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Executioner

Resident Evil 6 - Review

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Resident Evil 6 - Review

 

Plataforma: PS3 (também para PC e 360)

Jogadores: 1 (Offline) / 2 Co-op (Offline splitscreen ou Online) / 4 Co-op (Online)

Produtora: Capcom

Gênero: Ação / Horror

Lançamento: 2/10/12

 

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A melhor introdução que existe: a de uma bala em um cérebro.

 

Introdução

 

Resident Evil (Biohazard no Japão) é uma das mais longas e aclamadas séries de jogos desde a popularização do 3D com o Playstation em 1996. Criada por Shinji Mikami originalmente como um Survival Horror, Resident Evil praticamente criou um gênero próprio e levou às massas o conceito de sentir medo e pânico nos jogos eletrônicos, mas desde então a série sofreu uma metamorfose ao longo dos anos, tomando um rumo mais dedicado para a ação após o reboot da franquia com o lançamento de Resident Evil 4. Ação esta que foi exponenciada com RE5 e agora com RE6, ambos os últimos com elementos Online cooperativos e set pieces holywoodyanas. Muitos dos fãs do estilo original - voltado para a solidão, solução de puzzles e muito gerenciamento de recursos escassos - ficaram revoltados como a franquia evoluiu ao longo dos anos, porém a série já ultrapassou mais de 50 milhões de unidades vendidas apenas nos jogos, foi parar em 5 filmes tipo B de ação que foram todos um sucesso de bilheteria, até nos quadrinhos, com a Capcom sempre tentando agarrar o máximo de vítimas possíveis pelos pés, assim como os seus zumbis, analisando pelo o sucesso financeiro a empresa não indica nenhuma volta as origens tão cedo. E assim como Code: Verônica foi o ápice da velha fórmula (com câmera fixa, milhões de puzzles e backtracking absurdo), ResidentE vil 6 parece ser a conclusão dessa nova roupagem, pois peca pelo excesso de seus novos aspectos, com poucos lampejos do que um dia foi. Isso o torna um jogo ruim? Na minha opinião, não, apenas, “over the top”.

 

 

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Jake, Helena, Sherry e Leon resolvem se gritam ou se correm enquanto o bicho ataca. Típico de filme B

 

Enredo

 

Como é de praxe na série, o universo de Resident Evil 6 usa de locais fictícios aliados a outros reais, sempre num cenário contemporâneo e atual, para contar uma história onde os zumbis - e outras criaturas fantasiosas e mutantes - assombram e destroem cada vez mais o mundo de nós meros mortais. O jogo se passa entre 2012 e 2013 e conta a história de 7 personagens principais, sendo 4 deles tradicionais da série: Leon Kennedy, Chris Redfield, Sherry Birkin e Ada Wong, ao lado de 3 novos parceiros: Helena, Piers e Jake. Separado em 4 cenários com 5 capítulos cada, RE6 mostra um futuro próximo, onde as experiências isoladas de corporações como a falecida Umbrella, aliadas a mentes insanas ligadas a governos inteiros, acabam atingindo todo o planeta com a ameaça zumbi.

 

O que começou com o T-Virus, que reanimava células mortas, e depois passou para o Las Plagas, que tornava humanos inteligentes em marionetes superdesenvolvidas, agora chegou ao C-Virus, uma vertente de arma biológica que torna humanos e animais em não somente mortos-vivos, mas com a capacidade de evoluir quando sofrem traumas físicos, sem perder sua inteligência original. O jogo se passa num período de quase um ano e acompanha os 7 protagonistas tentando impedir dois novos vilões de espalhar essa ameaça terrorista em todo o planeta.

