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Strife

[Retro review] Phantasy Star IV: The End of the Millenium (Mega-Drive)

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Sim, tanto a capa americana quanto a japonesa são horríveis.

 

Phantasy Star foi uma série que sempre mantive um certo preconceito, pois o único que tinha experimentado era o primeiro, com batalhas por turno em primeira pessoa (a forma mais chata de batalhas do tipo), mas sempre ficou no meu backlog para um dia tirar o atraso. Pesquisei a história da série após o primeiro jogo e a conclusão foi de que Phantasy Star II e III são dispensáveis, com Phantasy Star IV recebendo elogios quase que universais (apesar que ainda pretendo jogar o remake do primeiro que saiu para PS2). Vamos lá, meu segundo RPG de Mega-Drive.
 
Os gráficos durante a exploração são bons, mas nada demais. Os modelos dos personagens seguem proporções mais realistas, um diferencial considerando o ano de lançamento, mas o destaque dessa parte são as “cenas” de anime e os gráficos em batalha. As cenas, que são mais como painéis de HQs dinâmicos, ajudam muito a dar um visual próprio e até mesmo ajudando a caracterizar os personagens (que não são lá muito desenvolvidos). E as batalhas se destacam por não só serem bonitas, mas por contarem com muita animação e dedicação a detalhes. Isso é um grande diferencial pois quando se olha para, por exemplo, Final Fantasy VI no Snes (do mesmo ano), os inimigos são muito detalhados, mas não passam de figuras estáticas que brilham de vez em quando. Em Phantasy Star IV, do inimigo mais simples ao último chefe, todos são muito detalhados e bem animados, e os personagens não ficam pra trás.
 
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O mesmo não posso falar das músicas. Com exceção dos temas de batalhas e algumas músicas de dungeons que são legais e utilizam melhor as limitações do chip de som do Mega-Drive (quem era mestre em criar boas OSTs no console era a Konami de antigamente, com jogos como Contra Hardcops e Castlevania Bloodlines). O resto varia do esquecível para o irritante (música das lojas, por exemplo), mas não prejudica a experiência.
 
A jogabilidade que é excelente. É um jogo bem linear, mas conta com vários planetas para se explorar, e um clima de aventura que me lembrou jogos como Lunar (sei que é um original do Sega CD, mas só joguei a versão Complete do PS1). Curiosidade: aparentemente Phantasy Star IV iniciou como um spin-off original para o Sega CD. Imagino que os painéis de HQ que eventualmente ficaram no Mega-Drive foram inicialmente planejados como cenas animadas. Enfim. Tudo em Phantasy Star IV é rápido: as batalhas, com cinco opções de velocidade, envolvendo boa dose de estratégia; menus e a movimentação em geral dos personagens; o próprio enredo avança constantemente de um ponto ao outro, ajudando a simplicidade da história (sempre melhor quando não ficam enchendo linguiça desnecessariamente) etc.
 
O sistema de Macros permite um bom planejamento e juntamente com os Combos me pergunto se os criadores de Persona 2 não eram fãs, pois as semelhanças são grandes nesses aspectos (com os Setups e Fusion Spells de P2). Com Macros o jogador pode criar até oito esquemas diferentes, cada um determinando a ordem e os ataques de cada personagem (total de cinco) por turno. Também me pareceram Gambits primitivos, e o mesmo se poderia dizer do Hunter’s Guild que fornece algumas sidequests (e se PSIV está me fazendo lembrar de Lunar, Persona 2 e FFXII, isso é um ótimo sinal). Já os combos são quando certas techs/skills, se usadas numa determinada ordem, criam magias novas, daí as combinações. O problema é que a ordem de todos em batalha, incluindo inimigos, é determinada pela agilidade de cada um. Então, se a ordem determinar que um monstro entre na ordem entre dois ou mais personagens que faziam parte do combo, a magia não acontecerá. Por isso os Macros ajudam muito, permitindo determinar a ordem de todos os cinco personagens em sequência. Alguns combos podem ser bem fortes e ajudar muito em chefes (Grandcross, por exemplo), mas não são realmente necessários. Quando aconteceu comigo pela primeira vez me pareceu suspeito pois me lembrou na hora de Persona 2, depois de tentar outras combinações semelhantes fui na GameFAQs ver como funcionava, uma vez que o jogo não explica em hora nenhuma, esperando que o jogador descubra por acidente em batalha. Isso também se aplica às descrições de Techs, Skills e Items, ou melhor, a falta delas. Algumas mais usadas obviamente serão memorizadas (como Res, que recupera HP), mas sempre quando se ganha uma nova magia não dá pra saber o que faz até usar (eu mesmo criei um arquivo em pdf com nomes e descrições para olhar rapidamente no cel). Claro, estou emulando e não tenho acesso ao manual, e não consegui descobrir se continha essas informações. Caso negativo, é uma falha bem enjoada (no caso dos combos dá para perdoar pois as chances do jogador encontrar acidentalmente alguma combinação é altíssima).
 
