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LOLLAPALOOZA

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Nego é muito chato, festival foi bem divertido.

 

FF quando revi no Youtube até me surpreendi, voz dele não parecia tão horrível ao vivo. Talvez porque tinha muita gente cantando junto (sério), mas tomei susto vendo no PC.

 

Arctic Monkeys, TV on the Radio, Band of Horses mandaram muito bem ao vivo, musicalmente foram os melhores. MGMT também foi bacana, apesar de um pouco parado devido a setlist.

 

Ouvi falar que Manchester Orchestra mandou bem também, não pude ver.

 

Foster the People, Gogol Bordello, Cage the Elephant e até Friendly Fires (vocalista achava que era Shakira?), foram divertidos pela empolgação do pessoal.

 

E só pegou fila quem é burro. Cheguei no evento, peguei identificação de maior de 18, comprei todas minhas fichas que achava que ia precisar pro dia e pronto. Demora no bar em si, só pegava quem terminava um show e queria ir no bar do lado do local. Quando acabava um, eu andava um pouco e pegava bares vazios. Ou seja, só idiota pegou fila.

 

(Unica que sempre parecia grande era do banheiro feminino, mas dai não sei como tava a velocidade).

 

Achei a organização muito boa. Se é cabeça fechada pra um estilo musical, não ia curtir mesmo.

 

Edit: madz0r manjou ali também.

Editado por pewz

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Nem vou repetir o que madzor e pewz falaram, estive no evento e digo o mesmo que eles comentaram.

 

Ainda não escutei FF no pc, irei dar uma olhada pq ao vivo não era nitido como os criticos playerianos estão pondo.

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Nem vou repetir o que madzor e pewz falaram, estive no evento e digo o mesmo que eles comentaram.

 

Ainda não escutei FF no pc, irei dar uma olhada pq ao vivo não era nitido como os criticos playerianos estão pondo.

 

 

Issoaê! :P

 

 

 

Fiquei meia hora em fila só! E isso pq comprei as fichas com cartão! Quem ficou na fila na hora da entrada tbm foi mané, galera descia do metro e já entrava na primeira fila que aparecia ( portão p6) , existiam mais 2 portões onde a fila fluía melhor! Fila pra banheiro só pegou quem quis, indo pro banheiro um pouco mais distante do banheiro mais perto do palco não tinha fila alguma!

 

Única reclamação que tenho é em relação a altura do palco! Achei baixo e o terreno era todo irregular, tinha lugar que até pra ver o telão tava difícil e eu tenho 1,83m de altura. Dos últimos festivais que fui esse foi o mais organizado. SWU que não leva mais minha grana!

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Visitante Madz0r

Tá confirmado pra 2013 e tão pensando em fazer 3 dias.

 

A line-up da brasileira foi bem parecida com a do ano passado em Chicago. Então pro ano que vem, a tendencia é que seja algo parecido com isso:

 

http://lineup.lollapalooza.com/

 

Rapaz, eu não conheço 1% dessas bandas. :(

Mas por essa line aí eu iria em 2013 novamente. :D

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Única reclamação que tenho é em relação a altura do palco! Achei baixo e o terreno era todo irregular, tinha lugar que até pra ver o telão tava difícil e eu tenho 1,83m de altura. Dos últimos festivais que fui esse foi o mais organizado. SWU que não leva mais minha grana!

 

Verdade! Tanto o palco quanto o telão era baixo. O palco até entendo, mas o telão dava pra subir bem mais. Mas com certeza no próximo vão mudar isso ai.

 

Mas em compensação, a qualidade do telão era absurda.

Editado por pewz

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O FESTIVAL DE UMA GERAÇÃO

Por Carlos Parrrella

 

Tentei seguir a instrução da chefia à risca. Bora falar mal dessa bagaça. Na entrada, porém, a ideia começou a ruir. A entrada foi tão fácil e sem frescuras que não deu nem graça.

 

Pra comprar umas cervejas, dei sorte. Como cheguei cedo e havia pouca gente no Jockey Club. Não peguei as insanas e desrespeitosas filas que se formaram depois e que duraram o dia todo.

 

Cheguei cedo porque queria ver o Marcelo Nova e seu rockão das antigas. Showzaço. O calor tava arrebentando o coco, mas deu pra aguentar e pular de boa ao som de “Hoje”, “Simca Cachambord” e no final bem bacana com “Eu Não Matei Joana D’Arc”. Valeu.

