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Syftner

Final Fantasy XIII

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Plataforma: PS3 (360 Também, apenas na versão americana)

Gênero: RPG

Jogadores: 1

Online: Ausente

Lançamento: 17/12/2009 (Japão) 09/03/2010 (EUA)

Produtora: Square-Enix

 

 

Observação inicial:

 

Peguei esse modelo de reviews do Executioner. Espero que não se importe. Achei tão organizado e bacana. ^_^

Já deixo avisado duas coisas: Primeira eu gostei do jogo, então os que esperam um review massacrando para poderem criticar, terão de procurar em outro lugar. Foi mal. ^_^ Segundo, embora eu cite alguns pontos factuais, fica bem claro minha opinião, sinto muito mas não estou com vontade de tentar ser imparcial. Esse review é mais para expressar minha opinião com um pouco de embasamento. Por último não colocarei spoilers da história, mas irei comentar mêcanicas do jogo, então que quer descobrir absolutamente tudo por si, cuidado.

Se eu errar em algum nome em inglês, por favor, me corrijam.

E como esse é meu primeiro review aceito dicas.

 

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Um jogo que gerará amor e ódio, como em sua história. Irônico.

 

 

Introdução:

 

Final Fantasy XIII é o primeiro jogo da franquia nessa geração, não só isso, como provavelmente um dos mais polêmicos. Não só devido ao enorme hype que os jogadores, a imprensa e a própria SE fizeram em cima do título, como a decisões arriscadas e diferentes. O resultado é que antes mesmo de sequer ter sido lançado aqui FFXIII tem encontrado fortes críticas, algumas vindas de quem jogou, outras de "eu ouvi de um amigo meu que conhece alguém que jogou". Então não só muita desinformação tem sido repassada, como muitas críticas injustas. Outras justas. Tentarei abordar o máximo das críticas e colocar o que tem e o que não tem no jogo. Ao final das contas, de forma diferente FFXIII fez algo semelhente ao FFXII, conseguiu muita gente reclamando do título. :P

 

 

História:

 

O governo de Cocoon, Sanctum(聖府) está fazendo a Purge, todos aqueles que são l'Cie de Pulse e os que estiveram em contato com eles. Expulsam aqueles que estão contaminados para Pulse por trens. Em um desses trens se encontram Lightning e Sazh, dois dos protagonistas, que vão contra o governo. Enquanto isso na cidade Snow e sua equipe Nora combate o governo para liberar e salvar os exilados.

Essa é a premissa básica do jogo, o início. Você irá acompanhar a história de seis personagens, em diferentes combinações, enquanto eles vão descobrindo e entendendo suas missões. E embora tenhamos alguns que se destaquem na liderança, como a própria Lightning, não temos um que seja exatamente O protagonista.

 

O enredo começa confuso, o jogo lhe joga no meio da ação e não explica, inicialmente, conceitos básicos como sobre o que são os l'Cie ou os fal'Cie. Se você não leu nada antes, como eu, pode ficar boiando um pouco. Além disso parte do passado próximo, assim como elementos dos acontecimentos ficam obscuros durante muito tempo, deixando o jogador um pouco perdido na história. Mas acredito ser essa a intenção dos criadores, pois aos poucos vão revelando detalhes e ao mesmo tempo em que as coisas vão acontecendo vai sendo contado o que aconteceu nos treze dias anteriores ao início do jogo.

 

 

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Fang lidera no quesito cinismo.

 

Não é o melhor enredo do planeta, nem o mais elaborado, mas considero-o um bom enredo. É sim um drama dos personagens, as perdas, o sofrimento e injustiças. Assim como envolve superação amor e "mamoru", que muitos reclamaram. E embora seja meloso, não é mais meloso que o próprio FFX. A diferença fica no tema, FFXIII aborda menos romance e foca mais nas escolhas. É interessante que eu vi no "programa" da PSN japonesa em que eles classificavam o tema do jogo como "escolhas". Embora seja muito recorrente o "mamoru" ou "kiseki" (milagre) o real tema por trás de todo jogo são realmente as escolhas. O jogo lhe propõe a mostrar as interações entre personagens, o relacionamento deles e como isso vai mudando de acordo os fatos recentes e as descobertas do passado.