Dito isso, preciso reconhecer que Phantasy Star IV: The End of the Millenium é um RPG excelente, daqueles em que as qualidades compensam os defeitos, e inovando bastante em certos aspectos do sistema de batalhas. Não se sentiria estranho perto dos melhores RPGs do Snes, e a julgar pelo resto da biblioteca do Mega-Drive (só de ver também, pois ainda preciso explorar mais), realmente deve ser o melhor RPG do console. Devo dar um tempo em velharia por agora, visto que estou viciado em Witcher 3 :P
 
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PS: obviamente, nunca tinha notado como a série Star Ocean é fortemente influenciada pela estética de Phantasy Star.
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Jogaço.

 

Eu joguei Phantasy Star IV paralelamente com Final Fantasy XIII e obviamente não puder deixar de fazer um comparativo em certos aspectos. O principal talvez seja aquele que é um grande defeito de FFXIII, que são a falta de cidades e exploração. Enquanto isso, temos em PS4 um número bem grande de cidades, incluindo veículos para ajudar e facilitar a exploração. Isso destacou ainda mais para mim como a série da Square regrediu em aspectos tão tradicionais dos RPGs.

 

Infelizmente ainda não terminei (nem ele e nem o FFXIII), mas assim que puder o farei (já o FFXIII...).


Só pra completar o post, eu estava gostando muito da história do jogo. Tinha um certo clima investigativo e misterioso, e as "cutscenes" eram um grande diferencial imersivo, achei incrível. É o tipo de cuidado e capricho que alguns produtores apresentavam em seus jogos, tal qual o citado Lunar.

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uma vez que o jogo não explica em hora nenhuma, esperando que o jogador descubra por acidente em batalha. Isso também se aplica às descrições de Techs, Skills e Items, ou melhor, a falta delas. Algumas mais usadas obviamente serão memorizadas (como Res, que recupera HP), mas sempre quando se ganha uma nova magia não dá pra saber o que faz até usar (eu mesmo criei um arquivo em pdf com nomes e descrições para olhar rapidamente no cel). Claro, estou emulando e não tenho acesso ao manual, e não consegui descobrir se continha essas informações. Caso negativo, é uma falha bem enjoada (no caso dos combos dá para perdoar pois as chances do jogador encontrar acidentalmente alguma combinação é altíssima).

Tá apenas no manual mesmo e ainda falta uma das combinações lol.

 

O 2 é legal, mas achei o final muito sem nexo. Se você terminou o 1 de MS ou PS2 , o 4 fica melhor ainda, pois você reconhece todos os personagens do 1 em diferentes eventos e ocasiões.

 

Fiquei muito emocionada quando apareceram Alis, Myau e Lutz, esse último inclusive tocando aquela música dos Espérs. E o vilão Lassic voltando, a Força Negra etc.

 

 

E esse remix de Her Last Breath ficou lindo demais.

 

https://www.youtube.com/watch?v=QKjs818GURo

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Muito bom mesmo, mas não se equipara aos melhores RPGs do Snes (CT e FFVI). Ainda assim é top-3 jogos do Mega fácil.

 

O que eu menos gostei é a escalada bisonha de dificuldade que o jogo dá no final, lembro de ter passado sufoco até com savestate no emu.

