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Clube Aberto  ·  5 membros

Política.
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Sobre este Clube

"de assíndota em assíndota"

  1. O que há de novo neste clube
  2. Lógica dos lobos quando a caça resolve uma resolução muito profunda, porém diga-me o tu que de fato não era, mas é, no momento em que falo, e somente neste momento. Ergo "cogitants" sum. Semente e "orelha de ovelha quando ouve o lobo".
  3. Ganimedes

    Perfeito, Hegel.

    "A filosofia crítica, na verdade, já transformou a metafísica em lógica, mas, como já foi lembrado anteriormente, ela, assim como idealismo posterior, por temor diante do objeto, deu às determinações lógicas um significação essencialmente subjetiva. Com isso, elas permaneceram ao mesmo tempo presas ao objeto, do qual fugiram, e restou nelas uma coisa em si, um bloqueio infinito enquanto um além. Mas a libertação da oposição da consciência, que a ciência tem de poder pressupor, eleva as determinações de pensamento acima deste ponto de vista medroso e não consumado e exige a consideração das mesmas tal como são em si e para si o lógico, o puramente racional, sem tal limitação e consideração."
  4. Ganimedes

    Devir.

    O que vem a ser o devir? O devir de algo, nada mais é do que a modalidade de atualização de uma forma; é o meio de um resultado, cujo princípio é a diferença. Ontologizar o "rêico", ou coisal, ou ontologizar o mundo e a psíque, do qual o coisal participa? OOO é ontologizar o coisal, dar forma ao inanimado, e é o princípio da predição inócua, no final das contas, do êxtase sem gozo.
  5. Ganimedes

    Diferença e Devir.

    Se eu captar, mantendo as tensões inerentes às presença do "objeto", as diferenças do objeto, devo também, de algum modo, atualizar o devir; o devir, no caso, da diferença, pois as diferenças também tem devir, e o devir é, de algum modo, resultado das diferenças. Se estou falando de uma aceroleira, sei que floresce em determinada época do ano, que eu me lembre em agosto, sei que necessita de solo mais arenoso, dos tipos de doença que a afetam, etc; se tenho essas diferenças, observando um exemplar concreto, uma aceroleira de fato, sei qual é o devir segundo essas mesmas diferenças, "ideais" mas que diria que são "adaptacionais", e não por aquilo que observo de acidental no exemplar (se está de fato com doenças, se está em solo mais calcário, etc; não digo que não seja importante, no entanto, mas é pelas diferenças "adaptacionais", que são as verdadeiras diferenças, que observamos o devir do exemplar; seja numa planta, seja num governo, seja num casamento, etc; devir que "imita" de certo modo, o exemplar mais perfeito).
  6. Ganimedes

    Ontologia da Resolução.

    Bem, julgar as coisas somente pelos aspectos mais medonhos, ou mais brilhantes, é enfatizar justamente a própria visão sobre outras visões, até mesmo mais pessimistas. Vamos dizer assim, tem cobras que avisam a sua presença pelo chocalho, no caso da cascavel, tem cobras que não; existem cobras venenosas, e cobras não venenosas. Se eu digo, "toda cobra é venenosa", estou dizendo no fundo que "o veneno da cobra é venenoso" e não que "certas cobras são venenosas, pois produzem veneno em certas glândulas", etc. Quero dizer, a diferença percebida é essencial para sabermos as dimensões reais, ontológicas, do problema a ser resolvido, para o resolvermos de fato; a ontologia, e não a lógica, é a ciência fundamental para entendermos o problema e a sua melhor resolução. Tanto o pessimismo quanto o otimismo estão deslocados da lógica da resolução. É o mesmo que pensar, "quando a chuva cai, molha a terra", ao invés de calcular a intensidade da chuva, mas de um cálculo preditivo, e não um cálculo que somente enxerga os números sem a realidade ontológica que sustenta todo movimento, e o que quer que seja "movimentado".
  7. Os cristãos, num concílio desses aí, há muito tempo atrás, 200 d.C, ou próximo disto, resolveram que Deus, que segundo eles é o próprio Cristo, é "animalidade perfeita e racionalidade perfeita". Eu penso seriamente que esta é a raíz fundamental do nihilismo moderno, considerar o Cristo, ou seja, "aquele que é deus e determina o próprio destino", "animal perfeito" quando na verdade a traição de Cristo prova que a sua "animalidade", o seu senso de perigo em parte falhou; o animal perfeito não é sacríficio nem caça, também não muito predador, mas o dominante herbívoro, na minha opinião; porém a racionalidade perfeita é, de fato, enxergar muitos milênios, eras, e perceber claramente o sentido de seu "sacrifício" ou "de como as coisas irão se realizar segundo a vontade de Deus". Eu creio que esta é a porta de entrada para o nihilismo na religião e na ética humana; os animais também tem ética, só não tem consciência de uma "natureza" que os estrutura, nem de uma "lógica" que provêm do senso de eternidade.
  8. Se toda verdade é "existência", o "em si da verdade" é potência. Se toda verdade é essência, então o "eu vi" ou o "eu percebi" se torna "aparência". Nem uma coisa nem outra coisa. A verdade é o gosto de empada, o sabão lavar roupas, no céu tem estrelas, etc. Não o "aqui e agora" que é o "eu e eu mesmo", mas "alteridade", verdade que é alteridade, e nada mais nada menos do que o "mais de alteridade e menos de diferença".
  9. Ganimedes