 

Diferente de todos os outros capítulos da série, RE6 conta a história de uma forma não-linear e bem desconexa, indo e voltando no tempo, trocando de perspectivas diferentes o tempo todo, o que faz com que o enredo só tenha sentido total no final de todas as 4 campanhas. Mas o que não mudou foram todos os clichês do gênero criado por ele mesmo: inimigos que querem dominar o mundo e se tornam aberrações do tamanho de um prédio, heróis que fazem coisas completamente miraculosas e absurdas como destruir cidades inteiras pra salvar uma ou duas pessoas, toneladas de cutscenes mostrando conversas melodramáticas e etc. Tudo continua lá, trash, tipo B, com interpretações duvidosas em meio a um humor patético que nos faz rir justamente por ser patético.

 

A história do jogo não contém nada de absurdo dentro do universo Resident Evil e segue o mesmo padrão de sempre. Por fim, diversos buracos no enredo são preenchidos ao se encontrar arquivos secretos pelo jogo, para entender tudo, como sempre, não basta terminar, é preciso encontrar os pedaços isolados de enredo pelo cenário que fecham todas as pontas. Se você acompanha a série, já sabe o que esperar, RE6 não inova em nada neste aspecto.

 

 

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Por baixo de tanta escuridão existe um belo jogo.

 

Gráficos

 

RE6 é um belo jogo, com um valor de produção elevado (CGs rolam aos montes) e uma direção de arte bem sombria. Peço perdão pela péssima piada, mas não há como resistir: RE6 é extremamente escuro. 80% do jogo se passa em cenários noturnos e o brilho original do jogo é absurdamente baixo, recomendo que coloquem a configuração do brilho do jogo no máximo e façam um ajuste específico para ele em sua TV, pois de baixo de tanta sombra na verdade há muita coisa boa. O jogo é o completo oposto de RE5 onde tudo era bem claro e vívido, aqui tudo é escuro e escondido.

 

Os cenários, apesar de claustrofóbicos, são bem detalhados em sua construção, pecando apenas em algumas texturas em péssima resolução (o que parece típico dessa geração...) e a falta de interatividade. RE nunca foi exemplo de física ou interação - principalmente na era do pré-render - mas seria legal se os cenários fossem mais destrutíveis e interativos, não tem muito o que improvisar, você vê seu personagem pulando 5 metros mas não pula um balde de lixo.

 

Já no quesito animação o jogo evoluiu absurdamente e é provavelmente seu melhor aspecto gráfico, todos os personagens tem peso e movimentação completamente diferentes, o que também acontece com os inimigos, que pela primeira vez na série são 100% destrutíveis. É possível abrir buracos de bala em qualquer parte de seus corpos e ver até os músculos reagindo aos impactos. A variedade de modelos também está excelente, quando pensamos que já vimos de tudo RE nos traz homens-gafanhoto, besouros e até um Tiranossauro-Megatron que dá vontade de ficar só olhando mudar de forma. Nunca os inimigos foram tão “reais” na série, esse é maior salto que os zumbis já deram em suas “vidas”.

 

O jogo peca porém nos cenários “on-rails” que envolvem veículos terrestres, com paredes e estradas pateticamente mortas sem nada de interessante. Algumas CGs estão pixelizadas (baixa resolução) e o foco da câmera é bizonho em alguns momentos, mas de uma forma geral o jogo é muito bem feito para os padrões da série. Desde que passou a ser um jogo over-the-shouldes nunca os personagens foram tão belos e bem animados, com pedaços de carne e sangue dos inimigos grudando e sujando seus corpos. É uma pena que o jogo te empurre o tempo todo para frente porque há muito que se ver em meio à correria, como a bela iluminação e a boa direção de arte, talvez seja para disfarçar os usuais vidros indestrutíveis, personagens atravessando paredes e o clipping de alguns objetos.

 

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A trilha sonora foi composta por um exército de homens-bomba. É uma peça única, eu garanto.

 

Som

 

É interessante notar como a série evoluiu ao longo dos anos de algo sóbrio e tenebroso para um blockbuster de verão e o aspecto que mais sofreu nestes anos foi o som ambiente. É algo que acontece em paralelo com o cinema, as primeiras versões de ambos os casos costumam focar em coisas desconhecidas e barulhos inesperados para assustar o jogador / telespectador, mas conforme o tempo passa as pessoas vão ficando acostumadas e precisam de algo mais impactante para se surpreender e a solução parece ser sempre a mesma: aumentar o volume.