 

O que torna esse FF realmente interesse é que embora não seja uma história diferente, é uma abordagem diferente. As cut-scenes são frequentes e, muitas vezes longas. Não é incomum no meio da dungeons os personagens conversarem, discutirem ou discordarem. E assuntos que se estabelecem em uma cut-scene não simplesmente desaparecem depois. São desenvolvidos, elaborado. Até mesmo enquanto você caminha os personagens têm diálogos e comentários pertinentes com suas personalidades. Com isso o jogo consegue desenvolver os personagens e mostrar a relação deles melhor do que qualquer outro Final Fantasy fez.

Todavia isso vêm a um custo: os side-kicks. Se personagem secundário é normalmente mal explorado, em FFXIII beira o não ser nada explorado.

Quando eu vi a linha de Action Figures que a Play Arts iria lançar de FFXIII eu estranhei, tinham os seis personagens principais e duas summons. Pensei que os vilões viriam em outra leva, por assim dizer. Na verdade isso era representativo. Assim como os personagens secundários, os vilões ficam apagados e mal explorados. Alguns dele tem tão pouco tempo em tela que se você se questiona se realmente era um personagem necessário. E o vilão final, que apelidei carinhosamente de Sigma, é bem fraco, apesar de interessante, acaba por não se desenvolver. Embora isso atrapalhe um pouco, não chega a ser problemático.

 

Outro pequeno defeito fica por conta de buracos. A história é tão grande e envolve tanta coisa, e tão pouco é explicado que fica um pouco a sensação de buraco. Embora não seja realmente buracos, partes da história ficam sem ser exatamente explicadas mesmo após o fim do jogo. Ao que parece a SE espalhou a história em Novels e coisas do tipo também. Pra quem quiser saber todas as respostas, talvez tenha de explorar mais de uma mídia. Obviamente o enredo do jogo está contido em si, mas especialmente partes do passado são deixadas meio "no ar".

 

 

Gráficos:

 

Graficamente FFXIII é um espetáculo. Pra mim Uncharted 2 era o ápice em termos gráficos, mas mesmo com um competidor tão forte, FFXIII consegue apresentar resultados ainda mais impressionantes. Cada nova dungeon é um novo espanto. São cenários não só grandiosos como incrivelmente complexos e bem detalhados. Um mundo incrivelmente bem estruturado. A limitação de ser linear não faz com que você sinta que uma dungeon é apenas uma dungeon, ela parece ser apenas uma amostra do cenário, uma parte de um ambiente maior.

 

Embora não podemos ver aqui uma animação perfeita como vemos em Uncharted, com Drake pulando, balançando-se em cordas, etc, a animação de FFXIII é muito fluída. Cada personagem é trabalhado para ter uma movimentação característica, desde Lightning andando como uma militar, a Vanilla correndo e pulando sacudindo os braços, como já estereotipado. Até mesmo ao montar e cavalgar o Chocobo cada um dos personagens tem uma movimentação própria. E as roupas são assustadoramente bem feitas, com tantos detalhes que me lembra o espanto gráfico quando vi Soul Calibur pela primeira vez. Tudo muito cheio de detalhe e cor.

Desnecessário dizer que dentro da batalha também todos são muito bem animados. As magias são impressionantes, embora não sejam longas, e muitas delas na tela ao mesmo tempo trazem um efeito muito bacana. As summons, assim como suas animações de invocação e golpes especiais são muito bem feitas.

 

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CGs que realmente impressionam, marca da Square. Mais impressionante é saber que estão fazendo Lip-sync até nas CGs americanas. Caro.

 

As cut-scenes in-game são outro espetáculo. Se o jogo impressiona, elas espantam ainda mais ao mostrarem o próprio gráfico do jogo melhorado. Como era de se esperar de um trabalho da Square, todas são animadas de maneira superba. A expressão dos personagens é outro elemento que ajuda a tornar as cut-scenes ainda mais impressionantes. Olho, boca, tudo isso em conjunto ajuda a estabelecer o sentimento do personagem e as dificuldades pela qual ele está passando.

Mas ainda mais impressionante são as CGs. Vem em menor quantidade, média de umas duas ou três por capítulo, mas são todas de quebrar o queixo. Embora seja dito que nessa geração não é mais necessário CG, as da Se são um colírio aos olhos. Com uma qualidade gráfica que me parece não deixar a dever as novas cenas do Blu-Ray de Advent Children, mostra cenas de ação e combate que são muito bem dirigidas. Algumas até mesmo remetem a FFXII, para os que gostam de lembrar.