    É autismo conversar com Deus?

    Bom, como se dão as coisas do pensamento? Melhor dizendo, das coisas que chamamos de "vida"? Acordo, alguma coisa acontece, algum resultado produzo do meu delírio onírio, e novamente durmo. Mircea Eliade nos diz que o mito reflete uma realidade epistemológica. Eu creio, de uma maneira mais radical, que o mito reflete uma realidade ontológica, mas de uma ontologia dos fatos. O mito é a verdadeira ciência do fato concreto.
  10. Ganimedes

    O logos do problema.

    O logos do problema é o seu "devir imanente", que oculta o pensamento por uma espécie de "mística da linguagem". A linguagem tem total autonomia quanto ao pensamento em alguns, mas mesmo nesses a linguagem revela um pensamento, que é passível de elaboração e estudo. Falar sobre linguagem é falar sobre o "signo arbitrário de Peirce"; Platão julga parte dos signos não arbitrários e parte arbitrários, mas ele enuncia a relação entre nome e existência real, e outros tipos de relação; mas de fato, é saber, para nós, se um nome produz existência, ou se é a existência que produz o nome. Imanência é aporética, assim como "estar de mãos amarradas" por não conhecer o logos da forma do problema; problema não formalizado, problema impossível de resolver. Portanto, é às formas concretas que devemos recorrer e não às "aparências noumênicas" de um devir esático, mas cujo conceito também é estático. Nome, nada mais é do que o logos da forma. Logos, nada mais é do que movimento. E movimento é "andar com os pés, e não com as mãos", "não olhar duas vezes da mesma maneira", "falar como falam os deuses", etc.
  11. O topos, o lugar de onde se discursa, pode ser, de algum modo, validado por si mesmo, quando uma organização social tende ao formalismo e à burocracia. Não estou dizendo que o diploma não seja válido, mas que QUALQUER diplomado, no seu discurso, seja válido um absurdo. Inclusive, os não diplomados. Quando maior a especialização técnica, menor a capacidade de julgar o "para que serve", pois toda atividade técnica existe à parte dos "porques" que a produziram num primeiro momento, não tem autonomia de princípios. A vontade sempre deve estar associada á verdade, num consórcio indissolúvel, e num casamento ideal entre ideia e princípio; casamento ideal, porém perfeitamente possível, e REALIZADO perfeitamente no socius platônico, que é concreto, ou seja, realizado no momento do discurso e no momento da ação. Agimos, no instante, e segundo a nossa vontade, que nada mais que é verdade total. Ou cem por cento verdade, ou recusa do que é falso "em si mesmo" e "para si mesmo".
  12. Ganimedes