 

São poucos os momentos (aliados, claro, à questões de jogabilidade e contexto) em que se pode parar para ouvir o som que os diferentes inimigos fazem, ou uma música calma e bem orquestrada num ambiente sombrio, como Dead Space fez magistralmente por exemplo. RE6 explode tudo nos seus ouvidos o tempo todo, não só os cenários entopem seus tímpanos com um embaralhado de sons malucos como a própria trilha sonora reflete isso. Músicas enjoativas e pouco memoráveis marcam uma campanha explosiva, tudo é alto e cru.

 

Os aspectos bons ficam por conta dos efeitos sonoros (infelizmente obstruídos pela música horrorosa) como os sons dos corpos sendo atingidos por balas (explodir cabeças é uma sinfonia para os ouvidos) e o som das armas, que continua com um padrão decente desde RE4. As vozes originais dos personagens conhecidos continuam lá, o que é essencial para a boa continuidade da série. Por fim, o aspecto quase cômico (mas muitas vezes sombrio) das falas dos inimigos que havia em RE4 e 5 foi minimizado, não só porque os zumbis “padrão” voltaram (e eles não falam nada...) mas porque os novos J’avos são praticamente inexpressivos verbalmente, tudo o que eles fazem é gritar. É uma pena que o Rasklapanje por exemplo não tenha o aspecto sonoro tenebroso que seu companheiro regenerativo de RE4 tinha por exemplo, aquele som causava um pavor absurdo. Medo é uma coisa que RE não causa provavelmente desde o 4, e o som de RE6 não ajuda em nada neste aspecto. Uma pena, pois a trilha sonora tem um papel fundamente nisso e ao invés de ajudar, atrapalhou.

 

 

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Corra Forrest, corra!

 

Jogabilidade

 

Se você gostava de RE até o saudoso Code:Veronia, pode parar de ler aqui e vá jogar outra coisa. A mudança de direção tomada em RE4 chegou ao seu ápice. RE6 é uma mistura de RE4 (tiro em terceira pessoa com câmera sobre o ombro) com Lost Planet 2 (Co-op Online linear com muita destruição descerebrada). Porém, ao contrário de RE5, ao menos os desenvolvedores tentaram adicionar alguns capítulos mais cadenciados, com os velhos enigmas e a sensação de estar preso em locais inóspitos. O resultado é um jogo de ação com pitadas de puzzles e alguns lampejos de horror, pois são poucas as partes em que se fica realmente preso ou perdido.

 

Para começar, vamos ao que é comum em todas as campanhas. O jogo aboliu de vez o mapa e adotou um sistema de GPS, além de um HUD que indica na tela todas as portas, localização e solução de tudo o que você precisa. O intuito da empresa é bem claro com isso: atrair aqueles que por um motivo ou por outro não jogavam a série por ser muito complexo ou desafiador. Mas, isso tudo é opcional e pode ser desligado para não ficar muito simples.

 

A sistema de Cover de RE5 ficou muito pior, é muito burocrático e nada intuitivo se esconder atrás das coisas, são comandos diferentes para superfícies diferentes, a boa notícia é o que o cover em si é praticamente redundante, dá pra contar nos dedos de uma mão quando é necessário se esconder dos inimigos mesmo na dificuldade Professional. O jogo ficou fácil de uma forma geral.

 

Outra coisa em comum em todas as campanhas é a irritante câmera que insiste em tirar o controle das suas mãos e apontar para onde diabos o diretor de cena quer só para você ver algo que ele fez explodir. É algo tão atroz que dá vontade de matar o diretor do jogo ao invés dos zumbis pois não são poucas as vezes em que isso leva à sua morte, o que é a penalidade máxima num jogo. Completamente inaceitável. Os QTEs que surgiram em sua atual forma em RE4 ainda estão lá, mas desta vez em excesso, destaque para o de subir cordas e se rastejar (R1+R1) que é o cúmulo da idiotice, uma mecânica de jogo aceitável, mas utilizada em excesso de dar nojo.