 

Em resumo, arte, a escolha das cores, a variedade de cenários, os inimigos, tudo combina para mostrar um verdadeiro showcase gráfico dessa geração. Se tem um jogo que estabeleceu um novo patamar gráfico para ser quebrado, com certeza é esse. E se conseguirem com o Port do 360 atingirem a mesma qualidade a SE terá conseguido não só superar os exclusivos (Uncharted 2 e Gear os War 2) como ter feito um excelente trabalho nos dois consoles. É de admitir que é uma equipe muito competente assim como foi um grande investimento.

 

 

Jogabilidade:

 

Esse é um dos pontos mais interessantes em FFXIII, talvez onde eles se arriscaram mais. Normalmente um RPG sempre foi assosciado com sistema de batalhas estratégico, exploração, side-quests, cidades entre outras coisas. Embora FFXIII mantenha um sistema semelhante com nível e tenha batalhas estratégicas, ele remove praticamente todo o resto em nome da história. Quando foi falado que FFXIII seria "cinemático" acho que muitos não levaram a coisa tão a sério. Todo o sistema de FFXIII é feito para estar de acordo com a história. Então não, você não terá cidades como nos RPGs tinham. Tem ambientes urbanos, mas o conceito é diferente. Não se conversa com NPCs, não se vai em shop (eles ainda existem, no savepoint). Todas essas mudanças são condizentes com a história contada, elas fazem sentido. Até mesmo a falta de exploração está relacionada com a história.

 

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Embora belos o Cristarium não apresenta nenhuma grande mudança, mesmo com sua movimentação em 3D.

 

 

As dungeons são realmente lineares, embora algumas possam até ser confusas, e a exploração existe, mas em pouca quantidade. Mas um elemento novo nas dungeons é a interação um pouco maior com o cenário. Agora seu personagem pula, sobe, desce e atravessa escombros de acordo com o que os programadores querem. Embora não seja uma mudança excepcional para a jogabilidade, ela permite criar um ambiente mais crível. Já os báus, em muitos casos, apenas contém itens usados para melhorar suas armas, o que pode dar a sensação de falta de importância, no início do jogo. Algo semelhante ao que se vê em FFXII.

 

Falando em itens, vamos abordá-los. Temos basicamente cinco categorias de itens nesse jogo: Acessórios, Armas, Material, Utilizável e Key Itens. O último difícilmente vai importar alguém, eles dependem da história e não tem nenhuma outra importância além disso. Material é exatamente o que o nome diz, material para poder melhorar e modificar suas armas e acessórios.

Os itens utilizáveis podem ser divididos basicamente em Smokes e Itens de Batalha. Os smokes são usados antes do combate e servem como buffers, dando-lhe atributos. São interessantes e incrivelmente úteis, chegando ao ponto de desbalancearem o jogo de tão eficientes. Todavia isso é balanceado pelo fato de não se poder comprar os itens até depois de zerar. Não só isso como eles são consideravelmente caros, dificultando o acesso e o uso excessivo. Tem formas de conseguir mais fácil, mas aí é com o jogador.

Os itens de Batalha são um dos defeitos do jogo. Eles são em pouca quantidade e, em sua maioria, inúteis. A Potion pode até te ajudar no começo, mas em pouquíssimo tempo sua cura se torna tão pouca e a facilidade dos Healers tão grande que você simplesmente não usa. assim como outros itens de cura de status. Somente os Phoenix down continuam úteis, especialmente para uma revivida rápida. Apesar de serem um tanto caro no início do jogo.

Armas e acessórios podem sofrer upgrades. E aí temos outro defeito do jogo, muito dos updates são tão ridiculamente caros e o jogo pede tão pouco o uso que somente na hora dos extras você vai parar pra se preocupar com isso. Também sofre com o problema o fato de muitos acessórios serem bons no comecinho, mas em pouco tempo se tornarem tão inúteis que você sequer perde seu tempo com eles. muitos eu sequer cheguei a ter tempo de usá-los e só serviram pro troféu.

 

Analisando a batalha é fácil dizer porque muitos a consideram um dos pontos mais alto do jogo. É realmente excepcional. Em síntese ela seria uma evolução da batalha de FFX-2, que eu gostei muito. Você usa entre um e três personagens em combate, cada um tendo seu "job". Todavia, dentro da batalha ao se utilizar o L1 pode-se ir para uma lista de até seis combinações de jobs, entre os três personagens. E ali mudar o "role" que o personagem está desenvolvendo. Isso não só traz flexibilidade, mas amplia a gama de estratégias. O saber quem usar o que e quando mudar de Role determina, em muitos casos, o rumo da batalha.