    Fenomenologia da Vontade Política

    O podemos pensar sobre a "vontade política"? Uma vontade politicamente estruturada, que leva em conta o jogo de forças políticas que produzem as transformações necessárias dentro de uma relação entre éticas nacionais? Bobagem! Eu penso que vontade política é sobretudo a vontade politicamente orientada; mas não, necessariamente orientada por um partido, mas por uma vocação nacional; toda nação, segundo Pitirin Sorokin, tem uma obra maior, que é a contribuição da civilização em questão, para toda a humanidade; os gregos, a filosofia, os romanos, o corpus juris, os chineses, o pensamento prático, e por aí vai; realizar essa "vocação nacional" não seria realizar o que uma nação está destinada a ser? Podemos pensar inclusive na nossa geração, como dotada de uma "vocação"; e que vocação seria essa, senão, a verdadeira participação política, séria e consciente? Essa "vontade política", que nada mais é do que "vocação de uma nação, de uma geração, de uma civilização" é o centro motor de uma fenomenologia da vontade política. Vocação nacional é, se pensarem bem, muito diferente do que a ideia de uma produção, de uma criação, agora universal, realizada por uma civilização, como uma planta que só frutifica uma vez somente; a vocação sempre se renova, por um novo discurso "da vontade política", gerado das raízes profundas de um povo com a sua própria "cultura", raízes que ora estão em um lugar, ora estão em outro, desde que encontrem o corpo social adequado para o desenvolvimento da Ideia. É preciso que cada um, nas suas diferenças, tome seriamente a vocação nacional como vocação efetiva, real, seriamente ponderada, e correspondente ao que realmente somos enquanto nação, o que podemos fazer pela humanidade.
  13. Ganimedes

    Fenomenologia da Vontade

    O que é a vontade? Vontade de que? Quando digo "vontade" o que quero dizer com isso? É bem possivel que eu queira dizer um "poder de deliberação", um arbítrio dentro de uma possibilidades de escolha que surgem desde dentro do sujeito, vamos dizer assim. A vontade de alguém parece ser a sua "liberdade", a sua ação deliberada cuja origem é o "si mesmo". Mas dizer isso, é o mesmo que dizer que o sujeito tem origem em si mesmo, mais ou menos como produzir a própria vida, ou ser gerado de si mesmo. A vontade não pode ser isto. A vontade mais parece como "a vontade do passáro de mudar para uma corrente de ar mais favorável ao seu vôo ou a sua caça", ou "a vontade da raposa de parecer o que não está querendo, para atingir mais depressa os seus fins", etc; a vontade também parece não estar dissociada da "forma do corpo"; se uma pessoa é gorda demais, e isso a incomoda, ela provavelmente vai desejar emagrecer. Se agir conforme a própria vontade não pode ser deliberar o próprio existir, só pode ser de fato agir de acordo com o melhor, com o melhor "para si mesmo" e o melhor "em si mesmo".
  14. O que é criar alguma coisa? Primeiro, existe criação sem uma matéria a qual imprimimos certas transformações? Seja a psicologia alheia, seja o modo de operar uma máquina, toda criação pressupõe uma matéria, ou um "agente" numa linguagem pouco usual. Então, sob qual matéria criar? É melhor esculpir em pedra sabão, ou em mármore grego? Eu penso que as obras de Aleijadinho, por exemplo, não podem ser dissociadas do drama de sua existência; ele pode ter sido uma pessoa má em alguns momentos, eu não sei, mas o sofrimento e o impulso criador que transcende qualquer tipo de limitação, eis a criação de fato. Criar é superar um limite, limite este que, a partir do momento que é superado por um homem, daqui a certo tempo, será superado por todos; obviamente, certas técnicas não são de alcance universal, mas o universal da técnica é de uso comum por todos aqueles que possuem o dom de pensar. e pensar sobre a realidade.
  15. Bem, Kant seguindo em parte as ideias do iluminismo vem com a ideia de que é preciso "saber ousar nas coisas referentes ao saber" e "o que ousa, sabe". Mas o que de fato ele quer dizer com isso? Ao meu ver, a consequência óbvia, é fazer as pessoas, ao invés de se acercarem da realidade, como numa caçada, ou como numa pesca, na qual a realidade é o ganho e a procura principal,. em que o nosso pensamento se amolda a realidade, e não a realidade ao nosso pensamento, percebecem algo de importante e depois se apegam ao fetiche verbal que elimina o "conhecimento substantivo" do que foi percebido. É subjetivismo, no final das contas "saber ousar" e "ousar saber". Ambos dão na mesma, e no fundo querem dizer a mesma coisa. Kant é certamente uma pessoa com NENHUMA competência filosófica. A crítica da razão pura não é bem um livro, mas uma jaula da qual quem detêm a chave hoje em dia são as grandes corporações. Kant é mais um ético do que um filósofo.
  16. A política é viver por meio de uma representação, para os modernos. Para os gregos, me parece que é viver em devir constante com a natureza dos deuses.
  17. Ganimedes

    Anima e Animus, será?