 

O sistema de Co-op Online de RE5 continua lá, muito bem executado, com Drop-in / Drop-out e uma tonelada de portas e problemas que só podem serm resolvidos em dupla. A IA como em RE5 é completamente tapada e não ajuda em nada, recomendo fortemente o jogo em Co-op em sua totalidade, seja Online ou Offline. O ponto negativo fica para a troca de itens que foi eliminada e o manuseio de inventário que foi muito simplificado.

 

Agora sendo mais específico em cada campanha, vejamos as diferenças de jogabilidade em cada uma delas. Com Leon você enfrenta em boa parte do tempo zumbis e tem um misto muito bom entre ação, puzzles e solidão. Sua campanha começa devagar e aos poucos vai tomando forma até mostrar a cara do jogo: ação desenfreada. É a campanha com mais resquícios da fórmula antiga da série, com destaque para os dois primeiros capítulos para os saudosos da antiga versão “tanque”.

 

Já com Chris o jogo é totalmente Lost Planet 2 / Gears of Wars, ao lado de seu parceiro Piers o maior veterano de toda a franquia Resident Evil é o front de batalha. Todos os seus cenários são voltados para o tiroteio e a correria desenfreada. E essa é a nova cara do jogo pois se reflete em todas as outras campanhas de uma forma ou de outra. Matança em massa, atire primeiro, pergunte depois. Como curiosidade a sua campanha é o inverso da outras, ela começa chata e genérica mas seus dois últimos capítulos possuem as melhores partes de ação do jogo todo com certa folga, como a invasão de alguns locais enormes lotados de chefes gigantescos além de mecânicas de jogo não apenas novas, mas altamente gratificantes. Sem deixar spoilers, aqui você faz coisas que nunca fez em nenhum RE. Para os conservadores, essa campanha é a tampa no caixão da série, para os que tem a mente um pouco mais aberta ou para os novatos, é com Chris que a brincadeira tem graça.

 

Na terceira campanha, do novato Jake e sua parceira, agora crescida, Sherry Birkin, é onde provavelmente o jogo tem seu elo mais fraco, em praticamente todos os aspectos de mecânica e jogabilidade. O preceito era fazer a mais frenética de todas, com Jake sendo perseguido por um brutamontes baseado no antigo Nemesis, de RE3, que perseguia Jill Valentine pelo jogo. A idéia é excelente e seria maravilhoso se o literalmente indestrutível Ustanak realmente te perseguisse... O grande problema é que ele aparece apenas duas ou três vezes e foge fácil de mais. A sensação de perigo constante que ele deveria causar simplesmente não existe, o que faz com que você corra o tempo todo com os personagens sem motivo algum. Além disso, as parte On-rails desta campanha são com muita folga as piores jamais feitas não só na série mas em toda a indústria, você foge de moto ,de barco de jet ski, de helicóptero, a pé, etc, e simplesmente nenhuma das fugas é divertida. Se o Ustanak fosse literalmente um “Nemesis” e aparecesse em locais aleatórios de todos os capítulos, seria épico, porem ele não passa de um figurante barato, pois não representa qualquer ameaça real para você, o jogador.

 

Para finalizar o modo campanha temos a quarta e última, de Ada Wong. A campanha da sempre enigmática agente secreta passeia por todas as outras, com uma grande interatividade com todos os personagens e serve como um complemento para o enredo em geral. Mas curiosamente, ao invés de usar de todos os artifícios recorrentes nas outras campanhas (QTEs, montes de inimigos, muito On-rails), você a joga com Ada de uma forma totalmente diferente, agindo por trás das cortinas de forma independente, Ada usa de muito stealth, mais enigmas para resolver do que qualquer outra campanha e uma cadência excelente, tornando-se provavelmente a parte mais concisa do jogo, com poucas “marmeladas” e uma conclusão mais sólida. Uma grata surpresa para aqueles investirem seu tempo até o fim do jogo.

