joefather 6 19 de Fevereiro de 2016 Como vão meus amigos? Existe uma crença de que o mercado dos jogos muda conforme o público muda e desta forma muitos adultos e jovens de hoje não dedicam mais seu "precioso tempo" para procurar saber sobre a história de fundo do jogo, nem mesmo entram a fundo na história dos personagens, nem tem interesse algum em aprender mais sobre o mesmo. Em suma, só querem uma diversão rápida, tanto é que aparentemente os desenvolvedores de jogos usam bastante base de títulos antigos, mudando somente a jogabilidade. Eu lembro até hoje quando fui apresentado ao estilo RPG por turnos, através do FFVII em 1998, e o que me fez amarrar no estilo foi justamente a profundidade do enredo existente, tanto é que não parei até hoje de jogar, provavelmente eu termine os meus dias num asilo jogando RPG. Depois dessa estréia foram muitos títulos, sempre de olho nas histórias que os cercavam e tenho aqui comigo que o primeiro parágrafo pode até ser considerado uma lenda urbana rpgística, pois ao meu ver, apesar dos jogos atuais focarem mais na ação, para que o jogador não caia no tédio, muitos títulos ainda capricham muito, criando enredos envolventes com direito a muitas sequências. Que acham os amigos? O enredo de fato deixou de ser o principal atrativo dos games ou ele ainda é um dos ingredientes principais para escolha do título a se jogar? Aproveitem e relembrem aí os saudosistas de plantão e mesmo os mais jovens, quais foram aqueles jogos que lhe marcaram tanto devido a sua história, marcaram tanto que basta alguém comentar algo sobre ele que você já tem o desejo de jogá-lo novamente, só para matar a saudade. Eu tenho muitos que me marcaram, entre eles muitos da série FF, Xenogears, Breath of Fire, Legend of Dragon, Dragon Quest, etc, etc, etc, de vez em quando rodo algum, relembro detalhes de velhos personagens criados com tanta perfeição que até não parece que eles são somente frutos da imaginação, parece mesmo que de alguma forma eu acabei esbarrando neles numa de minhas andanças por esse nosso mundo... Abraços para todos! Compartilhar este post Link para o post
Char 3.078 19 de Fevereiro de 2016 Não sei falar dos jogos mais recentes, porém do final dos anos 80 até meados dos 90 houve uma clara evolução nos enredos dos RPGs. Talvez pelo fato do genero ser algo bem novo, mais experimental, a trama não passava de "herói mudo de capa, escudo e espada reúne seus amiguinhos e tem de salvar o mundo", vide Dragon Quest ou Final Fantasy. Só foi existir uma maior expansão lá na virada da década com jogos tipo Final Fantasy IV, que trouxe personagens de maior nuance e desenvolvimento tipo Cecil, Kain e Rydia, apesar da trama central ser bem básica. Daí sim em 94 começou o renascimento do gênero. As tramas ficaram cada vez mais complexas, com jogos tipo FFVI, Live a Live, Breath of Fire 2, e em seguida fomos ganhando outros jogões tipo Chrono Trigger, Terranigma e Final Fantasy VII. Bons tempos pra ser molequinho. Acho bem difícil que esse gênero sofra um "boom" em popularidade e qualidade igual à decada de 90 tão cedo. Compartilhar este post Link para o post
simiano 764 19 de Fevereiro de 2016 Enredo continuam importantes em RPGs, o que acontece é que sempre comparamos com os melhores dos que jogamos nas gerações passadas e nem sempre os atuais estão a altura, mas nas gerações passadas haviam muitos que tinham enredos bosta também. Hoje de maneira geral o enredo tem mais atenção nos jogos, jogos de ação e tiro antes colocavam apenas uma historinha de pano de fundo e já jogava na ação fase após fase, tiros pra todo lado e depois tinha mais uma historinha no final. Agora temos jogos como por exemplo Last of Us dentre tantos outros que não são RPGs mas tem uma preocupação em colocar um enredo de pano de fundo, nem sempre bom mas vá-la. Compartilhar este post Link para o post
Rodolfo Luiz 836 19 de Fevereiro de 2016 Eu acho que deu uma boa decaída. Lembro que antigamente havia muita discussão sobre os enredos, exemplo era Xenogears, se combustão era possível teoricamente como ocorre em Parasite Eve e toda a complexidade dos dois mundos lá em Chrono Cross para entender o que estava acontecendo. Antigamente a discussão dos enredos era quase uma segunda metade da diversão. Xenosaga, Digital Devil Saga, Kingdom Hears (até o fim do PS2). Havia uma certa empolgação e interesse nos enredos, muitos até comparavam com filmes. Hoje sei lá, sinto que não há aquela empolgação, tem algumas interessantes como o Lore de Demon e Dark Souls, Legend of Heroes e XenoblDe deu uma empolgada também, mas não sinto que é a mesma coisa. Acho que o que realmente frustra e que sinto falta de um certo esforço dos desenvolvedores em querer ousar no enredo, dificilmente saem da comodidade, e dificilmente entram em questões polêmicas e pesadas. Compartilhar este post Link para o post