São seis Roles: Attacker, Defender, Blaster, Jammer, Healer e Enhancer. O que cada um faz está bem característico em seus nomes. O que é interessante é que embora personagens possam ter um mesmo role, o uso desses personagens é diferente. Alguns personagens tem no começo um enhancer mais baseado em evitar dano, outros em fortalecer o ataque. Isso faz com que seja interessante analisar quem vai pra que role. Além disso cada classe dá diferentes bônus, tornando a combinação de classes algo essencial.

 

As batalhas não mais tem MP, então o uso de magias é tão comum quanto o uso de ataques físicos. Todavia existe o TP que limita algumas técnicas especiais. Essa barra tem cinco níveis, e algumas técnicas gastam um nível, outras dois e assim por diante. O TP recupera com as batalhas, podendo recuperar mais rápido ou mais lentod ependendo de sua perfomace.

 

O principal objetivo pra maioria será o encher a barra de Break.Todos os inimigos tem uma barra que enche com o dano, dependendo do tipo de dano. Ao chegar no limite essa barra 'quebra", aumenta a porcentagem e começa a diminuir. Enquanto estiver nesse estado o inimigo não só toma mais dano, como é mais sugestível a status e pode ter seus ataques interrompidos. Uma batalha pode ser rapida ou lenta, dependendo de como consegue por o inimigo em Break. Claro, nem todos inimigos são tão vulneráveis ao Break ou sofrem tanto o status break, aí depende do jogador adaptar sua estratégia.

Esse ponto é fortalecido com o ataque por trás. Quando se pega o inimigo de Surpresa a brra de break dele é elevada até próxima ao limite de quebrar, e você tem a oportunidade de colocá-lo rapidamente em Break. Isso pode fazer uma batalha que não tem a menor chance de você vencer em uma batalha fácil. obviamente nem sempre é fácil pegar os inimigos por trás, inclusive tem alguns inimigos que não podem, de forma alguma, serem pegos por trás. Também tem um pequeno bug onde as vezes você já enconstou no inimigo no ataque surpresa, mas ele lhe vê durante o tempo em que vai pra fraser a transição e você perde o ataque surpresa. Claro eu sofri muito com esse bug...

 

Como já e de conhecimento da maioria, você controla apenas o líder, deixando os outros fazerem o que decidirem. Todavia eles não são tão burros assim. Você pode scanear seu inimigo, com isso revelando draquezas e forças do mesmo. Com essa informação gravada seus personagens irão atacar justamente nessa fraqueza e evitar os pontos fortes. Mesmo que não scaneie, enquanto luta irá descobrindo as informações (elas vão aparecendo na ficha do inimigo, que acessa com R1) e seus aliados passarão a usar isso. então não precisa de se preocupar em ver seus aliados soltando uma Fire em um inimigo que absorve fogo. Mas nem tudo são flores. Eles são inteligentes, mas não muito. Não será incomum ver a AI tomando decisões que lhe desagradam e, em alguns casos, que podem lhe custar o combate. Notável uma vez em que lutava com um forte inimigo e minhas duas Healers, a líder era quem dava dano, acharam muito bonito se curarem e deixarem a líder com um HP ridiculamente baixo. O resultado foram quase cinco minutos de combate jogados fora. E nisso você nota o problema principal da AI: Prioridades.

A AI tem prioridades que muitas vezes não combinam com as suas prioridades. Por exemplo outra luta que tive, precisava de manter meus personagens com Haste, para poder curar e bater mais rápido, e a AI da Enhacer insistia em usar primeiro Protect, depois Shell, depois aumentar ataque, etc. Somente no último caso ela usava Haste. Resultado é que eu tive de usar a líder como Enhancer também, e mesmo assim tive problemas com isso. É um defeito "pequeno" e que só costuma aparecer em batalhas que exigem mais, normalmente os extras, mas que pode irritar bastante.

 

 

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É com certeza um dos melhores sistemas de batalha da série.

