Ir para conteúdo
Entre para seguir isso  
Strife

[Review] Battle Chasers: Nightwar (PC)

Posts Recomendados

 

O2Me2kx.jpg

 

Battle Chasers: Nightwar é um RPG feito pela Airship Syndicate, empresa formada por Joe Madureira e por membros que anteriormente trabalharam em Darksiders. É baseado nas HQs criadas por Madureira nos anos 90, servindo como continuação e spin-off. O visual baseado nos quadrinhos é muito bom, o jogo em si tem um estilo de arte que lembra Darksiders, mas a jogabilidade é uma homenagem aos RPGs japoneses com batalhas por turnos. Comecei jogando achando que seria um bom jogo, mas me surpreendi com uma das melhores experiências de RPGs por turnos em muito tempo.

 

8AbE3Pb.jpg

 

O sistema de batalhas, como já mencionado, é o clássico modelo de RPGs por turnos, possuindo a ordem dos turnos em que o jogador pode planejar as ações. Ataques e certas habilidades são de uso instantâneo, mas magias e outros golpes demoram um pouco para serem ativados, com o jogador tendo que planejar como e onde suas ações vão cair. As animações de batalha são muito boas e os golpes possuem impacto, proporcionando um espetáculo visual. Os personagens possuem três níveis de golpes especiais que consomem uma mesma barra de especial, os Burst Attacks, que são de uso instantâneo e podem ser a diferença numa luta apertada. Outra mecânica especial é Overcharge, que é basicamente uma barra extra que vai acumulando em cima do MP existente quando os personagens atacam, e são usados antes do MP quando disponível, ajudando a planejar a economia de MP ao longo das dungeons. Overcharge também podem ser usados para aumentar o dano de certas habilidades com os Perks certos (cada personagem possui duas Perks Trees com pontos que podem ser realocados a qualquer hora para conseguir bônus passivos).

 

mLoBegJ.jpg

 

Mas uma coisa que faz a diferença em Battle Chasers: Nightwar é que é daqueles RPGs onde status especiais, buffs e debuffs fazem toda a diferença do mundo. Trata-se de um jogo que pode ficar bem difícil, principalmente no meio, ainda mais se jogar sem prestar atenção nas idiossincrasias do sistema de batalha. Os inimigos batem pesado, mesmo estando em nível equivalente ou até um pouco superior algum monstro especialmente forte pode acabar com sua estratégia. Para combater isso, cada personagem é único e é preciso criar um grupo equilibrado em que as forças e fraquezas se complementam. Joguei com o grupo inicial de Garrison, Gully e Calibretto, desenvolvendo-os até criar uma máquina de guerra extremamente eficiente no final do jogo (consegui terminar a arena no nível máximo e completar todas as Hunts). Já que falei da dificuldade, é bom mencionar que o jogo exige um certo nível de grind do jogador, especialmente após as dungeons iniciais. Mas algo que ameniza o grind, além do excelente sistema de batalhas, é que as dungeons possuem três níveis, normal, Heroic e Legendary. Como as dungeons são geradas aleatoriamente, cada um dos níveis é diferente, assim como o nível dos loots, armadilhas e áreas secretas, não fica tão cansativo revisitá-las. E, mesmo sendo aleatórias, o ótimo design delas engana esse fator. Ah, e é possível ver os inimigos tanto no mapa quanto no overworld, não havendo encontros aleatórios em nenhuma área.

 

jMg4obX.jpg

 

O enredo é uma clássica história medieval de impedir uma força maligna de ressurgir, mas cumpre seu papel, graças ao bom ritmo e bons personagens (curiosidade: a segunda melhor espada do Garrison é literalmente a Buster Sword do Cloud). O grupo está viajando numa Airship quando são atacados por piratas, e acabam caindo numa ilha e se separando. Pouco a pouco vão desvendando os problemas que estão acontecendo na ilha (que é bem grande, com mapa para explorar e tudo). Mas no geral, o que me prendeu mesmo foi o sistema de batalhas que é um dos melhores do gênero, a profundidade dos sistemas de evolução e crafting e a exploração. É um dos melhores RPGs que joguei nos últimos tempos e recomendo para quem curte batalhas por turnos, com a ressalva da dificuldade e do grind que pode ser cansativo em alguns momentos.

 

PS: sei que possui versões para consoles, mas joguei a versão PC, da Steam, que dizem ser a melhor por possuir loadings mais rápidos que as outras.

 

Compartilhar este post


Link para o post

Também pegarei numa promoção. Valeu pela recomendação, Striker

 

E quem diria, Strife dando cada vez mais chances para WRPG. Strife deu chance e curtiu Phantasy Star IV, curtiu Soulsborne depois de dar mais uma chance ao subgênero e está dando chance a WRPGs.

Compartilhar este post


Link para o post

Curti bastante, o review e o jogo. Ainda volto pra fazer 100% nele.

 

Teve um ponto na metade do jogo que achei quebradasso, deu um up bizarro na dificuldade...faz algumas semanas que lí e nerfaram justamente essa parte.

 

Joguei no xone, problema de loading tava rolando só na primeira luta (bizarro), depois era sussa. Peguei alguns bugs tb, um deles desligava o vg sempre que eu pegava um loot que ficava ao pé de um boss antes de iniciar a luta.

Compartilhar este post


Link para o post

Tb achei que na metade dá um pico de dificuldade bem grande, foi quando vi que o ideal era sempre explorar as dungeons no Heroic e Legendary para níveis e equipamentos melhores. Tb demorei para me tocar que as magias de cura são proporcionais ao poder de ataque, meu Calibretto tava com uma arma de baixo nível e por isso tava curando pouquíssimo HP. Daí em Junktown no Legendary achei uma excelente arma que mudou a situação.

Compartilhar este post


Link para o post

Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisar ser um membro para fazer um comentário

Criar uma conta

Crie uma nova conta em nossa comunidade. É fácil!

Crie uma nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.

Entrar Agora
Entre para seguir isso  

  • Visualizando este tópico:   0 membros online

    Nenhum usuário registrado visualizando esta página.

×

Informação Importante

Ao utilizar este site, você está automaticamente concordando com os nossos Termos de Uso e regras..