 

Concluindo o quesito jogabilidade temos os modos Online extras do jogo. Em primeiro lugar o inédito Agent Hunt. Neste modo o jogador entra como um invasor no jogo dos outros que estão jogando o modo Campanha. Na pela dos mais absurdos mutantes e zumbis seu objetivo é matar (ou trollar) os outros jogadores. Um modo que tem futuro pois é idéia é excelente, mas precisa de ajustes. É extremamente difícil matar os heróis! Não só porque a mecânica dos inimigos é muito mais travada do que a dos heróis mas porque o respawn muitas vezes é muito longe e não é possível escolher quem você controla. Ao menos eles acertaram em fazer com que os heróis não saibam que inimigo é a CPU e quem é você, senão ficariam caçando apenas os jogadores humanos. Também é MUITO legal jogar em até quatro pessoa, dois de um lado e dois de outro.

 

O modo Mercenários voltou e voltou em grande estilo, a nova jogabilidade mais solta, cheia de golpes físicos, esquivas e rolamentos, aliada ao gasto de stamina, Co-op e dificuldade elevada fazem uma combinação extremamente viciante. É difícil para de jogar uma vez que você faz amigos Online e começa a briga pelo ponto mais alto das Leaderboards. Aqui é onde toda a nova mecânica de contra-ataques e combos realmente é colocada a prova e funciona brilhantemente. Com folga o melhor modo Extra de todos os jogos da franquia. Espere por muitos DLCs aqui.

 

Alguns aspectos aleatórios para fechar: O novo sistema de skills substitui completamente o upgrade armas por um sistema igualzinho os perks de Call of Duty, você cria classes com perks e pode mudar a hora que quiser. O jogo é muito fácil mesmo no modo Professional, a Capcom já prometeu uma nova dificuldade por DLC gratuito. A nova interface é belíssima e praticamente elimina o gerenciamento de recursos, se isso é bom ou mal depende de cada um. Não existe mais nada para pegar nos cenários, nenhum papelzinho sequer ou local para explorar. O Save é universal, se você começa uma campanha não pode parar no meio e jogar outra, pois um save apaga o outro, não tem slot. O site www.residentevil.net tem vários features em conjunto com o jogo e vale a conferida. RE6 não possui nenhum tipo de código ou Online Pass.

 

 

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Quando você jogar esta parte da foto, vai dar um tapa na própria testa, já estou avisando.

 

 

Conclusão

 

Se em RE4 a série trocou de perspectiva e em RE5 ela alterou a direção, em Resident Evil 6 a franquia chega ao que parece ser o ápice da mudança. O jogo ficou 80% ação, 10% horror e 10% puzzles, se você é conservador e amante dos primeiros quatro jogos, esqueça, esse “jogo” não é para você. Mas RE6 é o mesmo universo em todos os aspectos técnicos e dramáticos, apenas jogado de uma maneira diferente. Alguns podem dizer que a Capcom tentou agradar gente demais e que o jogo perdeu a identidade, mas eu vejo de uma maneira bem diferente. A série foi aos poucos transformada em ação e é isso que ela é hoje: ação e tiroteio em sua maioria. Os produtores só deixaram alguns resquícios do que a série foi um dia em termos mecânicos apenas para agradar os mais saudosos.

 

Algumas séries são famosas por serem extremamente conservadoras, outras por serem sempre inovadoras e com mudanças radicais. Resident Evil manteve a maioria de seus aspectos intactos e deu um giro de 180 graus em outros, mas continua sendo Resident Evil. Mate zumbis, passe por dificuldades, mate mais zumbis e no final do dia salve a sua pele e a de mais alguns. A jogabilidade mudou, mas Resident Evil não.