 

 

Apenas pra citar ainda temos como elementos na batalha o uso das summons. Ao serem invocados dois personagens saem e seu personagem passa a lutar ao lado de sua summon. Embora isso tenha pontos positivos: A summon recupera sua vida ao entrar e quando vai embora e te mantém vivo o tempo inteiro enquanto estiver ao seu lado, os defeitos as tornam quase inúteis. Inicialmente elas gastam muito TP, atrapalhando o uso de outras técnicas muito boas. Além de não poderem ser usados uma segunda vez na batalha. Segundo ponto eles são lentos pra bater e são fracos, tornando-os péssimas escolhas para ataque. Também são ruins para o Break, já que não enchem tanto, e caso use o ataque especial deles não só a barra de Break reseta, como inimigos em Break saem do mesmo. Por último não são bons escudos já que caso tenham de te curar, saem da batalha muito rápido.

As summons podem ser usada como uma cura rápida, mas é difícil precisar desse tipo de cura em batalhas rápidas e apenas poder se curar uma vez não é tão útil em batalhas longas.

 

Enfim, a batalha é rápida, dinâmica e muito empolgante. As missões que colocam a dificuldade em um patamar mais elevado são muito divertidas, uma pena o jogo não ter mais extra, ou não aproveitar melhor as próprias missões. Pessoalmente acho essa uma das melhores batalhas que a série já teve.

 

 

Som:

 

Primeiro as músicas. Vamos estabelecer meu gosto musical, para melhor compreensão. Amo a trilha sonora de FFVIII, adoro a do VII, acho boa a do VI e a do XII é bacana, mas não me cativa tanto. A do XIII eu achei simplesmente excepcional. Cada nova música eu tinha de parar na dungeon e ouvir pra poder apreciar. Músicas de extremo bom gosto, muito harmoniosas e que se encaixam perfeitamente com o momento. Nada de uma cena triste com uma música feliz. Chega ao ponto de mudar a música de batalha, em alguns lugares, para poder criar o clima. Música de batalha esta que acho excepcional. Um dos melhores temas de batalha em minha humilde opinião.

 

 

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Desde o tema de batalha do Laguna eu não gostava tanto de um tema de batalha

 

 

No quesito dublagem não tenho de reclamar. Voz da Lightning é forte e expressiva; a da Vanilla jovial e alegre; a da Fang cínica e irritada; Hope ingênuo e sensível; Snow corajoso e teimoso e Sazh maduro e reclamão. É incrível como a voz combinou com cada personagem e adapta com o momento. Tem carga dramática quando tem de ter e tem carga mais leve quando tem de ter. Foi uma dublagem realmente excepcional. Destaque eu dou pro Sazh que ficou tão boa, mas tão boa que é a primeira vez que vejo um japonês interpretando um negro melhor do que seu contraponto americano. É realmente uma pena a versão americana não ser Dual Audio, pois a dublagem japonesa está divina. Mas enfim, estão fazendo lip-sync até das cgs, então nem dá pra reclamar.

A dublagem peca um pouco com alguns NPCs, em especial o filho do Sazh. PUTA QUE PARIU, quem foi o retardado que colocou aquela voz pro moleque? Aquilo é coisa do capeta, meu deus. É muito ruim, parece um japonês de uns trinta anos tentando imitar um negro criança. É tenebrosa. De fato, se a dublagem americana conseguir ser pior vai ser a pior dublagem de todo o universo. toda vez que o moleque falava, dóia meus ouvidos. Talvez eu esteja sendo dramático demais, e estou, mas detestei a dublagem do moleque.

A dublagem dos vilões também ficou muito boa, só pra complementar.

 

Os outros sons não tenho do que reclamar, são bons. Criam a ambientação e ajudam a sustentá-la. Mas não lembre de nenhum que tenha se destacado, para mim.

 

 

Extras:

 

Quem espera um jogo como FFXII pode esquecer. FFXIII não tem nem de perto a mesa quantidade de extras. De fato seus extras consistem na exploração do ambiente que é proposto no capítulo 11, assim como nas missões. São 64 missões variando do ranking D até A. Embora as missões sejam muito interessantes, cada uma com sua própria história, muitas das missões ficam muitos sem graça. Além da repetição característica dos RPGs (repetir o inimigo com uma skin diferente) você acaba sendo obrigado a enfrentar inimigos comuns nas missões, fazendo você se questionar se não foi feito na pressa.

A vantagem é que pelo menos umas 30 missões são realmente divertidas e algumas propõe um excelente desafio.