 

Não vou falar que o som tava ruim, porque todo som, de todo palco e tenda, tava ruim no sábado. De todo show. Horroroso. No Palco Butantã, então, ele vazava da tenda eletrônica ao lado. Nem vou falar da organização. Como a chefia observou bem, evento bem organizado é obrigação, nada mais do que a obrigação. Mas acho que as 75 mil pessoas que foram ao festival sábado não acharam nada organizado, com aquelas filas intermináveis pra tudo: pra se identificar como maior de dezoito anos, pra comprar ficha, pra pegar bebida e comida, pra ir ao banheiro.

 

Sem contar a má educação e falta de conhecimento dos “atendentes” do festival. Aquele uniforme podia vir com a inscrição “posso atrapalhar?” ou “posso tirar uma com sua cara, otário?”.

 

Será que os organizadores de festival no Brasil NUNCA aprendem a tratar o público de uma forma diferente com que tratam o gado em suas fazendas?

 

—CAGE THE ELEPHANT—

 

O Cage The Elephant era meio uma incógnita pra mim. Achava legal o pouco que eu havia ouvido. Mas aqui gostei bastante. Baita show pra suar a camisa, pular que nem louco e se jogar num mosh. Em “2024″, o vocalista maluco Matthew Shultz fez exatamente isso, satisfeitíssimo. Mas perdeu a carteira, o mané. Quem sobe ao palco com a carteira?

 

Foram quase 50 minutos de porrada, sem descanso, sem firulinhas ou encheção de saco. Mas podia ser menos. Quer dizer, se você é adolescente, ótimo, tá na medida. Eu já tava cansado em “Lotus” ou “Around My Head”, não lembro direito – e era só o segundo show do dia, maldição!

 

A banda mostrou o melhor dos dois discos já lançados: “Cage The Elephant”, de 2008; e o aclamado pela crítica “Thank You, Happy Birthday”, de 2011. Esse último era o que mais a plateia conhecia e cantava junto (principalmente a chorosa “Shake Me Down”). No final, mais uma vez Shultz se mandou pros braços do povo. Quase lhe arrancaram os braços e pernas. Povo satisfeitíssimo, que não parou um minuto.

 

Com razão. Show adolescente maiúsculo. Era moleque catando pra moleque. Isso é um elogio, chefe, foi mal.

 

01. In One Ear

02. 2024

03. Aberdeen

04. Tiny Little Robots

05. Lotus

06. Around My Head

07. Japanese Buffalo

08. Back Against The Wall

09. Flow

10. Indy Kidz

11. Sell Yourself

12. Ain’t No Rest For The Wicked

13. Shake Me Down

14. Sabertooth Tiger

 

—BAND OF HORSES—

 

Depois do Cage, fui dar um rolê. Tinha mais ou menos uma hora até o Band Of Horses, que era a banda de sábado que o chefe queria que eu visse de qualquer jeito. Estava lamentando, porque eu mesmo queria ver era a Peaches. Merda, não deu. Ela ficou espremida lá no Palco Ferry, entre o Band Of Horses (Butantã) e o TV On The Radio (Cidade Jardim).

 

Eu gosto do Band Of Horses. Aliás, vou dizer direito: eu até gosto do Band Of Horses. Acho uma banda frutinha demais, aqueles sulistas norte-americanos chorosos (ou montanheiros), com voz esganiçada, que nos empapuçam desde antes da Guerra Civil deles.

 

Em disco, o Band Of Horses é legal. Foram três até aqui: “Everything All The Time”, de 2006, pra mim, o melhor; “Cease To Begin”, de 2007, o pior; e o bom-pela-metade, de 2010, “Infinite Arms”. Surpreendentemente, a plateia até conhecia algumas canções e cantou junto – mas é a mesma plateia que insistia na piadinha (pronta, é verdade) sobre o fato do “band of horses tocar no Jockey Club”…

 

Já na abertura, com a bela “For Annabelle”, notou-se um sentimento geral de que aquilo não se encaixava ali. A escolha das canções, que normalmente já são tocadas com o pé no freio, não ajudou muito. Logo deu pra ver que era a hora de dar uma banda por aí, enfrentar as filas, conversar um pouco.