 

 

Prós

- Animações espetaculares

- Co-op Online impecável

- Muitos extras geram alto fator replay

- Enredo e personagens clássicos mantém o climão de filme B

 

 

Contras

- Trilha sonora fraca abafa os efeitos sonoros

- Câmera automática para set-pieces é horrível

- Modo campanha muito fácil

- Excesso de cenas absurdas e vergonhosas

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Parabéns Executioner, muito bom review.

 

Tudo o que vc falou um amigo meu tinha me falado porque ele esteve jogando o jogo em veterano enquanto ia falando comigo no Live.

 

Ele achou o jogo bem dificil em veterano, com momentos em que vc morre por culpa da câmera ou porque não acerta um QTE. E olhe que ele platinou Demon and Dark Souls.

 

Vc fez coop online ou offline? Existe muita lag online? Como está a frame-rate e/ou tearing do jogo?

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- Eu também morri pra muitos QTEs e para a câmera, mas não considero isso dificuldade, é defeito de design. Dificuldade seria um chefe m que você empaca, alguma parte muito complexa ou que exija muito reflexo e precisão e nada disso o jogo tem. Praticamente sempre que você morre é por palhaçada do jogo, lol. Mesmo no Pro não tem nenhum inimigo que te deixa em dying state com uma porrada igual tinha no 5. Além disso, quando você morre a sua energia enche toda de volta. Se você chegar numa parte FODA sem ervas ou sprays e só o fio da rabiola de energia, basta morrer que o jogo enche tudo de novo....

 

- Praticamente nada de Lag, roda liso com 2, 3 ou 4 pessoas no Co-op campanha, não interessa se é Hunt ou Intersection. Mercenários do contrário precisa de um bom Host ou alguns zumbis teleportarão, o negócio é você criar a sala e não entrar na dos outros ou entrar em sala local.

 

- O frame rate eu nem notei queda em lugar algum que fosse perceptível para a jogabilidade, em termos visuais tem alguns locais isolados que dropa pouca coisa mas é bem rápido e não compromete.

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Esse vai ser o 1º review de Zecu que vou te que deixar passar, só de elogiar essa bomba e ainda por cima colocar Gears of War no mesmo review já me expulsa do tópico.

Só passei para trollar essa bomba de jogo.

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Fiquei com vontade de comprar depois desse review. Mas tenho umas perguntas:

Não é possível tirar a música e deixar só o som?

Como você diz que desde o 4 não tem terror? O 4 dá MUITO medo! :huahua:

 

É o 5 que não dá medo algum.

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Fiquei com vontade de comprar depois desse review. Mas tenho umas perguntas:

Não é possível tirar a música e deixar só o som?

Como você diz que desde o 4 não tem terror? O 4 dá MUITO medo! :huahua:

 

É o 5 que não dá medo algum.

 

Sim, é possível tirar a música, aliás, eu jogo com ela em 20% em todos os modos. :P

 

O 4 tem um climão bom até pela metade ali no começo do castelo com os encapuzados, depois entram as comédias e a ação que tiram o clima de suspense e terror do começo. Quase ninguém cita (talvez por conveniência, hehehe) mas depois que você enfrenta os "Predadores" do Salazar e vai pra ilha, vira uma zona, robôs suicidas de controle remoto e "zumbi" até com gatling gun.

 

A imensa vantagem do 4 é que ele pelo menos ele é bem conciso e dividido em três partes, o começo é mais suspense e terror porque não se sabe o que tá acontecendo com os "zumbis" inteligentes, quando sai da vila e vai pro castelo entra meio o "filme tipo B" com a seita e o anão-chefe, aí na ilha descamba pra matança mesmo. Já o 6 é MUITO mais ação do que suspense e terror, fora que é tudo sem uma ordem, não tem uma fluidez legal.