 

Além disso o jogador fica apenas com a possibilidade de maximizar o nível, enfrentar as criaturas mais poderosas e completar todos os itens. Essa última sendo consideravelmente Time-Consuming e se você for azarado, pode demorar um bocado. Pra quem não se importa com o troféu e não tem interesse nas missões o jogo realmente fica um sem extras.

 

 

 

Conclusão:

 

FFXIII é um jogo interessante. Não só tem escolhas que tem grandes chances de desagradar os mais tradicionais, como ainda sofreu uma campanha de marketing pesada. Mas apesar de seus defeitos e de sua linearidade o jogo traz uma boa história, com excelentes personagens e um sistema de batalha muito bom. Talvez o jogo não venda bem, talvez esteja condenado a ser odiado, mas isso apenas o fará fazer companhia ao FFVIII e FFXII, dois jogos que considero excelentes. Apesar dos pesares a lineariedade não chega a prejudicá-lo e é sempre bom ver coragem de fazer mudanças. Na geração onde todos estão indo ao delírio com o WRPG, achei reconfortante ver uma história onde os personagens significam algo e que são desenvolvidos. Mesmo com a declaração da SE fico na expectativa de que FF não vá terminar tomando o rumo que Fallout 3 tomou encerrando aos poucos o gênero dos RPG puro. E ao que parece não foram todos os japoneses que detestaram o jogo, já que na pesquisa da Dengenki ele conseguiu segurar um segundo lugar.

 

 

 

Prós

 

- Excelente sistema de batalha;

- Excelentes personagens que realmente são desenvolvidos;

- História interessante;

- Trilha sonora espetacular e gráficos belíssimos;

- Bom desafio nos extras;

 

 

Contras

 

- Jogo exige pouco do sistema de batalha;

- Demora até consegui se localizar direito na história;

- Limitação de grupo nas Dungeons as vezes irrita;

- Linearidade;

Editado por Syftner

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lindo review...

lendo o review me pareceu uma mistura de Enchanted Arms com Infinite Undiscovery...

procede?

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Excelente review mesmo Stiffler, continue fazendo reviews imundo.

 

lindo review...

lendo o review me pareceu uma mistura de Enchanted Arms com Infinite Undiscovery...

procede?

 

Mistura da EA com IU? É padrão cagar e vomitar em cima, meu deus :lolmor:

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Pode usar o modelo a vontade, chapa. Aliás, está escrito do jeito que eu gosto, sem aspectos técnicos, nem notas, apenas feeling e opiniões baseadas em fatos. É o modelo que eu uso há anos (se bem que faz tempo que não escrevo nada, recomecei agora no PS3).

 

No mais, é o jogo que eu espero, já sei de seus defeitos e você exaltou as qualidades que me interessam, portanto, aposto que me divertirei muito com o que ele tem a oferecer de melhor.

 

 

(PS.: Acrescente fotos pra quebrar o mar de texto, pulei parágrafos por monotonia. Também coloque uma pitada bem pequena de maldade, ou piadismo, ou flamme, pra chamar a atenção, mas só pra temperar o texto, sem foder com a estrutura e o intuíto.)

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OTIMO REVIEW,

 

review tem que ser assim mesmo, passar a experiencia do jogo dizer o que gosta e o que nao gosta e embassar

 

mas fiquei com algumas duvidas

 

1 É MELHOR QUE FFX NA SUA OPINIAO?

2 ja enfrentou chefes mais fortes que o ultimo?

 

3 os inimigos seguem uma tematica mais definida? (ex: Megami, tem um ar demoniaco, Xenosaga etm um ar high tech)

4 a musica tema toca durante o jogo ou so nos creditos?

5 Snow é mongol mesmo ?

6 Hope é uma menininha chata?

7 O qto vc entendeu a historia?sabe japones fluente?

8 A Fang é um Auron like?é tao cool qto ele?

9 Qts horas ate o final?

 

Gostei que , a historia prometia explorar um lance mais de minorias , que ainda que o contagio deles representem risco para milhoes de pessoas, eles vao lutar pela vida deles.

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Excelente review, chapa.

Me empolgou a fazer um review também :P

 

 

Faça reviews, chapa. É cansativo, mas vale a pena. Já tinha tempo que eu queria começar, mas faltava um jogo que me empolgasse a falar mais dele. Valeu pelo elogio. ^_^

 

 

lindo review...

lendo o review me pareceu uma mistura de Enchanted Arms com Infinite Undiscovery...

procede?