 

Mas não porque o grupo é ruim. Ben Bridwell e companhia só não estavam tocando pro público certo. Aquele povo que suou com o Cage The Elephant e que estava babando por Foo Fighters talvez não tivesse muita paciência (mas algumas músicas levantaram o povo, como “The First Song”, a épica “Is There A Ghost”, a celebração com “Weed Party”, e a dançante “Laredo”, algumas das mais conhecidas).

 

Fechar com “The Funeral” foi perfeito. Mas o ideal mesmo era colocar esse bando num local fechado, pra oitocentas pessoas. Ia ser épico.

 

01. For Annabelle

02. The First Song

03. NW Apt.

04. The Great Salt Lake

05. Is There A Ghost

06. Cigarettes, Wedding Bands

07. The General Specific

08. Laredo

09. No One’s Gonna Love You

10. Islands On The Coast

11. Weed Party

12. Am I A Good Man (Them Two cover)

13. The Funeral

 

—TV ON THE RADIO—

 

Nunca tive paciência pro TV On The Radio, vou ser sincero. Ô banda pretensiosa. Mas tem que colocar na conta desses americanos um bocado da pouca inteligência e “arte” que ainda resiste na música pop de hoje. E o show dos caras é “intenso”. Quer dizer, não era o que haviam me dito.

 

Esse era outro que o chefe queria que eu visse, pra tirar o ranço do show que ele viu em 2006 e que foi uma grandiosa droga.

 

Foi engraçado perceber de cara que o público do Foo Fighters não entende o TV On The Radio. Ouvia ao lado: “isso é coisa de gente que quer ser inteligente, não diverte ninguém”, fazendo no “inteligente” as aspas com as mãos; “tenho certeza que todos os jornalistas vão falar que esse show foi o melhor do dia”, essas coisas.

 

Há um pouco de razão nisso. Mas, cacete, o TV On The Radio faz um show e tanto. Porrada na cuca. Não sei se todo mundo entendeu, ou se aquele era o lugar apropriado pra banda. A plateia tava meio nem aí pros caras. Mas quem se esforçou um pouco deve ter gostado.

 

“Halfway Home” começou forte, mas a plateia tava nem aí, uma pena. A chefia que me desculpe, mas o show que ele viu do TV On The Radio em 2006 deve ter sido o único ruim da carreira deles. Aqui, foi bem impressionante. Bem.

 

Meu destaque vai pra “Caffeinated Consciousness”. E, porra, um show que tem uma cover do Fugazi não pode ser ruim. “Waiting Room” fechou com nota 10 essa apresentação.

 

01. Halfway Home

02. Dancing Choose

03. The Wrong Way

04. Caffeinated Consciousness

05. Second Song

06. Staring At The Sun

07. Will Do

08. Golden Age

09. Red Dress

10. DLZ

11. Blues From Down Here

12. Repetition

13. Young Liars

14. Waiting Room (Fugazi cover)

15. Wolf Like Me

 

—JOAN JETT—

 

Joan Jett é uma lenda, né? Tive que trocar o Pavilhão 9, que tava se apresentando lá no “Palco Alternativo” (que diabo de nome de palco é esse, afinal, e que tem Tipo Uísque?). Bom, foi lá que teve o Balls, né?

 

Tudo bem. Fui de volta ao palco Butantã pra ver um mito, mas tinha certeza que a moçadinha cheirando a leite de rosas ali achava que quem ia subir ao palco era a Kristen Stweart.

 

Pois, pela sucessão de hits que a tiazinha tocou, olha, duvido que o cara mais chato e rabugento do mundo não terminasse esse espetáculo com um baita sorriso no rosto.

 

Um pouco de estrada faz um bem danado a uma banda. E Joan Jett tem mais estrada que o Perry Farrell e todas os seus contratados juntos. Tanto que ela não teve dó e começou com “Bad Reputation” e “Cherry Bomb” (essa, do seu tempo do Runaways). Ganhou a plateia (que ainda acho estava procurando a namoradinha de vampiros).

 

O lance aqui é simples: um, dois, três, quatro, música, palmas, algumas palavras em português; um, dois, três quatro, porrada, umas gracinhas com a plateia; e assim sucessivamente, até as dezessete canções se encerrarem (o que foi muito; metade do set já teria deixado todo mundo feliz e aquecido pro Foo Fighters, que era a ideia do público, aparentemente; na verdade, se ela tocasse dezessete vezes “I Love Rock’n'Roll” – como se alguém ainda aguentasse essa música, o povo já teria achado bom demais, porque queria mesmo era se divertir).