joefather 6 19 de Fevereiro de 2016 Como vão todos? Não sei falar dos jogos mais recentes, porém do final dos anos 80 até meados dos 90 houve uma clara evolução nos enredos dos RPGs. Talvez pelo fato do genero ser algo bem novo, mais experimental, a trama não passava de "herói mudo de capa, escudo e espada reúne seus amiguinhos e tem de salvar o mundo", vide Dragon Quest ou Final Fantasy. Só foi existir uma maior expansão lá na virada da década com jogos tipo Final Fantasy IV, que trouxe personagens de maior nuance e desenvolvimento tipo Cecil, Kain e Rydia, apesar da trama central ser bem básica. Daí sim em 94 começou o renascimento do gênero. As tramas ficaram cada vez mais complexas, com jogos tipo FFVI, Live a Live, Breath of Fire 2, e em seguida fomos ganhando outros jogões tipo Chrono Trigger, Terranigma e Final Fantasy VII. Bons tempos pra ser molequinho. Acho bem difícil que esse gênero sofra um "boom" em popularidade e qualidade igual à decada de 90 tão cedo. Meu amigo, eu desconhecia esse período anterior, do anos 80 e 90, o que para mim é uma importante informação, uma vez que vou aproveitar para fazer uma matéria sobre o tema. Também concordo contigo, não acredito que os enredos sofram um tipo de "retrocesso", ou seja, sejam baseados novamente em clássicos que fizeram sucesso e sim manter os desenvolvimentos para atender a essa nova realidade dos gamers atuais. Enredo continuam importantes em RPGs, o que acontece é que sempre comparamos com os melhores dos que jogamos nas gerações passadas e nem sempre os atuais estão a altura, mas nas gerações passadas haviam muitos que tinham enredos bosta também. Hoje de maneira geral o enredo tem mais atenção nos jogos, jogos de ação e tiro antes colocavam apenas uma historinha de pano de fundo e já jogava na ação fase após fase, tiros pra todo lado e depois tinha mais uma historinha no final. Agora temos jogos como por exemplo Last of Us dentre tantos outros que não são RPGs mas tem uma preocupação em colocar um enredo de pano de fundo, nem sempre bom mas vá-la. Já pensei sobre meu amigo. Temos essa mania de comparar antes e acabamos por deixar de aproveitar excelentes jogos. Tenho um exemplo aqui em casa, minha esposa gosta demais de RPGs e jogou vários de qualidade excelente, agora ela nivela por cima, ou seja, se o jogo não a impressionar logo no início em todos os quesitos que ela tem como patamar de qualidade, ela simplesmente não joga. Já cansei de lhe dizer que quem perde com isso e ela, mas se você for casado assim como eu vai descobrir que "elas sempre tem razão!" De fato também assim penso: não dá para comparar, existiam trabalhos de mestre como existiam outros que deixavam a desejar, com outros tipos de valores para se colocar na balança. Eu acho que deu uma boa decaída.Lembro que antigamente havia muita discussão sobre os enredos, exemplo era Xenogears, se combustão era possível teoricamente como ocorre em Parasite Eve e toda a complexidade dos dois mundos lá em Chrono Cross para entender o que estava acontecendo.Antigamente a discussão dos enredos era quase uma segunda metade da diversão. Xenosaga, Digital Devil Saga, Kingdom Hears (até o fim do PS2).Havia uma certa empolgação e interesse nos enredos, muitos até comparavam com filmes. Hoje sei lá, sinto que não há aquela empolgação, tem algumas interessantes como o Lore de Demon e Dark Souls, Legend of Heroes e XenoblDe deu uma empolgada também, mas não sinto que é a mesma coisa. Acho que o que realmente frustra e que sinto falta de um certo esforço dos desenvolvedores em querer ousar no enredo, dificilmente saem da comodidade, e dificilmente entram em questões polêmicas e pesadas. Entendi perfeitamente! De fato, como citei na postagem inicial era exatamente isso que me prendia mais ainda aos grandes clássicos: só ir vencendo chefes e mais chefes e zerar o jogo era importante, mas ter