 

Os dois primeiros capítulos do Leon são excelentes e tem um clima top de Resident Evil, os três últimos são ação sem parar só com QTE. Os do Chris são o completo oposto, começa viagem total mas o último capítulo é o melhor, porém é tudo ação. Já os do Jake são completamente nonsense, tudo. Aí vai pra Ada onde muda tudo, vira stealth sem co-op, sendo que ela começa com dois capítulos totalmente de puzzles, descamba pra dois de ação e o último é praticamente só veículo. Não tem consistência nenhuma, até o 5 é mais consistente.

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Alguém sabe como participa do Re.net? Eu já me cadastrei com o mesmo e-mail da minha conta na PSN mas não contabiliza nada que eu faça no game =S

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Pegarei a 50tinha usado, no max. Só pra constar na série.

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Alguém sabe como participa do Re.net? Eu já me cadastrei com o mesmo e-mail da minha conta na PSN mas não contabiliza nada que eu faça no game =S

 

Ouvi dizer mesmo em fóruns gringos que o sistema está com problemas, procure algo no site oficial. Checou se no seu jogo está marcado para fazer upload de informações?

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Ok, terminei a campanha do Leon (com a Helena), do Chris (com ele) e tou no último episódio do Jake (jogando com a Sherry). No geral eu gostei do jogo e não me arrependo de ter feito pré-order. Os bugs não atrapalham taaaaanto a ponto de você querer desistir do jogo, isso é exagero. O que irrita mesmo são as câmeras forçadas principalmente nas cenas de fuga. Tem vezes que o botão de QTE não aparece ai penso que tou assistindo uma cutscene, de repente a tela fica preta e aparece o game over. WTF? :lolmor:

 

Até agora, gostei mais da campanha do Chris (adoro dar tiro), seguida pela do Jake (adoro fugir do Nemesis). História do Leon é muito melosa, ainda mais com aquela sem sal da Helena. Enfim, é um ótimo jogo pra mim, mas se não fosse Resident Evil (não tivesse os personagens clássicos e tal) eu passaria completamente batida pelo jogo. Nem experimentava.

 

E a cena da moto ai que o Executioner falou. PQP, hahahahahahahahahahaha. Eu já fui preparada pro pior, mas não imaginava que seria pra tanto. Tem uma hora que aparece um inimigo com um lança-mísseis, do nada aparece o Jake e a Sherry parados em cima de uma ponte, câmera lenta, ai eu atiro no inimigo e no minuto seguinte, já estamos a toda velocidade na moto :blink: que porra é?

 

Vou terminar essa campanha, jogar com a Ada e depois rejogar tudo de novo, dessa vez com Leon, Piers e Jake. Nota, RE4 me dava muitos sustos. RE5 nem tanto. RE6 definitivamente não dá susto algum.

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falei para vc que do Leon era a pior

 

ceninhas de ciumes do vilao do jogo por causa da Ada no final do leon nao dá!

do Cris , o final é fera,

 

RE6 é um bom jogo sim

povo fala muito mal por causa da historia, mas cade aquele papo que " historia é um PLUS" e agora condena o jogo por causa disso

 

os chefes sao otimos

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falei para vc que do Leon era a pior

 

ceninhas de ciumes do vilao do jogo por causa da Ada no final do leon nao dá!

do Cris , o final é fera,

 

RE6 é um bom jogo sim

povo fala muito mal por causa da historia, mas cade aquele papo que " historia é um PLUS" e agora condena o jogo por causa disso

 

os chefes sao otimos

 

Alucard.. aquela chefe irmã de Helena é a coisa mais patética e ridicula que já vi no mundo dos games.. nem Splaterhouse tem algo tão bizarro como aquilo..

 

A irmã vira uma puta exotica e sensual.. mutante.. ha por favor.

 

Chefes legais... meu.. aquele final da luta na ponte do filhinho do Wesker e o genérico do Nemesis é o cumulo do ridiculo..

 

Cara eu deva risadas... oposto do que sentir em um jogo de "terror" né..

 

piadismo puro esse game. Não é só a questão da história.. isso não tem mesmo.