 

Não joguei Enchated Arms (Alguém quer me vender por menos de 30 reais o original? :P), mas não tem muito haver com Infinite Undiscovery não.

 

A batalha é uma evolução da batalha de FFX-2, em minha opinião. É mais rápida, mais dinâmica, especialmente por você controlar somente um. E a facilidade de mudar de Role, que lembra o mudar de Job, torna a coisa ainda mais movimentada.

 

 

Excelente review mesmo Stiffler, continue fazendo reviews imundo.

 

Farei sim, chapa. Estou com um de Saint's Row 2. Talvez um de Trine também. ^_^

 

 

Pode usar o modelo a vontade, chapa. Aliás, está escrito do jeito que eu gosto, sem aspectos técnicos, nem notas, apenas feeling e opiniões baseadas em fatos. É o modelo que eu uso há anos (se bem que faz tempo que não escrevo nada, recomecei agora no PS3).

 

No mais, é o jogo que eu espero, já sei de seus defeitos e você exaltou as qualidades que me interessam, portanto, aposto que me divertirei muito com o que ele tem a oferecer de melhor.

 

 

(PS.: Acrescente fotos pra quebrar o mar de texto, pulei parágrafos por monotonia. Também coloque uma pitada bem pequena de maldade, ou piadismo, ou flamme, pra chamar a atenção, mas só pra temperar o texto, sem foder com a estrutura e o intuíto.)

 

 

Melhorou com as fotos? Tinha pensado em usar, mas acabei desistindo. Achei que ficaria excessivamente grande.

Sou ruim com flames, mas tentarei no próximo. ^_^

 

 

OTIMO REVIEW,

 

review tem que ser assim mesmo, passar a experiencia do jogo dizer o que gosta e o que nao gosta e embassar

 

mas fiquei com algumas duvidas

 

1 É MELHOR QUE FFX NA SUA OPINIAO?

2 ja enfrentou chefes mais fortes que o ultimo?

 

3 os inimigos seguem uma tematica mais definida? (ex: Megami, tem um ar demoniaco, Xenosaga etm um ar high tech)

4 a musica tema toca durante o jogo ou so nos creditos?

5 Snow é mongol mesmo ?

6 Hope é uma menininha chata?

7 O qto vc entendeu a historia?sabe japones fluente?

8 A Fang é um Auron like?é tao cool qto ele?

9 Qts horas ate o final?

 

Gostei que , a historia prometia explorar um lance mais de minorias , que ainda que o contagio deles representem risco para milhoes de pessoas, eles vao lutar pela vida deles.

 

 

1- Opinião puramente pessoal: Sim. Eu gostei mais dele do que do X. Gostei mais dos personagens, gostei mais da ambientação, gostei mais do design... O que o FFX tem de melhor do que o FFXIII é a sensação de tudo utilizado. Deixe-me explicar... o XIII tem algumas mecânicas que são mal utilizadas, o que faz você pensar se foi só um texto ou se o dinheiro já estava no fim mesmo.

 

2- Sim. Tem uma seis missões relativamente mais fortes do que o chefe final. E tem três inimigos comuns mais fortes do que o chefe final.

 

3- Eles seguem a temática do ambiente. Quando você está na caverna tem monstros semelhantes a cavernas, quando enfrentado militares você encontra máquinas, e assim em diante. Basicamente são monstros, pessoas e máquinas.

 

4- A música começa no final e segue pelos créditos. Não lembro dela ter tocado em nenhum outro ponto do jogo.

 

5- No começo, um tanto. Ele é muito insistente com o ponto dele, o que incomoda. Além disso ele fica repetindo a mesma coisa fazendo você ter vontade de dar uma porrada nele.

 

6- No começo, sim. Ele fica em seu drama com alguns acontecimentos. Mas não é uma menina passiva, toma algumas decisões sim. Vale lembrar que ele tem uns 14 anos, então é o mais infantil do grupo.

 

7- Fluente, de forma alguma. Mas entendi toda a história sim. inclusive em alguns pontos eu verifiquei as traduções, temendo ter entendido errado, mas todas batiam o que eu tinha entendido (inclusive algumas erravam. :lolmor:) e aí percebi que era o enredo que não esclarecia aquilo. Ou algo que tinha sido repentino...

 

8- Ela é cínica e revoltada, a mais brigona do grupo. Isso a difere do Auron, ela é mais do tipo de ir e fazer, tomar as coisas em suas mãos e executar o serviço. Auron era do tipo calmo e tranquilo.