 

Diversão é isso aqui. Tanto que no Foo Fighters, ela voltaria pra salvar o show. Mas isso é outra história.

 

Valeu demais!

 

01. Bad Reputation

02. Cherry Bomb (The Runaways cover)

03. Light Of Day

04. Do You Wanna Touch Me (Gary Glitter cover)

05. Victim Of Circumstance

06. You Drive Me Wild (The Runaways cover)

07. The French Song

08. Love Is Pain

09. TMI

10. Hard To Grow Up

11. Naked

12. Fake Friends

13. Reality Mentality

14. I Love Rock’n'Roll (The Arrows cover)

15. Crimson And Clover (Tommy James & The Shondells cover)

16. I Hate Myself For Loving You

 

BIS

17. A.C.D.C. (Sweet cover)

 

—FOO FIGHTERS—

 

Como eu fiquei tentado a não assistir essa bomba… No placo do Perry, tinha Chystal Method e Calvin Harris – dois shows. Dois! Já deu pra ter uma ideia de como foi o Foo Fighters.

 

Se você leu por aí que o show dos americanos foi longo demais, chato demais, enrolador demais, acredite, é verdade. Se tivesse uma hora a menos, talvez salvasse alguns bocejos.

 

Vinte e seis músicas! Sem contar os intermináveis solos de guitarra e bateria, o bate-papo inútil com a plateia e a chatice que é de fato a banda.

 

Ok, ok, ok, tem um bocado de gente que ama e adora, é preciso respeitar o cartel de fãs que a banda construiu. Dave Grohl é um músico de mão cheia, daqueles que sabem construir hits e tudo o mais. To nem aí se ele é “malvado” de mentira, se ele tem “raiva” posada, se é tudo pasteurizado. Porra, a gente tá num festival, onde tudo é meio de mentira, é celebração, festa e o diabo. Quer banda mais perfeita do que o Foo Fighters pra um cenário desses?

 

Não dá pra destruir o Foo Fighters só porque tem uma “falsa malvadeza”. Besteira. É tudo pop. Tá certo que rock’n'roll não pode ser tão bonitinho, precisa de um tanto de audácia, mas os fãs não tão nem aí. E aí, Dave Grohl já chegou com o jogo ganho mesmo.

 

Fez aquele show igualzinho pra quem sabe que até se ele dormisse e cantasse “Ai, Se Eu Te Pego” ganharia aplausos. E partiu pra sucessão de hits e canções pseudo-pesadas. Subiu na bateria pra tocar “Cold Day In The Sun”, arranhou um Queens Of The Stone Age, agradou os floydmaníacos, falou em português e toda essa sorte de coisas que já se esperava que ele fizesse. É tudo muito calculado. Menos a dosagem de paciência. A maior crítica ao show do Foo Foghters é que ele é longamente chato. Pronto.

 

Se não fosse Joan Jett subindo ao palco, no BIS, pra “Bad Reputation” (e uma inesperada “I Love Rock’n'Roll”), e provavelmente muita gente teria dormido, vencido pelo cansaço.

 

Aproveitei a deixa e, antes de “Everlong”, fui embora. Peguei o metrô vazio, vazio, e estava em casa em quarenta minutos. Ótimo, fiquei sabendo depois do sofrimento de quem ficou por lá até o final.

 

01. All My Life

02. Times Like These

03. Rope

04. The Pretender

05. My Hero

06. Learn To Fly

07. White Limo

08. Arlandria

09. Breakout

10. Cold Day In The Sun

11. Long Road To Ruin

12. Big Me

13. Stacked Actors (with “Feel Good Hit of the Summer” snippet by Queens Of The Stone Age)

14. Walk

15. Generator

16. Monkey Wrench

17. Hey, Johnny Park!

18. This Is A Call

19. In The Flesh? (Pink Floyd cover)

20. Best Of You

 

BIS

21. Enough Space

22. For All the Cows

23. Dear Rosemary

24. Bad Reputation (Joan Jett and the Blackhearts cover) (with Joan Jett)

25. I Love Rock’n'Roll (The Arrows cover) (with Joan Jett)

26. Everlong

 

O saldo da sábado ficou no positivo. Eu não iria ao Lollapalooza nesse dia. Comprei só pra domingo, queria ver o Arctic Monkeys. Mas sábado se mostrou infinitamente melhor que domingo, como você lerá abaixo.

