  7. Ganimedes

    Sobre qualquer coisa que eu decidir dizer no momento.

    Explicando o "se subsiste, automomiza": Se você consegue ficar, quando se dá mal em alguma coisa, ficar longe e pensar em outras coisas, você acaba superando o problema. Você subsiste, ou seja, "sobrevive" na duração da marca e supera, por ter subsistido tempo suficiente. É o que Megaspy disse sobre "saber a hora de ir embora", mas numa linguagem mais "técnica". O grande problema é prender a atenção no que faz mal e é destrutivo. É preciso desviar a atenção para subsistir, e o grande lance dos comunicadores é justamente julgar onde a atenção prende, onde a atenção não subsiste. Lembra Montaigne em dizer que devemos comunicar apenas as fraquezas, mas de maneira velada. Muita coisa se comunica hoje em dia para que não ocorra a ideia de subsistir a um problema. Não é óbvio? É preciso sobreviver ao problema para resolver o problema.
  8. Ganimedes

    Sobre qualquer coisa que eu decidir dizer no momento.

    Tem coisas que eu leio e realmente me fazem mal. Não sei se é por causa de trezentas aulas de olavismo de duas horas cada que assisti mas... A gente se torna incapaz de lidar com a idealidade do que quer que seja.
  9. Ganimedes

    Sobre qualquer coisa que eu decidir dizer no momento.

    Eu realmente não consigo refutar a teoria dos humores. Você pode invalidar a antipatia entre certos humores antipáticos, ou a observação de que um humor é antipático, mas não a teoria em si mesma. Parece que os humores estão firmemente enraizados na natureza humana e animal. Não é somente uma questão de hábito, mas de natureza primária, por assim dizer. Você pode, em certa medida "desconstruir" a ideia de humor, ou desconsiderar a realidade da teoria dos humores, mas isso parece continuar a gerar contradições na própria estrutura da realidade, por assim dizer, sendo um pouco filosófico. É uma teoria muito dificil de abolir. Não sei se ela é parte do realismo ingênuo, ou de qualquer teoria psicológica/ esotérica, mas é algo que precisa ser devidamente pensado. Preciso estudar isso em profundidade. Com essa crise os meus projetos de arranjar trabalho se adiaram indefinidamente, ao menos até a recessão acabar. Estava até animado com algumas coisas, finalmente as coisas começaram a voltar a fazer sentido na minha vida. O que é muito bom. A minha "formação" e leituras é tão bagunçada que eu não consigo sequer antever qualquer resultado prático de tudo isso. E, por enquanto, suspendi as leituras. Até conseguir me achar novamente no campo epistemológico em que vivo.
  10. Ganimedes

    Veganismo e Especismo, o confronto final

    Talvez alguém já tenha respondido essa questão, mas eu não consegui obter uma conclusão satisfatória a respeito. Vou evitar editar posts.
  11. Ganimedes

    Veganismo e Especismo, o confronto final

    Os meios são equivocados. Como é que eu posso explicar isso? Passado dois meses a minha frase perdeu completamente o sentido. As grandes correntes de pensamento parecem que arrastam as menores com uma violência muito desproporcional. Mas enfim, o que que a gente pode fazer nesses casos? Eu ando assistindo as aulas do Searle, e tô bem impressionado com a quantidade de temas que giram em torno de uma simples questão: a mente humana. Recomendo fortemente. O canal se chama, se já não conhecem, "Sociophilosophy". Aprendi por tabela muita coisa sobre teorias preditivas. Ora, e existem teorias que não são preditivas? O Searle faz um trabalho genial na análise de todas as teorias que o precederam. São vinte oito aulas sobre filosofia da mente, mais vinte e oito sobre sociedade e mais vinte e oito sobre linguagem. Foi base de um livro dele. Eu não sei se tem mais cursos, mas mudou a minha vida. Tô bem mais interessado em ciências, no momento, apesar de não saber quase nada, kk. O projeto de Hegel de fazer a filosofia um saber efetivo acho que fracassou, não? Mas tem muita coisa na ciência que ainda é válida. Se corresponde ou se obedece à metafísica, eu tenho fortes razões para crer que correspondem por analogia. Ter razão por analogia? Como é que pode? Eu não tenho acompanhado o movimento vegano, confesso. No fundo, acho que eles tem razão: matar para sobreviver não é uma posição existencial aceitável para quem já tem meios tecnológicos de evitar esse tipo de coisa. Porém o argumento vegano é insidioso e insano em alguns momentos, isso qualquer um percebe. E esse é justamente o meu ponto: quais são os efeitos psicológicos reais de alguém se abster de comer carne? Isso depende de alguma coisa além do próprio fato de se não comer carne? Essa é a minha questão, Mega.
  12. Ganimedes

    Sobre qualquer coisa que eu decidir dizer no momento.

    Eu consegui curar um soluço com o pensamento, haha. Só falta agora criar o universo. Nada demais, desde que você expresse o termo correto, o processo cessa. Mesma coisa para processos patológicos, o que me faz duvidar se realmente as doenças começam por causas psicológicas.
  13. Ganimedes

    Sobre qualquer coisa que eu decidir dizer no momento.

    A construção sensível de uma teoria precede as suas formulações teoréticas. Do mesmo modo, a crítica de uma teoria, a sua demolição, primeiro no sensível e depois no intelecto, precede a demolição teorética. Talvez o segredo do pensamento esteja justamente nessa demolição e nessa construção sensível. À partir do que construímos sensivelmente e conscientemente, podemos inteligir o real de diferentes maneiras. Essa construção sensível pode ser feita a partir da necessidade mas também pode ser feita a partir de um projeto qualquer. Eu poderia chamar, de certo modo, de construção cognitiva, também de construção de circuitos, mas prefiro chamar mesmo de construção sensível. Quando a construção feita pelo pensamento se completa, a percepção fecha parcialmente e lidamos com os entes tal como se apresentam ao intelecto. É mais ou menos construir, analogicamente, uma armadura para a inteligência, para a estabilidade de seu funcionamento.
  14. Ganimedes

    Sobre qualquer coisa que eu decidir dizer no momento.

    Eu garanto a vocês que o comunismo jamais deixará de existir enquanto esse mundo existir. Olavo jogou a vida dele fora. A quantidade de mentiras que ele inventa sobre o comunismo, e inventou, é a maior fraude intelectual que existe sobre a face da terra. Tudo isso pra defender dogma, e é esse o ponto: ele sacrifica a própria vida em favor da letra do catolicismo, como se fosse a coisa mais natural do mundo. É obvio que o comunismo nada tem a ver com o assassinato de pessoas, do mesmo modo que a revolução francesa tinha as ideias certas porém a executou com uma incompreensão e uma total carência de espírito de sacrifício. As revoluções exigem sacrifícios, se não da própria vida, de algo que ultrapassa a compressão humana de determinado tempo. E é isso que falta justamente ao Olavo: saber se sacrificar por ideais que transcendem a sua própria compreensão.
  15. Ganimedes

    Sobre qualquer coisa que eu decidir dizer no momento.

    Essa vida contemporânea não passa de uma comédia sem graça. Como é possível que os homens baixem tão abaixo de suas capacidades? Como é que pode tudo ser articulado de uma maneira que seja impossível para o homem ter uma vida digna? É algo tão absurdo e tão inédito na história humana que eu fico pensando que depois disso, só o paraíso mesmo com as suas noventa e nove virgens. Não apoio o terrorismo, acho burrice mas consigo imaginar a miséria que causa pessoas se explodindo vivas ou se amesquinhando na internet por bobagem. Como é que pode? Como é que a vida humana pode descer tão baixo?
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