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Cacete, o review tava indo muito bem, sóbrio pra porra, até que...

 

É possível abrir buracos de bala em qualquer parte de seus corpos e ver até os músculos reagindo aos impactos.

 

A versão que eu joguei não tinha nada, mas nada disso MESMO. Com certeza é assim? Vou até no youtube dar uma verificada a mais aqui.

 

O que eu joguei era até extremamente tosco, no mesmo nível de Revelations. Vc atirava e o inimigo só sentia alguma coisa depois de várias balas. Não dava pra sentir a arma também, era muito estranho, tanto que fechei logo e desinstalei de tanto ódio.

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Cacete, o review tava indo muito bem, sóbrio pra porra, até que...

 

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A versão que eu joguei não tinha nada, mas nada disso MESMO. Com certeza é assim? Vou até no youtube dar uma verificada a mais aqui.

 

O que eu joguei era até extremamente tosco, no mesmo nível de Revelations. Vc atirava e o inimigo só sentia alguma coisa depois de várias balas. Não dava pra sentir a arma também, era muito estranho, tanto que fechei logo e desinstalei de tanto ódio.

 

 

A versão que joguei(xbox360) não tem isso com certeza.

 

Tem é texturas genéricas.

 

A fase na montanha de neve é tão ridiculo.. que eu passei ela sem dar um único disparo.. algumas partes mais a frente, passei só na porrada.

 

Final Fight é da Capcom também.

 

 

Eu tava gostando do R6 no comecinho da campanha do Leon... sento ali um pouco do R4.. mas depois...

 

ladeira abaixo

 

 

Os cenários, apesar de claustrofóbicos, são bem detalhados em sua construção, pecando apenas em algumas texturas em péssima resolução (o que parece típico dessa geração...)

 

Só se for da geração do Executioner... meu ps3 e 360 rodam coisa muito melhor.

Não to acustumado a ver texturas ruins não. Já vi sim.. em games de baixo orçamento.

 

R6 não leva os consoles ao seu máximo, e não exige nada que eles já não tenham feito.

 

R6 não é parametro nenhum.. ou nego ta cego.

 

Teve nego elogiando essa analise.. vsf...

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Terminei Resident Evil 6. A campanha da Ada foi a melhor e mais sinistra de todas, principalmente no final.

 

Nota sobre o post do Trakes:

"Não tou acostumado a ver texturas ruins"

 

É LÓGICO que você está! Videogame = texturas ruins o tempo inteiro. Não existe isso de meio sujo. Jogador de PS3 e X360 tem absolutamente NADA que reclamar dos gráficos. Achei eles abaixo da média do PC atual, mas nada que seja Oh meu deus, injogável!!! Injogáveis são as porcarias de RPG japonês que o povo vive enaltecendo aqui. Pode criticar o enredo e o gameplay porque eu concordo, foi fraco e já vem sendo fraco desde o 5. Mas pára ai. Se tivesse mais gráficos PS3/X360 iam rodar a 20fps. Ah, eu esqueço que quem joga em console não dá a mínima pra fps.

 

Sobre o do Panda.

Review de ver do youtube. Jogar por 10 minutos, desinstalar de ódio, não dá pra entender nada do jogo. Review de ver também. Review do executioner tá perfeito.

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Ja que upou. Maior lixo ja lançado, talvez perca para o Raccon City :huahua:

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Esse jogo é um aborto da natureza. QTE pra todo lado, linear ao extremo, isso aí não é RE.

Pelo menos o 5 (q é bem mediano) tinha umas fases mais ou menos, mas esse aí nem a ambientação ficou interessante.

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Single Player é uma bosta. Levei alguns anos para ter ânimo em terminá-lo. Todavia, online no cooperativo a experiência de jogo melhora muito, MUITO! Até os constantes problemas com escassez de munição são saturados. O que aumenta um pouco a validade do jogo são a procura pelos skill points para adquirir munições infinitas para todas as armas e...só.

Editado por -Hiei-

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