 

Valeu o cansaço.

 

 

 

 

 

 

 

O domingo mostrou que se o Arctic Monkeys tivesse sido no sábado, no lugar do Foo Fighters, teria sido perfeito. Na verdade, o domingo nem precisava ter existido. Uma sucessão de erros nos palcos principais. Os outros palcos e tendas menores também não eram nada atraentes.

 

Teve o Racionais, né? Mas atrasou quase uma hora, mostrou birra e nem foto podia-se tirar do show. Eu, hein.

 

Havia menos gente no domingo, 60 mil, segundo os organizadores. As filas foram menores. Menos confusão, o que não significa atendimento melhor. O cliente (a gente) ainda foi tratado com desprezo – e pagando oito reais numa cerveja (que ao menos vinha gelada).

 

—GOGOL BORDELLO—

 

Mas cerveja gelada é pouco pra compensar o martírio que viria pela frente.

 

Começou com o Gogol Bordello, às duas da tarde. Sempre o vi como uma confusão mental de vários fugitivos de um manicômio. Meu deus, que desgraça foi aquela? Parecia um Teatro Mágico depois de tomar ácido e ouvir milhões de vezes o “Plunct Plact Zum”. “Gipsy punk” eles falam.

 

É, é cigano, porque os caras não parecem ter um lugar pra morar (hoje em dia tem que ser politicamente correto pra se referir a “ciganos” ou a sei lá a quem mais, senão acaba como o Houaiss); mas de punk não há quase nada, ou nada mesmo. É tudo teatro. Foi ruim de doer.

 

Aliás, dava pra melhorar, se Eugene Hütz dividisse metade daquele vinho que jogou fora com a plateia…

 

Mas não foi pior que o Thievery Corporation, que nem merece mais do que quatro linhas. Se alguém conseguir explicar como pode alguma coisa ser pior do que isso, me avise. Tudo bem, os publicitários devem adorar, como adoram Dave Matthews Band ou Jamiroquai ou Black Eyed Peas.

 

Não perdi meu tempo. Hora de tomar algumas, ir ao banheiro, essas coisas.

 

—FRIENDLY FIRES—

 

Beleza, fiz a pergunta acima se há coisa pior do que o Thievery Corporation e não havia me dado conta do que viria pela frente. O Friendly Fires não só é pior do que o TC como é talvez pior do que a banda que toca na garagem aí do seu vizinho. Ou a pior banda ao vivo dos últimos anos.

 

Ao vivo eu to exagerando – em disco também é horrível. O que se esperar de uma banda quer emula… Simply Red? Ed Macfarlane tenta mickjagguear, mas sem sucesso algum. É meio vergonhoso até.

 

Desde “Lovesick”, a “música” que abriu o show, deu pra perceber que ia ser um martírio aquilo. Desastre total. Mas, opa, é só olhar pro lado e ver que tá todo mundo pulando como pipoca. Claro, essa geração não teve o Simply Red. Talvez consiga aturar o Friendly Fires com mais tranquilidade, sem que o estômago revire e brotoejas surjam na pele.

 

Pra essa geração, o Friendly Fires é divertidão, legal, empolgante. É inacreditável: será que vivemos num mundo paralelo? “Blue Cassete”, a terceira, é tão ruim, mas tão ruim, que foi a hora de dar uns telefonemas – e pedir trégua pra chefia. Ele nem me atendeu. Devia tá dando risada no conforto da sua residência (N.E.: estava mesmo, embora o telefone não tenha tocado).

 

01. Lovesick

02. Jump In The Pool

03. Blue Cassette

04. True Love

05. On Board

06. Skeleton Boy

07. Pala

08. Live Those Days Tonight

09. Hurting

10. Pull Me Back To Earth

11. Paris

12. Hawaiian Air

13. Kiss Of Life

 

—MANCHESTER ORCHESTRA—

 

Admito: não conhecia quase nada do Manchester Orchestra. O mais recente disco, “Simple Math”, de 2011, foi o meu primeiro contato com a banda. “April Fool” e “Pale Black Eye”, as que eu mais gosto. E foi bem bom o show, porque eu “descobri” a banda enfim.