    A psicologia junguina, do jung tardio, usa desse par conceitual para explicar comportamentos "masculinos" em mulheres e comportamentos "femininos", em homens. O homem possui em essência uma vontade de paixão. A mulher, po sua vez, é racionalidade sob benefícios; isso já é mais que consabido. Pois bem, vamos começar por uma certa hipótese: admirar homens é conhecer, por meio da aparência masculina a essência feminina. Ter amizade por homens é, de algumn modo, conhecer a racionalidade feminina. No que essa tese erra? Ela considera um masculino separado do feminino, quando na verdade existe uma conjunção entre "o que é feminino", e "o que é masculino"; o ser torna-se naturalmente "feminino" em contato com mulheres com postura masculina, e torna-se masculino, em contato com mulheres femininas. A sexualidade só existe em devir. Agora, eu me "submeter" a uma mulher, à maneira de deixar ela à vontade e gostar de se expor, é diferente de eu ser mulher para agradar mulher, o que na natureza não funciona, mas existem homens que pensam assim. O que acaba por criar uma sexualidade imanente, sem contato, e no final das contas totalmente autoerótica, um gozo do qual é cada um por si. Vamos conceber outra tese: o homem, naturalmente gosta de mulheres que variam entre uma postura agressiva e uma postura passiva; a mulher seria o o ativo-passivo, e o homem, o passivo-ativo. O que isso quer dizer? Que a primeira a agir num relacionamento é a mulher, a primeira a solicitar. Isso qualquer um que tenha relações saudáveis sabe do que estou falando. O sexo, quando não é estupro, necessita do desejo da mulher, mesmo que seja um "não quero mas quero". A primeira a agir e a que goza pela consequência de suas ações. O homem espera os sinais da mulher, e age em conformidade a estes. Parece uma tese mais correta do que "homem que comporta o feminino" e "mulher que comporta o masculino".
  18. Primeiro, o Brasil pode se tornar uma potência regional, mas tenho sérias dúvidas no que diz respeito a se tornar uma grande nação. O mercosul me parece falido, os investidores provavelmente farão de tudo para boicotar o comércio entre as "nações irmãs". Provável que os investidores vençam, e os países da américa do sul se tornem em parte economicamente ativos, em parte culturalmente resistentes; mais do que o Brasil. A cultura no Brasil, que é justamente o que faz um grande nação parece que já alcançou o seu apogeu. Segundo, aposto com certo desrprezo que no futuro o Brasil se tornará uma nação de consumidores. Aliás, como sempre foi; um país sem arquitetura popular, sem uma identidade, sem uma economia tecnologicamente forte, não tem como vencer a lógica do consumo e as mentes americanas. Bolsonaro cumprirá o seu papel, mas não espero grande coisa. Terceiro, o desdém do brasieliro pelo conhecimento fará desse país a nação mais ignorante, mais despreparada emocionalmente, e, por isso mesmo, mais conservadora quanto aos seus costumes "tribais", ou regionais, como é dito. Eu creio que numa cultura sadia não há apego a sua própria tradição, mas uma preocupação cosntante em inovar e criar novos modos de existência e produção, seja econômica, técnica, etc. Quarto, talvez seja possível mudar a bandeira, mas o verde e o amarelo provável que prevaleça. Parece uma coisa banal mas a bandeira é o signo de uma mentalidade que agrega em parte a lógica do grupo. Tem sua importância.
  19. Ganimedes

    O Espelho da Verdade

    A mentira que aceitamos naturalmente nos emburrece; no homem, produz a neurose, nas mulheres, a histeria (acreditar nas próprias palavras sem ter o que verificar na realidade). Paul Diel, psicólogo panpsicologista, escreveu um livro intitulado "O Simbolismo da Mitologia Grega"; um livro pesado, hardcore, mas bom para entender o que vem a ser o "espelho da verdade", presente de Atena à Perseu, que por sua vez o usou para enfrentar o "efeito petrificador" de Medusa. Na verdade, Medusa se torna Perseu, e Perseu, a Medusa. Nisto é que consiste o poder do "espelho da verdade". A verdade tem esse poder "pan-lógico" de estabelecer a felicidade para aquele que a possui; a verdade traz a esperança, que é as primícias de uma longa e terna felicidade; seja conjugal, filial, estética, etc. Ou até mesmo, intelectual, o amor que alguns tem a "deusa Inteligência". Fim.
  20. Ganimedes

    Qual é o maior: Chile ou Portugal?