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Poxa, tentei encontrar informação do manual, mas sem sucesso. Cabei coletando informações de uns dois FAQs numa lista com as descrições de techs, skills e itens mesmo  :P

 

E Rare, tb tenti uma certa dificuldades em alguns chefes da segunda metade, mas com algumas estratégias envolvendo combos consegui passar após algumas tentativas. Mas é um jogo que volta e meia exige um grind, embora nunca seja demorado (lembrando que gostei muito do sistema de batalhas).

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É jogão mesmo. Mas faz muito tempo que terminei. Pretendo re-jogar algum dia.

Foi o unico PS que eu terminei. Tenho planos de jogar os remakes do 1 e 2 pra PS2.

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Joguei até que bastante, mas larguei pra jogar outras coisas e nunca mais retomei. Estava jogando pelo Ultimate Genesis Collection do PS3/X360. Até onde fui estava bom, mas bem inferior ao Phantasy Star do Master System, que foi o único da série que zerei.

 

Lembro que além do I e IV, dei uma testada no II, mas larguei porque tava tudo muito lento até pros padrões da época e desses RPGs antigões Old-School. O III ouço falar que é tão ruim, mas tão ruim que ainda pretendo zerar um dia, só pra tirar a prova. Mas só de olhar para aquele estilo gráfico totalmente diferente, eu já imagino que inventaram muito e não agradaram.  

 

Seria um sonho impossível um Phantasy Star V? :P

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Eu sinceramente achei Phantasy Star IV superior a FF VI, mas inferior a CT..

 

No mais, dificuldade mesmo só tive em dois chefes que ficam num certo castelo, depois fica bem mais tranquilo. Ultimo chefe demora a cair, mas não é absurdo.

 

O foda destes dois malditos chefes do castelo e que ocorre na maior dungeon do jogo e a mais complexa. Até chegar no segundo (que me matou) leva uns 20 minutos, enquanto nos outros em 5 minutos já chegava se saber tudo. Só para ferrar a gente mesmo.

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Eu sinceramente achei Phantasy Star IV superior a FF VI, mas inferior a CT..

 

No mais, dificuldade mesmo só tive em dois chefes que ficam num certo castelo, depois fica bem mais tranquilo. Ultimo chefe demora a cair, mas não é absurdo.

 

O foda destes dois malditos chefes do castelo e que ocorre na maior dungeon do jogo e a mais complexa. Até chegar no segundo (que me matou) leva uns 20 minutos, enquanto nos outros em 5 minutos já chegava se saber tudo. Só para ferrar a gente mesmo.

Rodolfo manja! E só quem jogou na época sabe o impacto que o jogo deu.

 

E também considero Chrono Trigger melhor do que PSIV e FFVI.

 

E os bosses do Floating Castle era o Lassiec e 3 mascarados que me lembravam os Nozas de Zillion, um dos meus animes preferidos.

 

Enredo de PSIV é super simples. Luz contra escuridão. Assim como Dragon Age:Origins que é heróis contra Archdemon. O segredo é como desenvolver bem um enredo manjado e interagir com personagens. Não precisa inventar a roda, mas contar bem a estória.

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Na capa japonesa o Chaz é uma moça!

 

Adoro esse jogo, já zerei umas cinco vezes. Envelheceu bem.

 

Não sei como acham os combates difíceis, nunca precisei fazer grind, só as 8 sidequests bastam. É mais fácil morrer lutando no oceano do que nos chefes porque os veículos tem força de ataque bem limitada. Em Rikros e no castelo flutuante várias vezes você consegue fugir se a coisa ficar preta, aqueles magos vulneráveis a fogo principalmente. 

Editado por megaspy

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Phantasy Star 3 não é tão dispensável assim. Seu maior defeito é não ter ligação quase que alguma com o lore da franquia. Ele lembra aqueles JRPGs old school (bom pra quem gosta... mas muitos não aguentam mais aquilo). Exploração e batalhas primárias, mas bem feitos e seu principal atrativo é o sistema de gerações, que vc controla três... faz seus personagens casarem com outros diferentes e cada combinação resulta num personagem diferente.

 

PS1 e 2 que tem que ter inspiração... eles são bem básicos e difíceis... jogar PS2 só pra quem tem nostalgia do primeiro de MS (que foi meu caso a uns 10 anos atrás... mas hoje não encararia).