 

9- Se você não parar pra fazer NENHUM extra, você zera em uma 35-40hrs. Se parar pra fazer os extras, deixando os mais complicados para após zerar, dá umas 60-70hrs. Eu levei 66hrs pra zerar e 112hrs pra completar tudo.

 

 

 

Sim, a história explora esse lado de sacrificar poucos em nome de um bem maior, de crenças, medos, ignorância...

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bem vou explicar mais ou menos o que eu quis dizer com parecer o Enchanted Arms com o Infinite Undiscovery...

 

 

Enchanted Arms:

 

-Jogo linear

-não há lojas

-itens são comprados em save points

-summons lutam com vc

 

 

Infinite Undiscovery

 

-Vc só controla o personagem principal

-jogo linear

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Há, sim, entendi. Nesse ponto sim. Só que ele é um linear mais FFX, menos IU. ^^

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porra, chapa, valeu pela ajuda com a duvida ai...

 

eu fui um dos que não quis ver vídeos sobre esse Final Fantasy pra não ficar com hype e tal, então não sei nada além do teu review... :D

o medo era ler algo ficar no hype e não curtir, se é que me entende!

 

alias, outra coisa que talvez pareça com o IU é as batalhas mais action... :P

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Gostei do review, apesar dos absurdos que vc postou nos outros tópicos, lol.

 

Achei o melhor FF, já que eu gosto mesmo é de um desenvolvimento de personagens e isso é similar à FF6 que também adorei, e achei os extras bom demais até, to fazendo ainda, nem sei se vou completar tudo pq acho q perdi um acessório e tal.

 

Mas discordo de ter graficos melhores que Uncharted 2, inclusive no seu review mesmo tem uma foto aonde o chao com texturas zero fica claro.

 

Mas os cenários são animais demais de fato.

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Só vou ler qndo pegar o jogo, mas parece muito bem feito pqp! (O review :P)

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Só vou ler qndo pegar o jogo, mas parece muito bem feito pqp! (O review :P)

 

 

Espero que goste do jogo, Dark Cloud. ^_^

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Legal. Apesar de terem me dito que o jogo estava linear, isso na época me deixou mais feliz pois eu imaginei que a história seria contada de uma maneira melhor. Depois do seu review, onde eu vi que, apesar das confusões com o enredo, o jogo vai desenvolvendo os personagens e o mundo ao redor deles, eu fiquei até mais aliviado. :)

 

Compra garantida.

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Macaco quer banana? DC já gosta de FF só por ser FF :lolmor:

 

 

Hahahahaha. Esse não tem perigo dele jogar usando só Berserk.

 

 

 

Sim, Ivusucram, o jogo tem um enredo mais desenvolvido. Não tem a complexidade do enredo de FFXII, mas não peca por personagens principais serem ignorados ou tempo excessivo entre cenas. Pessoalmente gosto dos dois. ^_^

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Massa demais seu review Sífilis, ler seu texto só aumentou meu hype. Estranhei as mudanças que descreveu mas creio que seja questão de se acostumar.

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Massa demais seu review Sífilis, ler seu texto só aumentou meu hype. Estranhei as mudanças que descreveu mas creio que seja questão de se acostumar.

 

 

Muitas são questão de acostumar sim. Com um pouco de prática você chega lá. A vantagem é que o jogo não aperta demais, então você tem chance de tomar seu tempo pra aprender. ^_^

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Agora que vi o review.

 

Muito bom mesmo o review, uma pena que eu não tive tanta afinidade com o jogo como teve, mas lendo seu review até deu animada com o jogo e tal, talvez até uma segunda jogada na versão international se tiver extras interessantes (sim, ainda tenho alguma esperança lol).

 

No mais, esse FF houve algo que eu nunca vi na vida, muita gente lembro no começo simplesmente amou o jogo, depois começou as mesmas começaram a odiar, Vaan falou que é o melhor FF e tal e agora fala que é decepção. Rei até o fim do jogo tinha opiniões extremamente animadoras e depois ficou quase hater e tal.

 

Bom, eu curti o jogo e tal, mas não tive nem um pico de felicidade e nem de desgosto, ficou o tempo todo meio que no morno com uns bon momentos aqui e ali para mim, o que de uma certa forma por ser FF e tal é meio decepção acho.

 

No mais, excelente review (sim, li tudo), espero que não tenha mudado sua opinião como os outros.

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