acesso a todo o conhecimento por trás do enredo era primordial, e outra, um conhecimento suficiente que embasasse tudo, pois se não seria massacrado pelos mais exigentes.Estou trabalhando em outra matéria, onde falo sobre esse jogo criado em RPG Maker por um amigo do Reino Unido: http://www.astronomicgames.com/atonement-scourge-of-time.html - que não tem recursos de gráfico que atraiam ninguém, mas tem uma profundidade fantástica no enredo, explorada pelo seu desenvolvedor de tal forma a se pensar em todos os detalhes e colocar todos os porquês, apesar de ser um jogo curto, de aproximadamente 18 horas, se você jogar com os dois possíveis personagens. Tenho comigo que os tempos são outros, que os gostos são outros, a ultramegasupra velocidade em que vivemos é que dita as regras e isso se aplica também aos games, mas é claro que existem excelentes exceções já citadas pelos amigos, e outras, como por exemplo, Ni no Kuni do PS3, que além de contar com os esplêndidos gráficos por conta da estonteante qualidade do Studio Ghibli (do qual praticamente já assisti a todas as animações), ainda tem uma jogabilidade que exige muito do jogador, aliado a um enredo, na minha opinião, fora de série. Agradeço as colaborações. Abs., Compartilhar este post Link para o post
Char 3.078 19 de Fevereiro de 2016 Adicionando ao meu outro post, é interessantíssimo observar como a franquia Fire Emblem atingiu seu auge no meio dos anos 90 também. Seisen no Keifu, o quarto jogo da série, foi o jogo que abordou temas mais pesados como incesto (seja por subtexto como por canon) e sacrifícios de crianças para um deus das trevas. Jogaço. Outra boa abordagem para analisar RPGs ao longo das décadas é observar qual o ambiente que os jogos se situam. Obviamente no início eram aventuras de capa e espada no estilo medieval, com raríssimas exceções. Final Fantasy mesmo só foi adotar um estilo mais steampunk no sexto jogo, e acabou virando a norma. Hoje é mais notório ver ambientes futuristas, cyberpunks (ainda que Shadowrun fosse um jogo popular em sua época), steampunks, e até mesmo num ambiente contemporâneo - Earthbound conseguiu se destacar também por esse fator, trocando espadas, machados e lanças por tacos de baseball, ioiôs e frigideiras. Compartilhar este post Link para o post
joefather 6 20 de Fevereiro de 2016 Adicionando ao meu outro post, é interessantíssimo observar como a franquia Fire Emblem atingiu seu auge no meio dos anos 90 também. Seisen no Keifu, o quarto jogo da série, foi o jogo que abordou temas mais pesados como incesto (seja por subtexto como por canon) e sacrifícios de crianças para um deus das trevas. Jogaço. Outra boa abordagem para analisar RPGs ao longo das décadas é observar qual o ambiente que os jogos se situam. Obviamente no início eram aventuras de capa e espada no estilo medieval, com raríssimas exceções. Final Fantasy mesmo só foi adotar um estilo mais steampunk no sexto jogo, e acabou virando a norma. Hoje é mais notório ver ambientes futuristas, cyberpunks (ainda que Shadowrun fosse um jogo popular em sua época), steampunks, e até mesmo num ambiente contemporâneo - Earthbound conseguiu se destacar também por esse fator, trocando espadas, machados e lanças por tacos de baseball, ioiôs e frigideiras. Bem lembrado Char! Quando se falava em RPG nas antigas era FF o top de linha e este foi um dos títulos que mais sofreu metamorfoses com o andar do tempo, trocando escritas e personagens quadradões por visualizações gráficas surpreendentes, mudando a forma de contar as histórias. Questionaram-me que essa visão de que "os jogos não são mais como antigamente" se deve principalmente a nostalgia dos gamers? Concorda com isso? Abs., Compartilhar este post Link para o post
Char 3.078 20 de Fevereiro de 2016 Em certo ponto, concordo. RPGs iguais aos da década de 90, que jogamos na infância e adolescência certamente não tem o mesmo espaço e apelo hoje em dia. O próprio remake de FF7 parece que terá gameplay bem diferente do original. Contudo se analisarmos por história, qualidade e afins, é uma visão bem nostálgica e injusta, pois existem jogos atuais com enredos tão interessantes ou até mais do que antigamente. A diferença é que o gênero RPG teve uma expansão nunca antes vista nos anos 90. Compartilhar este post Link para o post