 

Ela mistura bem aquele lance de folk sulista meloso, com a porrada do grunge, tem um doidão nos teclados, Chris Freeman, que parece tomado por uma entidade qualquer, e não fica de frescura em cima do palco: sem dancinhas, sem discursos fáceis, sem nada que tire o foco da música.

 

Foi a melhor surpresa do festival. O Lollapalooza cumpriu a parte de “dar espaço pra bandas novas”, mesmo sem a MO ser de fato uma banda nova: já são três discos no currículo, o primeiro de 2006.

 

Pena que a plateia não entendeu. Houve um êxodo pra ver os malas do MGMT no Palco Butantã.

 

01. Pride

02. April Fool

03. My Friend Marcus

04. Pale Black Eye

05. Pensacola

06. I’ve Got Friends

07. Shake It Out

08. I Can Barely Breathe

09. Simple Math

10. Everything To Nothing

11. The River

 

—MGMT—

 

Vou me antecipar às reclamações: eu gosto do MGMT. Não quer dizer que eu tenha que baixar a cabeça pra qualquer merda que eles façam, como invariavelmente são seus shows. Esse é o quarto do MGMT que vejo e todos foram horrorosos, bocejantes, chatos, arrastados… Esse não foi diferente.

 

A banda até se esforça pra parecer viajante, mas exagera a ponto de ter o mesmo efeito de um dardo pra colocar elefante africano pra dormir. Não é exagero dizer que tinha mais gente do meu lado conversando do que vendo a banda mandando músicas de oito, nove minutos – tinha gente que talvez preferisse estar diante de um discurso do Fidel Castro (não aqueles curtinhos, de duas, três horas só).

 

Uma parte muito pequena da plateia sabia as músicas de cor. Cantava junto e se animava com hits como “Kids” e “It’s Working”, mas a chuva que finalmente desabou no Jockey Club chegou fria e arrefeceu ainda mais os ânimos. Ou você pulava pra esquentar ou tratava de dar um jeito de sair dali.

 

A minha teoria é que quem vazou, na verdade, vazou pra achar um lugar pra ver o Foster The People no outro palco. Quem ficou se deparou com um setlist equivocado, com poucos atrativos.

 

Não sei se vale um quinto show do MGMT. Se eu trombar com eles em outro festival, juro que vejo até o Gogol Bordello fazendo cover de peruanos da Praça da Sé, mas eles não. Já deu.

 

01. Of Moons, Birds & Monsters

02. Hot Smoke And Sassafrass (Bubble Puppy cover)

03. Weekend Wars

04. It’s Working

05. Electric Feel

06. Alien Days

07. Kids

08. Siberian Breaks

09. Time To Pretend

10. Congratulations

 

—FOSTER THE PEOPLE—

 

Eu tenho mais de trinta anos (N.E.: eu tenho bem mais do que isso, mas deixa pra lá). Vi o Duran Duran e o A-Ha no “auge”. O Duran Duran segue na ativa (o A-Ha também, mas ninguém liga). Porém, naquela época as duas bandas eram babadas e e tinham pôsteres que cobriam as paredes dos quartos das adolescentes. As bandas eram boas e tocavam bem? Quem se importava com isso à época?

 

O tempo passou e os rapazes do Duran Duran e do A-Ha envelheceram (um bocado). As moças também: casaram, tiveram filhos e, quiçá, alguma já virou até avó. Os rapazes que “gostavam de música” também cresceram e trabalham como camelos hoje. Ninguém se importa muito mais com ambas as bandas, nem com o que elas representavam quase trinta anos atrás.

 

O quadro se repetiu aqui, com o Foster The People. Os meninos são bonitos, são como filhos gringos do Eike Batista, criados à base de toddyinho, babás, leite de soja, e roupas de grife. Tocam bem, são eficientes no palco, mas, calma lá, quem se importa?

 

O Foster The People é ruim demais pra você que gosta de guitarras pesadas ou sei lá o quê. O Foster The People é bom demais pra menininhas recém saídas da puberdade, até uns 25 anos, que gostam de soltar a franga dançando como se não houvesse amanhã. Quem tá certo?

 

Ninguém. Ou, melhor, tanto faz. O Foster The People é uma banda que tanto faz, servirá como revival quando essas guriazinhas que se esgoelaram no Lolapalloza forem quase avós – se a banda existir até lá.