 

PS4 é um jogo excelente pro seu tempo. Pra mim não da pra comparar com os tops de SNES, mas tb não faz feio... alias, estamos em 2015, e quantos RPGs DE QUALQUER GERAÇÃO podemos dizer que se comparam a FFVI e CT? Então não da pra diminuir os jogos por isso.

 

Pra MD realmente o gênero não era muito forte. Recomendo que vc jogue Buck Rogers Countdown to Doomsday, caso goste de WRPGs... ele tem gráficos e sons tenebrosos de ruins, telas vazias, desenvolvimento de personagens praticamente nulo (vc monta um squad com até 6 genéricos... apesar de ter toda profundidade do AD&D, sistema no qual o jogo se baseia), mas além de ter um sistema de combate estilo tactics bem divertido (sério... ainda é um dos mais interessantes que existem pro meu gosto) ainda é um jogo que usa bem demais artscreens e descrições de texto dando uma imersão que sinto muita falta na maioria dos RPGs (mesmo contando os melhores). É um RPG bem único e honesto.

 

Provavelmente vc deve ter jogado Landstalker, Beyond Oasis e os Shinning Force (incluindo um excelente pra Sega CD)... se não fez recomendo que faça. Tb ouço falar muito bem de Light Crusader, que muitos colocam como o melhor RPG do console... é da Treasure (lançado logo depois de Gunstar Heroes), e isso pra mim aumenta bem o hype do jogo... mas até hoje não comecei a jogar... alias, acho que é o único grande jogo do MD que sequer conheço.

 

EDIT: Porra... esqueci de citar os Lunar de Sega CD... aquilo é obrigatório. MD tb tem os Ys, mas não sei dizer se é a melhor plataforma pra jogar essa franquia.

Editado por JUGULADOR

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De RPGs de Mega-Drive só terminei Beyond Oasis e Phantasy Star IV, por enquanto. Landstalker, Light Crusader e os primeiros Shining Force estão no meu backlog, um dia jogo.

 

Lunar terminei as versões Complete que saíram para PS1, acho bem superiores às de Sega CD. E Ys realmente é melhor jogar em outras plataformas ;)

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De RPGs de Mega-Drive só terminei Beyond Oasis e Phantasy Star IV, por enquanto. Landstalker, Light Crusader e os primeiros Shining Force estão no meu backlog, um dia jogo.

 

Lunar terminei as versões Complete que saíram para PS1, acho bem superiores às de Sega CD. E Ys realmente é melhor jogar em outras plataformas ;)

Começa pelos Shining Force... o in the Darkness vale a pena jogar umas horinhas pra conhecer, mas não sei se vale a pena investir... ele é um RPG bem old school, padrão Anos 70 (daqueles primeiros RPGs), só que muito bem feito. Pessoalmente eu gostei muito dele, mas assim mesmo não tive fibra pra levar muito longe. Os Force eu acho os melhores do MD... e eles são tactics de excelente qualidade... acho que superaram fácil os Fire Emblem daquele geração (que não joguei nenhum até o final, mas gostei de todos) e de algumas outras (Acho só o Path of Radiance melhor que eles... porém não joguei o do 3DS, que alguns dizem ser o melhor da franquia).

 

Se for jogar os Shining comece pelos livros 1 e 2 do SFCD, que são remakes dos Gaiden pra Gamegear (e os primeiros na cronologia), depois jogue SF1, 2 e ai os livros 3 e 4 do CD... depois, se puder, jogue também os três SF3 pra Saturn (é uma trilogia, chamada de Scenario 1 a 3). Eles não são jogos muito grandes, e o negócio é jogar uma ou duas batalhas por dia... da pra terminar em poucos dias, então da pra encarar sem grandes comprometimentos.

 

Landstaker vc tem que estar no clima pra jogar... sua jogabilidade não envelheceu bem, citei mais por ser dos tops do console na época.

 

a serie principal inteira é foda

 

até o 3 q malham é muito bom

 

o 2 é o pior, contudo

Acho o 2 o tipo de um PS1 melhorado em todos os sentidos... seu único problema é te forçar a fazer muito grind, e isso, em pleno 2015, é um saco.

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