joefather 6 22 de Fevereiro de 2016 (editado) Em certo ponto, concordo. RPGs iguais aos da década de 90, que jogamos na infância e adolescência certamente não tem o mesmo espaço e apelo hoje em dia. O próprio remake de FF7 parece que terá gameplay bem diferente do original. Contudo se analisarmos por história, qualidade e afins, é uma visão bem nostálgica e injusta, pois existem jogos atuais com enredos tão interessantes ou até mais do que antigamente. A diferença é que o gênero RPG teve uma expansão nunca antes vista nos anos 90. Entendi Char! Não era só qualidade nos anos 90, foi uma grandiosidade de título e mais títulos, que alicerçaram todo o mundo RPGístico que conhecemos hoje e longe de mim diminuir os excelentes trabalhos que estão sendo desenvolvidos atualmente. O amigo tocou no remake do FFVII e é justamente ele que será o tema de abertura desta matéria crítica que estou escrevendo, onde procurarei fazer um paralelo entre o ontem e hoje na questão dos enredos, em mente como sempre me recordo quando lembro daqui da Players, especificamente citando o fórum saudosista Retro Players que trata da Era Romântica dos jogos. Veja: "Há anos luz eu ouvi uma notícia de que o excelente Final Fantasy VII teria um remake e pensei: esses caras vão fazer um espetáculo, tenho certeza, pois eles são bons demais na arte... Contudo, quando comecei a ver os primeiros trailers, inclusive um no final do ano passado mostrando como seria o sistema de batalhas - agora alterado para ação e indo de encontro às novas tendências dos jogos que fazem sucesso atualmente, eu, este velho gamer que vos fala, pensei: ferraram o jogo neste quesito, pelo menos para mim... Depois, analisando mais friamente, fiquei imaginando se eles manteriam a base da história original, que é uma das mais espetaculares de todos os tempos, ou também dariam um jeito de atualizá-las, transformando os longos diálogos que existiam na versão original em conversas rápidas, para que o jogador do século XXI não caísse num tédio monstruoso e desligasse o console, buscando outra opção para jogar na prateleira. Sinceramente, creio que seja isso mesmo que vá acontecer, afinal, os tempos mudaram, e seja por uma questão de saudosismo ou não, eu ainda me vejo jogando os velhos clássicos do RPG." Minha ideia não é trazer uma discussão do que é certo ou errado, mas sim tentar exemplificar que o mundo mudou por que tinha que mudar, os estilos se alteraram como tudo na tecnologia praticamente se inovou, mas que certos títulos, como o exemplo citado (FFVII) já escreveram o seu nome na história de uma forma única e fundamental, e que qualquer inovação que se pretenda fazer neste título deveria ser uma sequência, um FFVII-A, por exemplo, como já fizeram diversas vezes e com sucesso, mas não tentar transformar algo que já era espetacular em algo, também espetacular para os dias de hoje (estou vendo muito, mas muito gamer louco para por as mãos nessa nova versão), dando a impressão que o primo pobre de 1997 precisava mesmo de uma repaginada, afinal, além de primo pobre é velho e totalmente desatualizado. Não sei se compreende aonde quero chegar, nem eu mesmo compreendo aonde quero chegar, mas com certeza chegarei. Formatarei o tema, farei os comparativos, direi o que de bom surgiu e que de bom ficou no passado, trarei as discussões sobre o saudosismo e a grande era do RPG citada por ti na década de 90 e no final, provavelmente como sempre, terminarei dizendo que todos nós, que amamos o bom e velho jogo baseado numa storyline envolvente e profunda, ficaremos sempre gratos quando este for o ingrediente principal, mas é claro que existe uma infinidade de outros desejos de outros milhões de gamers aí fora, cada qual com a sua jogabilidade na veia, e que devem também ter seus anseios atendidos. Algo a citar dessa introdução da matéria que fiz: é claro que eu estou colocando um pano de fundo baseado num passado onde a tecnologia era limitada, então tudo precisava ser escrito e falado entre os personagens, e suas expressões pouco ou nada diziam, mas é óbvio que muito, uma vida toda, pode ser dita apenas com um olhar, um sorriso, um abraço ou rápido beijo, e se isso for feito com a qualidade das animações atuais, de fato pouco importa se o enredo é atual ou antigo, vai nos tocar lá no fundo do coração. Grato Char pela interação. Abs., Editado 22 de Fevereiro de 2016 por joefather Compartilhar este post Link para o post