 

Se irritar com o Foster The People é dar atenção demais a uma banda inexpressiva, que, afinal, fez um dos shows mais empolgantes do festival – se você tiver menos de 25 anos e não se importar muito com o que tá ouvindo, claro.

 

01. Houdini

02. Miss You

03. Life on the Nickel

04. I Would Do Anything for You

05. Broken Jaw

06. Waste

07. Love

08. Call it What You Want

09. Don’t Stop (Color On the Walls)

10. Warrant

11. Helena Beat

12. Pumped Up Kicks

 

—JANE’S ADDICTION—

 

É, Perry Farrell também gosta de brincar de música, não só de empresário ou de ser um mala-sem-alça. Depois de tudo montado, organizado, é hora de se divertir. E ele fez isso mais até que seus clientes, o público, com o Jane’s Addiction.

 

Há dois discos bons do Jane’s Addiction: “Nothing’s Shocking”, de 1988; e o ótimo “Ritual De Lo Habitual”, 1990. Depois, a banda degringolou, pra nunca mais se achar. Em cima do palco, porém, com a concorrência impossibilitada de competir, por inexperiência ou por incompetência mesmo, a banda do Farrell e do (grande guitarrista) Navarro nadam de braçada, fácil, fácil.

 

Bastou ouvir “Stop”, “Been Caught Stealing” e “Ain’t No Right” pra ver que o Jane’s Addiction é banda ideal pra esse tipo de vento.

 

Mas não salva a pátria. Serve pra divertir só o dono.

 

01. Underground

02. Mountain Song

03. Just Because

04. Been Caught Stealing

05. Ain’t No Right

06. Ted, Just Admit It…

07. Twisted Tales

08. Jane Says

09. Chip Away

10. Three Days

11. Stop!

12. Ocean Size

 

—ARCTIC MONKEYS—

 

Finalmente, o Arctic Monkeys. Depois de enfrentar um bocado de lixo (Golgol Bordello, Friendly Fires, Foster The People, Thievery Corporation e sei lá mais o quê), finalmente o Arctic Monkeys.

 

A expectativa era grande pra ver Alex Turner e companhia mais uma vez ao vivo. Havia visto no TIM Festival de 2007 e na Inglaterra ano passado. A diferença entre um show e outro já havia sido gritante. Enquanto o do TIM era na Arena Anhembi, um local aberto, na Inglaterra, O O2 Arena é mais acolhedor e a banda cresceu muito, até em experiência.

 

Aqui no Lollapalooza, como headliner, temia pelo pior, mas torcia pra dar tudo certo. Tudo, tudo, não deu. Mas não foi um show ruim. O Arctic Monkeys só é uma banda mais madura, já conhecendo mais seu público, a ponto de começar, sem mais, com a dupla ” Don’t Sit Down ‘Cause I’ve Moved Your Chair” e “Teddy Picker”.

 

Se você conhece realmente o Arctic Monkeys, não teve como não gostar do show. Pode ter ficado com aquela sensação de que falta punch, mas com “Brainstorm”, “I Bet You Look Good On The Dancefloor”, “Brick By Brick”, “If You Were There, Beware” e “Do Me A Favour”, fica difícil não gostar.

 

Alex Turner tá com aquela cara de Rauzito, na época de Os Panteras, serião, sem um pingo de vontade de dar risada ou de interagir com o público, mas tá lá pra fazer seu trabalho – e obviamente lutando pra amadurecer mais rápido.

 

Experiência de palco se ganha no palco, claro. Não dá pra acelerar isso. Só que eu tenho dúvidas se o Arctic Monkeys será muito melhor do que isso no futuro. Como toda essa geração pro qual o Lollapalooza foi pensado e feito, há uma distância sobre o que era bom no passado e o que funciona no presente.

 

Essa geração viu talvez “o festival da sua vida”, aquele que todos vão contar pros filhos e netos. Serve pra quem tem até 25 anos e pro resto, pros mais velhos, salva-se uma coisa ou outra e sobra muita crítica. Pra essa moçada (na qual me incluo, em mente e espírito e vontade), foi algo inesquecível.

 

É o festival de uma geração, “Fluorescent Adolescent”, tal e qual seu produto maior, o Arctic Monkeys. Acostumemos a isso, enfim. Os anos passam, as gerações também.