    A cultura chilena é fraca e a portuguesa é forte? Alguém já ouviu falar em Pinochet? E em Revolução de Cravos? A questão de Angola é seríssima. Matança generalizada. Mas o Chile parece ter cultura marxista. Resistência? O que querem dizem com cultura de resistência? De violência? Bem, o que é violência? Agressão? Agressão é o que? Uma transgressão. De que norma? Da lógica, no final das contas. Só há crimes contra a lógica. Nenhum criminoso é santo. Pinochet eu suspeito que tenha matado o Allende, ou mandado matar. A revolução dos cravos ajudou em que Portugal? Em que um governo militar, feito de gerenciadores e de tipos como Figueiredo tem a contribuir com o Brasil? Delfim Neto é o gênio que todo mundo acha que ele é? Tem algum mérito, mas é santo? No fundo, tornou a nação uma nação de maus economistas, dinheiristas. Melhor duas crises do petróleo, do que uma só; ou três. Uma pena! Treze colonias, e uma fome de comer insaciável! Comer gado, comer trigo, comer milho, comer tudo o que a terra dá. Uma fome miserável. Terra de índios da pele rosada. Come trigo, come pão, o indío só quer comer carne muito bem passada! Melhor matar índio, e tomar a terra pra gente! Vamos matar indío e tomar a terra pra nós! Por hoje, chega.
  21. O desejo que a mulher atende, geralmente, não é o do homem, do seu parceiro, mas do mercado. Este é o verdadeiro "pecado original". Mas o que é o mercado? Um esquema matemático-metafísico, ou um simples jogo de forças sublimado pelo ethos econômico, o ethos dos conceitos? Seria, certamente, ao jogo de forças. A mulher é escrava do poder que, cada vez mais, retira a sua liberdade. E inimiga do homem, que pode certamente lhe dar tudo o que realmente deseja mas que culturalmente acreditamos ser impossível.
  22. Perceber uma forma, ou seja, um esquema de possibilidades, é muito simples: toda forma tem uma tensão que implica em existência, o seu "sistir para fora". Não há tensão sem forma, sem percepção de um forma, e isso até os animais tem. Captando esta tensão inerente a forma, eu captei a forma essencial, o esquema de uma forma; acidentalizando, ou seja, testando o objeto no seu limite, eu tenho a probabilidade. Acrescendo os próprios, as propriedades constantes, eu tenho a forma lógica, ou seja, o esquema total e absoluto de todas as possibilidades. Isso é natural, e é próprio da nossa vontade. O que embota essa capacidade é a mentira que aceitamos como verdade, que nos faz "perder a tensão da forma" e viramos, no final das contas, mulheres. As mulheres naturalmente são assim. A mulher não suporta tensão. Quando a suporta, não é numa atitude natural e sim com o suporte de uma autoridade masculina. Creio que esteja claro.
  23. O Mário tem diabolite, ou seja, fala as vezes como um "Rei da Mentira" mas nessa ele acertou, apesar de ter misturado ouro com merda. Muita coisa não dá para demonstrar, e sim é muito mais prático mostrar. Essa é minha "técnica".
  24. Bem, Russell errou tudo o que previu, segundo Olavo de Carvalho. É o mesmo que dizer, previu tudo às avessas. A que se deve isso? René Guenon, do mesmo modo, previu, segundo a sua estratégia, de que a China jamais seria comunista. Um erro inteligente, pois assim se criaria um eixo de dispendio de forças na ética comunista para o mercado chinês. Existem erros que se referem a uma possibilidade que se quer realizar. Nunca será assim, e então acontece. Remove-se o negativo da forma, negando a existência da forma. Uma mulher conta uma mentira para testar um homem: "és gay?" Coisas assim. Se ele diz que não, perde; se ele diz que sim, também; se ele diz, por exemplo, "todo mundo é gay" ele de algum modo liquida a questão saindo da boca do leão ileso. Ou do leão baguelo. A coisinha da escola analítica é o numero considerado como propriedade das coisas. O número de proposições, o número de lógicas possíveis, etc; eis a coisinha que a analítica estuda.
  25.  
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