 

01. Don’t Sit Down ‘Cause I’ve Moved Your Chair

02. Teddy Picker

03. Crying Lightning

04. The Hellcat Spangled Shalalala

05. Library Pictures

06. Brianstorm

07. The View From The Afternoon

08. I Bet You Look Good On The Dancefloor

09. Brick By Brick

10. This House Is A Circus

11. Still Take You Home

12. Evil Twin

13. Pretty Visitors

14. If You Were There, Beware

15. Suck It and See

16. Do Me A Favour

17. R U Mine?

 

BIS

18. When the Sun Goes Down

19. Fluorescent Adolescent

20. 505

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lineup_lolla2013.jpeg

 

 

 

PORRA

 

LINE UP LINDA MERMAO QUE ISSO

 

 

PEARL JAM ICONE

 

DEADMAU55555555 PORRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRA

 

MADEON BOM DEMAIS

 

RUSKO ETC SOU AMANTE DE MUSICA ELETRONICA FODAM-SE

 

TWO DOOR CINEMA CLUB DESCOBRI NO FIFA E VIREI FAN ESCUTEM BOM DEMAIS

 

 

BEM ESTAREI LA QUEM MAIS VAI?

 

 

TOU GOZANDO

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Visitante Madz0r

Fora da realidade ou não estarei lá com meus ingressos a la estudante.

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Pra quem tem meia, é um preço justo. Não-estudante sofre mesmo, ainda mais com a taxa ridicula (e ilegal) do festival.

 

No mais, quem tiver dinheiro e quiser ir, recomendo muito o festival. Ano passado a organização e o festival inteiro foi sensacional. Esse ano não vou nos 3 dias por falta de interesse nas bandas. Vou esperar os dias de cada banda e pensar se vale a pena. Tô afim de curtir Black Keys.

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Visitante Madz0r

To indo ae muito mais pelo lado electro do que pelo rock.

Pra mim só Foo Fighta já valeu.

 

Mas Kaskade, Deadmau5 e Steve Aoki.

drop the cherry bombs.

estarei lá empilhando meus copos de heineken de lado da tenda, novamente.

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eu tenho que dar um jeito de ir nesse, não posso deixar passar a chance de ver o QOTSA dessa vez, mesmo assim gosto de várias outras bandas nesse line up.

 

só ficaria melhor se conseguissem colocar o Soundgarden que acabou de voltar e nunca tocou aqui

 

Pra mim só Foo Fighta já valeu.

 

foo fighters? eles foram no último Lollapaloosa se era isso que vc tava tentando dizer

 

mesmo assim a banda anunciou que vai dar um tempo, vi eles ao vivo no Rock in Rio 3, foi divertido , pena que o som tava uma droga

Editado por Cyco

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Visitante Madz0r

eu tenho que dar um jeito de ir nesse, não posso deixar passar a chance de ver o QOTSA dessa vez, mesmo assim gosto de várias outras bandas nesse line up.

 

só ficaria melhor se conseguissem colocar o Soundgarden que acabou de voltar e nunca tocou aqui

 

 

 

foo fighters? eles foram no último Lollapaloosa se era isso que vc tava tentando dizer

 

mesmo assim a banda anunciou que vai dar um tempo, vi eles ao vivo no Rock in Rio 3, foi divertido , pena que o som tava uma droga

 

Estou dizendo que estive no primeiro Lolla e fiquei muito sastisfeitxu de ter visto show do Foo, que espero desde que conheci a banda.

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Todo mundo falando que ta caro. Quanto morre no festival?

Vai ser no jockey club novamente?

 

Cada dia R$175 se tu tiver meia-entrada...

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e eu deixei de ir no loola do ano passado logo pq tava rolando um boato brabo que o foo fighters podia cancelar o show por causa da voz do dave e porque eles tinha cancelado o show anterior

 

Tou fora do forum se foder

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Visitante Madz0r

Cada dia R$175 se tu tiver meia-entrada...

 

Bote o ingresso + 8 pau cada copão de heineken + táxi.

Dá em torno de 270 pau por dia.

Fora aditivos, if u know what i mean. :shutup:

 

e eu deixei de ir no loola do ano passado logo pq tava rolando um boato brabo que o foo fighters podia cancelar o show por causa da voz do dave e porque eles tinha cancelado o show anterior

 

Tou fora do forum se foder

 

ficou esse boato mesmo, ainda mais quando o show da argentina antes do brasil tinha sido um fiasco.

ainda bem que não aconteceu. :sambinha: :sambinha:

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